Transporte

Ciclovia de São Paulo é a mais cara entre dez cidades estrangeiras

Custo médio do quilômetro das vias pelo mundo é de 300 000 reais; em São Paulo, ele sobe para 650 000 reais

Por: Aretha Yarak e Silas Colombo

ciclovia nova york
Trajeto da Broadway, em Nova York: um dos mais caros do circuito da cidade americana, ele custou cerca de 1 milhão de reais por quilômetro (Foto: Richard Levine/Alamy)

As obras para implementação das ciclovias na capital já somaram 39 milhões de reais para 156 quilômetros. As maiores em andamento (21 quilômetros, que incluem as faixas das avenidas Paulista e Faria Lima, entre outras) totalizarão mais 77 milhões de reais em investimentos. Somando-se os trechos entregues e as pistas em construção, Fernando Haddad vai gastar em 177 quilômetros de vias um total de 116 milhões de reais, o equivalente a cerca de 650 000 reais por quilômetro.

+ Projeto de expansão das ciclovias custa mais que o triplo do previsto

Esse total é mais que o triplo do gasto previsto inicialmente pelo prefeito. É também superior à média mundial de 300 000 reais por quilômetro, conforme apuração de um time de correspondentes de VEJA SÃO PAULO no exterior. Os dados foram obtidos durante entrevistas com profissionais dos departamentos de trânsito de dez cidades estrangeiras que são referência em investimentos nessa área (veja quadro abaixo).

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Custo médio das ciclovias de São Paulo comparado ao de pistas de outras cidades do mundo (Foto: Arte Veja São Paulo)

+ Buraco, lixo e até barraca de pastel são obstáculos para ciclovias

A cada uma dessas fontes, os jornalistas pediram um cálculo em valores atualizados sobre o custo médio de construção por quilômetro de faixas exclusivas para bicicletas (incluindo ciclovias e ciclofaixas). Comparando-se o custo da malha de Haddad com o de circuitos similares fora do país, São Paulo desponta como a mais cara no ranking que inclui metrópoles como Paris, na França, Madri, na Espanha, e Copenhague, na Dinamarca. Mesmo fora da Europa, a pista da prefeitura continua acima da média. Vale mais que o dobro da de Bogotá, na Colômbia, por exemplo.

Fonte: VEJA SÃO PAULO