Cinema

Tributo a Paul Walker, novo Velozes e Furiosos entre as estreias

Filme de ação traz homenagens ao ator morto em 2013 em acidente

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

  • Voltar ao início

    Compartilhe essa matéria:

  • Todas as imagens da galeria:

+ Outras notícias sobre cinema no Blog do Miguel

Confira abaixo as salas e os horários das sessões:

  • Parece ironia que 14 Estações de Maria chegue aos cinemas na semana da Páscoa. Criticando explicitamente o fanatismo religioso, o drama alemão faz um incisivo paralelo entre a Via-Sacra (trajeto de Jesus carregando a cruz) e o destino de Maria (Lea van Acken). A adolescente de 14 anos vive sob o severo regime de sua família católica e, fervorosa beata, quer virar santa. Contudo, ela conhece um garoto da mesma idade e, a partir daí, parece enxergar um novo caminho. Sabe-se de antemão o desfecho. Até lá, porém, o espectador depara com um mundo sombrio regido por condutas fundamentalistas. É ficção, mas não deixa de, à sua maneira, refletir os dias de hoje. Estreou em 2/4/2015.
    Saiba mais
  • Comédia romântica

    Amor à Primeira Briga
    VejaSP
    2 avaliações
    Após a morte do pai, Arnaud (Kevin Azaïs) passa a trabalhar com o irmão numa pequena empresa de marcenaria numa cidadezinha litorânea da França. Prestando serviços para uma família, o rapaz reencontra Madeleine (Adèle Haenel), uma jovem com quem teve uma disputa durante um treinamento de autodefesa. A moça é dura na queda. Sem um pingo de feminilidade nem simpatia, ela está disposta a se inscrever num curso militar. Arnaud se deixa levar pela paixão e segue o mesmo caminho dela. Amor à Primeira Briga ficou com três importantes prêmios na edição deste ano do César (o Oscar francês): melhor filme, atriz (Adèle) e revelação masculina (Azaïs). Na alternância de humor e drama, o roteiro capta com sensibilidade os muitos erros e os raros acertos de uma geração em crise de identidade. Estreou em 2/4/2015.
    Saiba mais
  • Diretor de Margin Call (2011) e Até o Fim (2013), o excelente diretor J.C. Chandor tem uma precisão cirúrgica no comando de seu terceiro longa-metragem. Com influência da cinematografia da década de 70, O Ano Mais Violento faz um registro seco de um empresário do ramo de transporte de óleo industrial. Filho de imigrante, Abel Morales (Oscar Isaac, emulando o Al Pacino de O Poderoso Chefão) quer crescer sem sujar as mãos – ou seja, evitando a corrupção. Ele é casado com Anna (Jessica Chastain), pai de dois filhos e pretende comprar uma grande área no Brooklyn, em Nova York, para expandir os negócios. O problema, aparentemente, são os outros. Seus caminhões estão sendo roubados e os motoristas não se sentem mais seguros. Em narrativa lenta, o roteiro expõe, aos poucos, a violência até então enrustida em pequenos atos e palavras. Estreou em 2/4/2015.
    Saiba mais
  • O diretor Augusto Sevá deixa claro antes de o drama começar. Trata-se de um filme feito com apenas três atores profissionais que retrata os problemas cotidianos dos jovens de Porto Seguro, na Bahia — assim como o restante do elenco, as histórias foram contadas pelos nativos de lá. A estrela solitária na cotação vale pela honestidade do projeto e por sua falta de pretensão. Cobre-se, então, a trajetória de Daia (Naiara Carvalho), Mônica (Mônica de Oliveira) e Lê (Luciana Louvadini), amigas inseparáveis que se envolveram com homens de pouca confiança. Os filhos delas nascem de relações instáveis e, mães de primeira viagem, não sabem como lidar com os maridos infiéis. Estreou em 2/4/2015.
    Saiba mais
  • Comédia dramática

    Um Fim de Semana em Paris
    VejaSP
    3 avaliações
    A cena de Bande à Part (1964), de Jean-Luc Godard, não está presente à toa em Um Fim de Semana em Paris. Além da homenagem explícita a esse expoente da nouvelle vague, a comédia dramática transpira o movimento que revitalizou o cinema francês na década de 60. Ambientada nos dias de hoje, a trama apresenta o casal Nick e Meg, interpretados por Jim Broadbent e Lindsay Duncan. Para comemorar o aniversário de trinta anos de casamento, estes ingleses desembarcam na capital francesa a fm de resgatar as paixões do passado. Só que nada sai como planejado. O hotel de antes virou uma espelunca e, professores de classe média, eles decidem se instalar num cinco-estrelas e viver como reis por dois dias. O humor domina o enredo em vários momentos, mas, após um encontro com um antigo amigo de Nick (papel de Jeff Goldblum), o roteiro faz um rápido desvio para o drama. Em diálogos calibrados de Hanif Kureishi (o mesmo de Minha Adorável Lavanderia e Intimidade), o filme combina a melancolia da terceira idade com a travessura da juventude. Estreou em 2/4/2015.
    Saiba mais
  • Injustamente ignorada nas indicações ao Oscar, Hilary Swank traz uma performance de impacto no drama Um Momento Pode Mudar Tudo, extraído do livro You’re Not You (Você Não É Você), de Michelle Wildgen. Hilary interpreta a pianista Kate, que, assim como aponta o título nacional, perde os movimentos da mão de uma hora para outra. Um ano e meio depois, ela se encontra praticamente inerte por causa de uma doença terminal, a esclerose lateral amiotrófica. Embora auxiliada pelo atarefado marido (Josh Duhamel), Kate precisa de uma cuidadora. Surge, então, a estabanada Bec (Emmy Rossum), uma universitária sem juízo nem habilidades que, por ser tão despreparada, acaba caindo nas graças da instrumentista. Não é difícil imaginar o restante da história, principalmente para quem viu a fita francesa Intocáveis — são duas pessoas com nada em comum tendo sua personalidade transformada no contato diário. Conduzido com segurança por George C. Wolfe (Noites de Tormenta), o roteiro segue a cartilha emocional e fica quase impossível não chegar às lágrimas, sobretudo pela maneira cativante das duas atrizes de abraçar suas difíceis personagens. Estreou em 2/4/2015.
    Saiba mais
  • Comédia dramática

    O Último Ato
    VejaSP
    Sem avaliação
    Inspirado no livro A Humilhação, de Philip Roth, lançado no Brasil pela Companhia das Letras, O Último Ato traz Al Pacino na pele do ator Simon Axler. Ele teve um surto durante uma peça na Broadway, jogou-se do palco e, com tendência suicida, é aconselhado por seu empresário a se internar numa clínica de reabilitação. Sai de lá ainda em crise, só suavizada no reencontro com Pegeen (Greta Gerwig, de Frances Ha). Filha de um casal de amigos, a jovem confessa sua atração por Simon, embora seu último romance tenha sido com uma mulher. A partir daí, a vida monótona dele ganha novos rumos. Diretor de Rain Man e Esfera, Barry Levinson vem se dedicando a projetos menores e mais autorais e, aqui, consegue radiografar a intimidade de um fictício astro do teatro combinando risos e lágrimas. Estreou em 2/4/2014.
    Saiba mais
  • Aos marmanjos fissurados em fitas de ação, uma dica: lencinhos de papel (sim, acredite) são recomendados nas sessões de Velozes e Furiosos 7. Na parte final do longa-metragem, um tributo a Paul Walker deve sensibilizar até os fãs mais turrões. A “licença poética”, embalada em trilha chorosa, dura pouco. Antes disso, e felizmente, o ator é homenageado de uma maneira menos óbvia: este é o tipo de blockbuster vibrante, divertido e exagerado que apetecia ao astro californiano. Apesar das muitas turbulências no percurso (Walker morreu em novembro de 2013, aos 40 anos, quando as filmagens ainda estavam longe do fim), o esforço de recorrer a dublês e a efeitos digitais para concluir a “saga” compensou. A fórmula, aliás, não muda (nem precisaria mudar). Com uma pegada “quanto menos plausível, melhor”, semelhante à do capítulo anterior, ela combina cenas de perseguição inacreditáveis, paisagens de revistas turísticas (das praias da República Dominicana aos prédios espelhados de Abu Dhabi) e personagens sempre prontos para disparar frases de efeito engraçadinhas. Até o alvo da turma liderada por Dom Toretto (Vin Diesel) e Brian O’Conner (Walker) deixa sabor de reprise: o vingativo Deckard Shaw (papel de Jason Statham) é irmão de um vilão do sexto episódio. A trama? Serve apenas para costurar um e outro espetáculo de explosões e acrobacias, como de hábito. Firme no comando de uma máquina de saborosos absurdos, o diretor James Wan (das fitas de terror Jogos Mortais e Invocação do Mal) acerta ao pisar fundo no acelerador e, sem culpa, não se levar nem um pouco a sério. Estreou em 2/4/2015.
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO