Dia Mundial do Rock

Cinco novas bandas de rock paulistanas para ficar de olho

O Terno e Primos Distantes estão na lista; conheça e ouça

Por: Mayra Maldjian - Atualizado em

O Terno
(Foto: Divulgação)

Berço de ícones como Os Mutantes, a cidade têm dado à luz um bocado de bandas responsáveis por levar adiante, à sua maneira, o legado do rock no país. Uma delas, O Terno, é destaque da lista com cinco novíssimos  nomes para ficar de olho. Aumenta o som:

O Terno |  soundcloud.com/oterno

Tim Bernardes (voz e guitarra), Victor Chaves (bateria) e Guilherme Peixe (baixo) arrancaram elogios país afora com o disco de estreia, 66, no ano passado. Amigos de colégio, o power trio de vinte e poucos anos cria um som bastante original e bem-humorado com um ar retrô, um bem-bolado de Beatles e The Who, Mutantes e Clube da Esquina, algumas de suas principais referências.

A faixa-título foi uma das primeiras músicas compostas por Tim -autor de grande parte das letras- aos dezoito anos. “Eu estava justamente nessa angústia que rola na letra, de como fazer algo que me soasse novidade mas ainda tendo como referência muita coisa dos anos 60”, lembra. “E como era confuso ver em alguns nichos que o moderno era o retrô.”

Angústia resolvida, a banda vem apresentando uma nova leva de composições em seus shows.  E pelo que os rapazes têm absorvido via fones de ouvido dá para imaginar o teor do próximo álbum, previsto para 2014. “Tame Impala, Fleet Foxes, Black Keys, Pond, Dirty Projectors, Jupiter Maçã, Tulipa Ruiz, Rafael Castro, Metá Metá, Trupe Chá de Boldo, Primos Distantes”, lista Chaves sem hesitar. “Ultimamente tenho escutado muito algumas bandas australianas, como Tame Impala e Pond”, diz Peixe, que é fissurado em Flaming Lips. “Tenho ouvido muito Fleet Foxes, Tame Impala, Dirty Projectors e Black Keys”, conta Tim.

Troféus: Prêmio Multishow de melhor clipe do ano por 66; Aposta MTV(VMB 2012). Neste ano, outro prêmio: a participação  no EP Tribunal do Feicebuqui, de Tom Zé.

O que vem por aí: o lançamento do disco 66 em vinil. No lado A, as cinco faixas autorais do trio. No lado B, as cinco versões para músicas de Mauricio Pereira, integrante de bandas como Os Mulheres Negras, pai de Tim e grande incentivador da banda.

Próximos shows: Mundo Pensante (20/7; saiba mais); Fnac Paulista (30/7); Sesc Ipiranga (15/8)

Aldo |  soundcloud.com/aldo-the-band

Rock eletrônico, indietrônica, dance-punk. Rótulos à parte, Is Love, a estreia fonográfica da banda dos irmãos André e Murilo Faria, é a grande surpresa indie do ano. Aldo é o tio da dupla, um ex-“doidão” (ele virou evangélico) que levava os sobrinhos para suas noitadas nos anos 80 e 90. Os passeios inesquecíveis inspiraram as letras (cantadas em inglês) e a agressividade da cidade, o som sintetizado do duo. Real Person e New Beginning são viciantes.

► Onagra Claudique |  onagra.bandcamp.com

O folk-rock delicado e ensolarado da dupla Roger Valença e Diego Scalada é um alento para ouvidos enjoados de fórmulas genéricas. A ótima canção Arrebol, lançada recentemente, mostra uma leve transformação sonora da banda desde seu primeiro EP, A Hora e a Vez de Onagra Claudique, produzido por Mauro Motoki (Ludov).

Primos Distantes |  soundcloud.com/primosdistantes

Apesar do sobrenome, Caio Costa e Juliano Costa não são parentes. Amigos da época de escola, eles se trombaram em 2001 em uma banda e lançaram há alguns meses o primeiro EP como dupla. A divertida Dragão é sucesso nas apresentações cada vez mais frequentes dos rapazes pela  noite paulistana. Sem amarras, misturam o que der na telha ao seu pop-rock bem-humorado.

Shoot Me |  soundcloud.com/shoot-me-band-1

“Rock’n’roll de moleque, com aura de quarteto dos anos 70”. Assim se define o quarteto formado por Ricardo Athayde, ex-baterista do projeto electro Stop Play Moon, com Pedro Pezte nos vocais, Tito Ficcarelli e Ricardo Dom. A banda, que lançou as faixas White Dog e She’s Gone, se prepara para gravar o disco de estreia. Segundo Athayde, a produção está entre o brasileiro Miranda e o inglês Nick Graham-Smith, que assina o novo álbum do Garotas Suecas.

Fonte: VEJA SÃO PAULO