Criminalidade

Alckmin não descarta participação de outros policiais em chacina

PM e ex-PM suspeitos de participar dos assassinatos na Pavilhão Nove foram presos nesta quinta (7)

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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Oito pessoas foram mortas em chacina na sede da torcida organizada Pavilhão 9 (Foto: Brazil Photo Press/Folhapress)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), não descarta a participação de outros policiais militares na chacina que matou oito pessoas na sede da Pavilhão 9, torcida organizada do Corinthians. Na manhã desta quinta (7), um PM e um ex-PM foram presos por suspeita de participação no crime. "A chacina deve ter outros (policiais), mas só dois foram presos", disse.

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A Justiça decretou a prisão dos dois a pedido do setor de investigações de chacinas do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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De acordo com as investigações, o ex-policial Rodney Dias dos Santos, de 42 anos, que atuaria no tráfico de drogas na região da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, na Zona Oeste de São Paulo, é apontado como orquestrador do crime. Ele teria mandado executar Fábio Neves Domingos, de 34 anos, ex-presidente da Pavilhão 9, após um desentendimento. A Polícia Civil ainda investiga se o motivo está relacionado com uma possível dívida ou disputa por pontos de venda.

Com passagem pela polícia, Santos também teria participado diretamente da chacina, junto com comparsas. Segundo as investigações, ele foi até a unidade da torcida organizada e atirou contra as vítimas. O ex-PM foi preso em casa, na Grande São Paulo. O outro suspeito é o soldado da Polícia Militar Walter Pereira da Silva Junior, que atua em Carapicuíba, preso no batalhão enquanto trabalhava.

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Justiça decretou a prisão de dois suspeitos (Foto: Futura Press/Folhapress)

Alckmin destacou a importância do trabalho de investigação da corregedoria da Polícia Civil e afirmou que o agente na ativa será "punido exemplarmente".

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Logo após a chacina, os policiais descartaram a hipótese de briga entre torcidas organizadas e apontaram o tráfico como a principal linha de investigação. Uma semana depois, a Polícia Civil passou a investigar a participação de PMs no caso. O DHPP e a Secretaria de Segurança Pública (SSP), no entanto, tentaram desmentir a informação.

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"No começo, você não tinha nenhuma evidência de envolvimento de policiais", justificou Alckmin, durante visita a obras da Linha 5-Lilás, do Metrô (Estadão Conteúdo).

Fonte: VEJA SÃO PAULO