Roteiro musical

Todo dia é dia de choro

Sete bares para quem quiser aproveitar, a semana toda, o melhor do gênero carioca

Por: Mariana Gabellini - Atualizado em

Ó do Borogodó
Ó do Borogodó: casais rodopiam no salão de ambiente desencanado (Foto: Jair Magri)

Se ainda estivesse vivo, Pixinguinha comemoraria 115 anos nesta segunda-feira, 23 de abril. O Dia Nacional do Choro, celebrado na data, surgiu como forma de homenagear o filho caçula de Raimunda Maria da Conceição e Alfredo da Rocha Viana. Considerado uma das principais figuras da música brasileira, Pixinguinha atuou como arranjador, instrumentista e compositor e criou choros inesquecíveis, como “Sofres Porque Queres”.

Separamos um roteiro com sete bares, um para cada dia da semana, para você celebrar como se estivesse na Lapa carioca de domingo a domingo. Além de Pixinguinha, embalam feijoadas e petiscos os choros de Altamiro Carrilho, Ademilde Fonseca e Chiquinha Gonzaga.

Confira abaixo:

■ Segunda-feira: Bar do Cidão

De ambiente simples, conta com uma programação de música ao vivo todas as noites. Às segundas, chorinho e samba se revezam nas rodas que se formam nas mesas do local. A música tem início às 21h30 e termina por volta da 1h30. A cozinha, no entanto, fica aberta até o último cliente. De lá, costuma sair a porção de pastéis de carne (R$ 15, com cinco unidades). Para acompanhar, escolha entre as cervejas de 600 mililitros (Itaipava e Brahma, R$ 6,50; Original, R$ 7,50). O couvert artístico sai por R$ 10.

■ Terça-feira: Ó do Borogodó

Possui uma intensa programação de choro e samba. Os ritmos se revezam durante a semana, sempre das 22h30 até as 3h. Na terça-feira, é dia da banda Choro Rasgado e da cantora Giana Viscardi agitarem o ambiente. Também marcam presença por lá a banda Cadeira de Balanço, ao lado de Dona Iná, às quartas; o grupo Ó do Borogodó e Juliana Amaral, às quintas; e, aos sábados, a banda Cochichando e a sambista Anaí Rosa. Fique atento: a cozinha fecha meia hora antes do final das apresentações, por volta das 2h30. Entre as opções de cervejinha gelada, estão Devassa (R$ 6,80), Brahma (R$ 7,50), Original e Serramalte (R$ 8). Terças, quartas e quintas o couvert custa R$ 15. No sábado, sobe para R$ 20.

■ Quarta-feira: Pau Brasil

Neste diminuto estabelecimento (são apenas 30 lugares), a roda de samba e choro surge de maneira espontânea. Músicos do bar também recebem clientes que, porventura, saibam tocar instrumentos. Lá estão disponíveis piano, cavacos, pandeiros, violões (de seis e sete cordas) e instrumentos de sopro. Na quarta-feira, a cantoria começa às 22h e pode durar até as 3h. Da cozinha saem os caldos verde, de feijão e de mandioquinha (R$ 7). Para beber, há cervejas em garrafa (Brahma e Skol, R$ 6; Original e Serramalte, R$ 7). Nesse dia, a entrada custa R$ 8.

■ Quinta-feira: Ao Vivo Music

O bar localizado em Moema apresenta uma agenda de shows bem variada. No pequeno palco costumam passar artistas de soul, bossa nova e jazz. De terça a sábado, a programação musical tem início às 20h30, sempre com música instrumental brasileira. No repertório não deixam de aparecer chorinhos e sambas consagrados. A apresentação, que acaba em torno de 21h45, é seguida por um show que pode ser de MPB, jazz ou blues. Apesar de a programação não ser fixa, de duas a três vezes por mês uma atração específica de choro se apresenta no local. Já passaram por lá o grupo Choro Rasgado, Alessandro Penezzi e Hamilton de Holanda. Na carta de bebidas aparecem, além do chope Itaipava (R$ 5,20), as cervejas Petra nas versões Aurum, Schwarzbier, Bock e Weiss Bier (R$ 16,90; 500ml), e a Black Princess (R$ 16,90; 600ml).

Para a primeira apresentação, é cobrada uma consumação mínima de R$ 20. Já quem assiste a ambos os shows paga um couvert artístico com valor que varia de R$ 10 a R$ 40.

■ Sexta-feira: Magnólia Villa Bar

O bar localizado na Vila Romana possui uma programação variada de música ao vivo. Por lá aparecem blues, samba-rock, bolero, jazz, um baile de gafieira aos domingos, e, claro, o chorinho. Nas sextas, a programação começa às 20h com MPB e samba. Lá pelas 23h, choros tomam conta do espaço com grupos que se revezam mensalmente nas apresentações. Podem aparecer Kilder Jarier, Reinaldo Moura e Sampa Trio. Para acompanhar a cervejinha (Original, R$ 8,40; Brahma, R$ 7,40; ou Itaipava,R$ 6,90), cai bem a porção de bolinhos de berinjela (R$ 24,80, com dez unidades). Nesse dia, o couvert sai por R$ 25, mas reservas feitas por meio do e-mail reservas@magnoliabar.com.br ou pelo telefone (3463-4994 ou 6341-4193), e um posterior pagamento em dinheiro, garantem desconto. Nesse caso, o valor cai para R$ 15.

■ Sábado: Boteco do Valdir

A casa de esquina aposta na tradicional dupla feijoada e música. Das 13h30 às 19h, o prato é servido na cumbuca (R$ 39, individual; R$ 69, para duas pessoas; R$ 99, para três pessoas) e embalado por apresentações ecléticas de grupos de chorinho, MPB, pagode e samba. Para beber, há cervejas em garrafas de 600 mililitros (Original, Bohemia e Serramalte, R$ 9 cada uma). O couvert sai por R$ 5.

■ Domingo: Zeppelin Madalena

Nas noites de quinta e domingo, o blues embala a atmosfera do Zeppelin com a banda Martini Blues. O gênero, no entanto, dá lugar a composições de chorões nas tardes de sábado (das 13h30 às 17h30) e domingo (das 14h às 18h). Com um quarteto composto por violão de sete cordas, cavaquinho, pandeiro e clarinete, o grupo Ó do Borogodó acompanha a feijoada (R$ 25,90, individual; R$ 49,90, para duas pessoas). Entre as bebidas, há opções como o chope Brahma (R$ 4,90, o claro) e cervejas em garrafas de 600 mililitros (Original, R$ 6,90; e Heineken, R$ 7). No dia, o couvert artístico custa R$ 7.

Fonte: VEJA SÃO PAULO