Cinema

Cinco filmes que combinam com o Dia dos Namorados

Anna Karenina e quatro outros títulos para ver a dois

Por: Tiago Faria - Atualizado em

Anna Karenina -  Keira Knightley
'Anna Karenina': romance entre um jovem e uma mulher casada na Rússia do século XIX (Foto: Divulgação/Universal Pictures)

Confira abaixo a seleção de filmes que preparamos para você assistir com o seu par.

  • De tanto sonhar com o príncipe encantado, a avoada Laura (papel de Agathe Bonitzer) acaba encontrando um tipão à altura de suas fantasias: numa festa, bate o olho no compositor Sandro (Arthur Dupont) e, antes de trocar uma única palavra com ele, apaixona-se. No dia seguinte, eles se encontram ao acaso e vivem felizes para sempre... ou quase isso. O tal “final feliz” revela-se apenas o início de uma comédia dramática que parece feita para ironizar a magia dos contos de fadas. Agnès Jaoui, diretora francesa cujo simpático O Gosto dos Outros (2000) foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, vai um pouco mais longe e extrai dessa premissa apenas engraçadinha uma crônica que confronta as expectativas dos personagens diante da realidade. Enquanto a mocinha se encanta pelo “lobo mau” (um produtor musical interpretado por Benjamin Biolay), o roteiro abre frestas para mostrar o cotidiano de Marianne (a própria Jaoui), a tia quarentona de Laura, e o pai de Sandro (Jean-Pierre Bacri), convicto de que morrerá em poucos dias. Os planos desses personagens quase nunca vão para a frente. E são justamente essas incertezas, por vezes assustadoras, que tornam suas histórias tão verdadeiras. Estreou em 7/6/2013. Casal de cinema: Agnès Jaoui foi casada com o roteirista Jean-Pierre Bacri até 2012. Juntos, eles escreveram o roteiro dos quatro longas da cineasta.
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  • Desde a vitória de O Artista no Oscar 2012, Hollywood parece ter descoberto o charme das comédias francesas. Muitas vezes, elas estão entre as prioridades de produtores como Harvey Weinstein, um dos principais responsáveis pelo sucesso daquela homenagem ao cinema mudo. É fácil entender por que ele comprou os direitos desse filme do diretor Régis Roinsard. Essa “love story“ também afaga o público com doses saborosas de nostalgia. Aqui, o túnel do tempo leva ao fim dos anos 50. Em um mundo quase de conto de fadas vive a serelepe Rose Pamphyle (Déborah François), uma jovem interiorana que tem o sonho de ser secretária. Ela se candidata a uma vaga na firma de Louis (Romain Duris), que se encanta pela moça ao descobrir seu talento para usar máquinas de escrever. Faz-se, então, um trato: ele lhe dá o emprego e começa a treiná-la para concursos de datilografia. O cineasta estreante filma essas disputas com a leveza de um cartum e a agilidade de uma transmissão esportiva. São cenas eletrizantes, de fazer o espectador pedir a toalha. Estreia prometida para 24/05/2013.
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  • Diretor de Desejo e Reparação (2007), o inglês Joe Wright contou com o roteiro de Tom Stoppard (Shakespeare Apaixonado) para fazer uma original adaptação do romance do russo Leon Tolstoi. O cineasta criou uma encenação de encher os olhos, vencedora do Oscar de melhor figurino, ao misturar teatro e dança num balé cinematográfico único. Tantas firulas visuais, no entanto, acabam comprometendo a força do texto, tornando-o frio. A trama é ambientada na Rússia czarista de 1874. Casada com um aristocrata (Jude Law), Anna Karenina (papel de Keira Knightley) mora em São Petersburgo e, numa viagem a Moscou, conhece o conde Vronski (Aaron Taylor-Johnson), oficial da cavalaria. A paixão arrebatadora dos amantes vai criar conflitos em casa e aos olhos da sociedade. Estreou em 15/03/2013.
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  • A combinação de humor e romantismo, muito bem aceita pelo público em De Pernas pro Ar 2, ganha um repeteco na comédia de Roberto Santucci, diretor daquele sucesso de bilheteria e de Até que a Sorte nos Separe. Desta vez, Ingrid Guimarães sai de cena e é a amiga Heloísa Périssé quem interpreta o papel da mulher prática, independente e que coloca o trabalho acima de qualquer outro compromisso. Em matéria de frieza, a publicitária Débora Ferrão revela-se ainda mais intratável: ela espezinha os funcionários, detesta declarações de amor e rejeita o pedido de casamento do namorado de adolescência (papel de Daniel Boaventura). A personagem tem a chance de rever esse estilo de vida casca-grossa quando sofre um acidente de trânsito e recebe a visita do fantasma de um amigo gay (o divertido Marcelo Saback). Com um quê de fábula, o roteiro acerta ao deixar de lado as piadas escrachadas e optar por uma narrativa mais leve, para toda a família. Nada que justifique, contudo, um desenrolar tão previsível. Estreou em 7/6/2013.
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  • O fim de um casamento de mais de 25 anos pode provocar efeitos assombrosos. No caso de Camille, uma atriz pouco requisitada, a separação ganha ares de delírio. Ainda perplexa ao descobrir que o marido saiu de casa para morar com uma mulher mais nova, ela se entrega à melancolia. Eis que, num passe de mágica, durante uma festa de réveillon, ela é transportada para o passado. Fisicamente, continua a ser uma quarentona. Mas seus pais e seus amigos adolescentes não parecem perceber o “detalhe”. De volta ao colégio, ela terá a chance de se apaixonar de novo pelo homem com quem se casou — ou fazer tudo diferente. O longa-metragem de Noémie Lvovsky, que também interpreta a personagem principal, remete a comédias de fantasia na linha de Quero Ser Grande (1988) e De Repente 30 (2004). A diferença é que a diretora leva essa premissa exageradamente a sério, usando cada uma das piadas ingênuas como desculpa para discutir as consequências das pequenas escolhas que são feitas no dia a dia. Indicado a treze prêmios César, o Oscar francês, e premiado em mostra paralela no Festival de Cannes, o filme tem lá algum charme, mas falha na intenção de trazer novidades ao lugar-comum. Estreou em 30/5/2013.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO