Cinemas

Cinema do Bourbon Shopping é campeão em filas

As salas do Bourbon Shopping atraíram mais de 1 milhão de paulistanos em 2009

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Imax: projeção em 3D e a maior tela da cidade (Foto: Fernando Moraes)

Se você tentou pegar uma sessão nos cinemas do Bourbon Shopping e, sem conseguir ingresso, voltou para casa desgostoso, saiba: certamente não foi o único. Segundo dados da consultoria Filme B, o Espaço Unibanco Pompeia conquistou o primeiro lugar de público entre todos os complexos da capital paulista em 2009, com 1 102 151 espectadores. Pela primeira vez no ranking, desbancou o Cinemark do Shopping Santa Cruz (1 100 933). Sua renda também foi superlativa: chegou a quase 13 milhões de reais e, no Brasil, ficou atrás apenas das dezoito salas do Shopping New York City Center, da rede UCI, no Rio de Janeiro.

Qual a fórmula do sucesso? “Acredito numa conjunção de fatores em que prevaleceram a localização, a programação e as novidades tecnológicas”, diz Adhemar de Oliveira, um dos sócios — o outro é Leon Cakoff, criador da Mostra Internacional de Cinema. Inauguradas em maio de 2008, as dez salas trazem uma seleção eclética de filmes, bem parecida com a do Frei Caneca Unibanco Arteplex, mais um êxito de bilheteria dos mesmos donos. Estão em cartaz nesta semana, por exemplo, a comédia americana Simplesmente Complicado, com a estrela Meryl Streep, e o comovente drama alemão Hanami — Cerejeiras em Flor, um hit desde dezembro. Na região onde foi instalado o Bourbon Shopping, perto dos bairros de Perdizes, Sumaré e Barra Funda, o Espaço Unibanco Pompeia não tem concorrência. O West Plaza, centro de compras vizinho, possui apenas duas salas decadentes.

Oliveira conta que demorou cerca de seis meses até o cinema cair no gosto dos frequentadores. “Fizemos um planejamento com taxa de ocupação em torno de 30% para recuperar o investimento”, revela. “Já atingimos 40%.” Embora o cardápio de fitas atraia muita gente, o que vem chamando multidões mesmo é a sala Imax, a primeira do Brasil e a única de São Paulo. Com capacidade para 318 pessoas, tem a maior tela da cidade e dá um show de eficiência nos quesitos som e projeção em 3D. Custou cerca de 1,2 milhão de dólares. Nos primeiros meses de 2009, ela tinha ocupação em torno de 50%. Tudo mudou depois de 18 de dezembro, quando estreou Avatar. As filas foram tomando proporções tão gigantescas quanto as bilheterias do blockbuster de James Cameron. Avatar consegue lotar praticamente todas as sessões. Não foi raro notar, sobretudo nas primeiras semanas de 2010, espectadores enfrentando filas e chiando por não conseguir o tíquete. Nesse caso, uma das saídas mais práticas é a compra pela internet no site ingresso. com. Quem quiser conferir o filme na tela gigante precisará correr. Avatar fica em cartaz com três exibições diárias até quinta (25). A partir do dia seguinte, com a estreia da fofa animação Co mo Treinar o Seu Dra gão, permanecerá ape nas às 11 horas.

Para Cakoff, o complexo tem a qualidade de atrair novas plateias a filmes cult, orientais e eu ropeus que marcam, atualmente, discreta presença no Bourbon. Por causa da Mostra Inter nacional, Cakoff e sua mulher, Renata de Almeida, rodam os festivais do mundo atrás de bons títulos. “Nos sas salas se comparam às de grandes centros como Nova York, Londres e Paris”, afirma Cakoff. Outros serviços contribuem para tornar o programa mais bacana. Além de um charmoso café, o espaço ganhou em dezembro a Intervalo Forneria, uma espécie de restaurante e sanduicheria cujas vedetes são as pizzas-taco, delícias de massa fina em formato triangular assadas em forno elétrico. Como podem ser pedidas para viagem, viram ótima companhia para o escurinho do cinema. Além de substituírem o chatinho crec-crec das pipocas.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO