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Cine Joia engrossa lista de casas indie

Espaço abre as portas nesta sexta (11) e já tem agendados apresentações de Ladytron e Delinquent Habits

Por: Catarina Cicarelli - Atualizado em

Cine Joia
O velho e o novo: o nome e o prédio do Cine Joia permanecem os mesmos, mas com ares modernos (Foto: Fernando Moraes)

Em 2005, com a abertura do Vegas, Facundo Guerra foi um dos responsáveis por dar início ao burburinho notívago no Baixo Augusta, que antes era dominado por inferninhos e botecos. Agora ele parte para uma nova empreitada na Liberdade, a poucas quadras do Lions, outra de suas muitas boates. O prédio que nos anos 80 abrigou o Cine Joia, cinema de rua conhecido por exibir filmes da vanguarda japonesa, agora se transforma em uma casa de shows de médio porte, que em geral serão de bandas indie, e engrossa a lista de lugares que recebem apresentações do gênero, como Beco 203 e a balada Clash.

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A casa será inaugurada nesta sexta (11), em festa fechada para convidados. Organizador do festival Popload Gig, o jornalista Lúcio Ribeiro é um dos sócios, ao lado de Facundo e do DJ e produtor musical André Juliani. “Sinto falta de um lugar que receba shows de médio porte. Mesmo o Beco e a Clash estão pequenos para o público”, conta Lúcio.

O Cine Joia terá capacidade para 1.700 pessoas e promete apresentações concorridas. A banda inglesa de electropop Ladytron se apresenta no dia 17 e o trio americano de hip hop Delinquent Habits tem show marcado para 3 de dezembro. O ex-Libertines Pete Doherty também tocaria em dezembro, mas desistiu. “A casa vai ter de tudo. Não vai ter cara indie porque eu estou lá nem eletrônica por causa do Facundo. Somos bem ecléticos”, diz Lúcio.

Cine Joia
Em formato de diamente: o interior da casa tem capacidade para 1.700 pessoas (Foto: Fernando Moraes)

 O espaço manterá seu visual antigo. Os donos quiseram manter a estética do cinema, mesmo ele não sendo um imóvel tombado. Chegaram inclusive a fazer pesquisas sobre a casa na Cinemateca Brasileira. “É um lugar emblemático. Eu sou de uma geração que foi a cinemas de rua e o Joia devolve esse espaço de convivência que se perdeu”, conta Facundo, que tem 37 anos.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO