Teatro

Cinco peças que contam com atores conhecidos

Atores conhecidos do grande público estão em cartaz na cidade

Por: Redação VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

Confira cinco espetáculos que contam com atores famosos

  • A diretora Neyde Veneziano e os integrantes da Cia. La Mínima assinam a adaptação da comédia de Dario Fo. Domingos Montagner divide a cena com Fernando Sampaio. Ambos desdobram-se em vinte personagens nas quatro histórias inspiradas em passagens da Bíblia que satirizam a espetacularização da fé. Com Fernando Paz. Estreou em 22/3/2012. Até 20/12/2014.
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  • De Maurício Guilherme. Se fossem apresentadas como quatro esquetes independentes, as histórias poderiam até funcionar. Na tentativa de estabelecer uma trama linear, no entanto, o resultado ficou desconexo e um tanto sem graça. Inspirada na estética do cinema noir, a trama mostra uma velha mansão e as pessoas que por ela transitam em diferentes épocas. Um corretor de imóveis, uma sóbria governanta, um casal de irmãos e duas primas maquiavélicas são alguns dos personagens vividos pelos atores Marcos Veras, Júlia Rabello e Beatriz Morelli.. A direção de Jô Soares revelou bom gosto ao estabelecer uma unidade plástica entre as histórias, mas pecou ao apresentar a atriz Mariana Santos como uma mestre de cerimônias. Os jogos dela com a plateia e principalmente a luz acesa do teatro entre as histórias quebram por completo o clima de suspense e a proposta noir. Estreou em 22/06/2012. Até 24/8/2014.
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  • Era uma vez uma princesa (papel de Priscila Fantin) com dinheiro para investir em teatro. Ela convoca um sério e talentoso encenador (Celso Frateschi) para montar a peça dos seus sonhos, protagonizada por um comediante (Hugo Possolo) que descobriu numa praça. Acostumado a ter todos os aplausos só para si, esse egocêntrico sujeito, no entanto, reluta em seguir as orientações e contracenar com o resto da companhia. Escrita em 1991 pelo americano David Hirson, a comédia embala uma oportuna discussão sobre o valor da arte e a força do mercado em meio a uma sequência de gargalhadas. Trava também diálogo com a produção atual, algumas vezes rebuscada demais ou tão superficial a ponto de menosprezar a plateia. O diretor Alexandre Reinecke reforça os contrastes propostos pela dramaturgia e tira proveito do perfil do elenco, completado, entre outros, por Ary França e Iara Jamra. No trio principal, Possolo é quem se destaca. O ator exagera para cumprir à risca o papel de ser ao mesmo tempo irritante e irresistivelmente cômico aos olhos do público. Estreou em 23/5/2014. Até 17/8/2014.
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  • Em meio a tantos expoentes do gênero, o musical Rita Lee Mora ao Lado pode ser encarado como um primo pobre. Afinal, conta com cenários despojados, coreografias simples e um elenco algumas vezes carente de técnica. Sua qualidade, no entanto, é justamente saber o próprio tamanho e se limitar a homenagear a cantora sem exagerada pretensão. Adaptada do livro Rita Lee Mora ao Lado — Uma Biografia Alucinada da Rainha do Rock, de Henrique Bartsch, a montagem traz uma carismática Mel Lisboa no papel principal. A atriz tem poucas cenas em que lhe são exigidos recursos dramáticos profundos, mas carrega uma energia e uma irreverência próximas às da estrela. Em uma fusão de ficção e realidade, a trama mostra Rita da infância aos dias de hoje, por meio das confusões de Bárbara Farniente (vivida pela ótima Carol Portes, figura fundamental para o resultado), uma vizinha que acompanhou de perto a vida da família da artista. Construída pelos diretores Débora Dubois e Márcio Macena, além de Paulo Rogério Lopes, a dramaturgia enfileira esquetes e vários deles soam dispensáveis. Enquanto as intervenções de João Gilberto (Nelson Oliveira) e Ney Matogrosso (Fabiano Augusto), contribuem para narrar a história, os números de Caetano Veloso (Antonio Vanfill) e Gal Costa (Yael Pecarovich) só esticam a duração. Apoiada por seis músicos, Mel anima a plateia com Agora Só Falta Você, Saúde, Jardins da Babilônia e Ando Meio Desligado, entre outros sucessos, e é isso o que interessa. Em nome da festa, o público se rende, e o teatro se faz pela devoção a Rita Lee, especialmente quando Mel interpreta Coisas da Vida. Com Rafael Maia (como Roberto de Carvalho), Samuel de Assis, Débora Reis, César Figueiredo e outros. Estreou em 4/4/2014. Até 24/4/2016.
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  • Comédia

    Tribos
    VejaSP
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    Na comédia dramática Vermelho (2012), Antonio Fagundes apresentou o filho Bruno oficialmente ao público. Naquela trama, um consagrado artista plástico e o jovem assistente viviam conflitos, em um inevitável jogo de espelhos. Menos de três meses depois do fim da turnê do espetáculo, a dupla estreou a perturbadora e divertida comédia Tribos, escrita pela inglesa Nina Raine e dirigida por Ulysses Cruz. Está explícito que a energia juvenil de Bruno contaminou o pai a ponto de fazê-lo apostar em uma encenação moderna, com um elenco numeroso e sem protagonismos, capaz de dialogar com diferentes gerações. Billy (papel de Bruno) nasceu surdo em uma família pouco convencional em que todos podem ouvir. Os pais politicamente incorretos (vividos por Fagundes e Eliete Cigaarini) o criaram em um casulo e não se conformam com a dependência dos outros dois filhos (Guilherme Magon e Maíra Dvorek). A situação se desestabiliza de vez quando Billy se apaixona por Silvia (a atriz Arieta Corrêa), uma garota que começa a ensurdecer depois de adulta. Com diálogos afiados e repletos de acidez, o texto é estruturado em nove cenas que abordam a surdez metafórica nas relações pessoais. Como sempre, Fagundes brilha ao aproveitar o histrionismo do personagem, e Bruno mostra potencial na pele do deficiente auditivo em busca de identidade. Sobressai também Guilherme Magon. O ator investe em uma sutil interiorização para fortalecer o irmão deprimido de Billy. Estreou em 14/9/2013. Até 13/12/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO