Crime

Osasco tem novo ataque dois meses após chacina

Atentados ocorreram cinco horas após o assassinato de um policial militar a menos de 1 quilômetro do local

Por: Veja São Paulo

Chacina Osasco
Dono de bar em Osasco onde dez pessoas foram mortas em agosto (Foto: Avener Prado/Folhapress)

Três homens foram baleados na madrugada da última segunda (5) em frente a um bar em Osasco, na Grande São Paulo. O ataque foi realizado apenas cinco horas depois de um policial ter sido assassinado próximo ao quilômetro 19 do Rodoanel, também em Osasco. A distância entre as duas ocorrências é de menos de 1 quilômetro.

As vítimas foram um aposentado de 46 anos, e dois porteiros, com 28 e 27 anos. Segundo informações da Secretaria de Segurança, eles estavam conversando e bebendo na calçada, em frente ao bar do aposentado, que estava fechado, quando foram surpreendidos por dois homens em uma moto.

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O aposentado foi atingido por um disparo na região lombar do lado direito e o porteiro de 28 anos levou um tiro no peito. O outro porteiro, de 27 anos, foi alvejado três vezes, na região do abdome e na coxa direita. Eles foram socorridos no Pronto-Socorro Santo Antonio e, depois, encaminhados para o Hospital Municipal de Osasco.

De acordo com testemunhas ouvidas pela polícia, os criminosos chegaram disparando sem dizer nada. Eles ainda não foram identificados.

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A ocorrência ocorre após quase dois meses da chacina que deixou mais de vinte mortos em Osasco, em provável represália ao assassinato de um policial militar.

O PM assassinado na tarde de domingo (4) era Anderson dos Santos Silva, de 21 anos. Ele havia acabado de sair do serviço e voltava para a casa de moto, por volta das 19h. Anderson morreu com dois tiros, um no peito e outro na lateral do abdome. Ele foi encontrado em um gramado ao lado da rodovia.

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O policial estava fardado, com capa de chuva e jaqueta. Sua arma, uma Taurus 24/7, ainda estava no coldre com as quinze munições aparentemente intactas - o que indica não ter havido tempo de reação. Os bandidos levaram a moto, uma Honda CG 150 prata.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO