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Toda Nudez Será Castigada
Ondina Clais Castilho e Leonardo Ventura protagonizam Toda Nudez Será Castigada, adaptação do diretor Antunes Filho para a tragédia de Nelson Rodrigues (Foto: Emidio Luisi)

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  • De Nelson Rodrigues (1912-1980). Escrita em 1965, a tragédia ganha montagem dirigida por Antunes Filho. Herculano (interpretado por Leonardo Ventura) é um casto viúvo que se apaixona pela prostituta Geni (papel de Ondina Clais Castilho). A vida dele se transforma completamente, sobretudo diante da oposição do filho, Serginho (Lucas Rodrigues). Poucas inserções da mão autoral do encenador — sempre tão forte — podem ser percebidas em meio ao original. Uma das mais interessantes é apresentar Geni como um fantasma que assombra Herculano durante a ação. Percebendo ter em mãos intérpretes irregulares, Antunes concentrou a atenção na regência desse grupo e fez um espetáculo de qualidade, mas econômico em surpresas. Com Mariana Leme, Felipe Hofstatter, Naiene Sanchez e outros. Estreou em 05/10/2012. Até 27/3/2014.
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  • De Elias Andreato. Entre 2009 e 2010, Elias Andreato brilhou com o espetáculo Doido, que mostrava sua paixão pelo teatro e pelos grandes escritores. Logo, fica inevitável a comparação neste monólogo, no qual falta frescor. Andreato interpreta um carroceiro que recicla palavras perdidas em velhos livros e as apresenta ao público. A presença do ator, como sempre, cativa, mas a estrutura é muito semelhante à da montagem anterior. Estreou em 18/10/2012. Até 30/03/2013.
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  • De Fauzi Arap. Montada em 2007 com Claudia Mello e Caio Blat, a comédia dramática volta à cena com Claudia dividindo o palco com Denise Fraga. Em cena, estão os constantes encontros entre uma solteirona aposentada e uma moradora de rua em uma praça. A dupla brilha ao mostrar leveza mesmo diante de temas duros, em um texto que promove uma incômoda reflexão — às vezes sem a plateia sequer perceber. Estreou em 16/10/2012. Até 27/7/2014.
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  • Criação coletiva. A comédia do Umbílicos Grupo mostra um grupo de atores reunidos em um teatro prestes a ser fechado. Eles começam a improvisar sobre vários assuntos e misturam histórias reais e fictícias, confundindo questões pessoais com as dos grandes personagens que sempre sonharam viver no palco. Com Bárbara Mello, José Sampaio, Lori Ann Vargas e o também diretor Diney Vargas. De 19/10/2012 a 30/11/2012.
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  • Adaptação coletiva para obras de Clarice Lispector (1920- 1977). Inspirados no romance Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres e nos contos de A Via Crucis do Corpo, os integrantes do Grupo Teatral Pinho de Riga criaram o drama que reúne personagens que têm em comum o desejo de adequação a uma vivência. Miss Algrave (a atriz Almara Mendes), Lori (papel de Marília Miyazawa) e Ulisses (o ator Thiago Henrique do Carmo) transformam-se, respectivamente, em Ruth, Verônica e Paulo e tentam se livrar da solidão. Estreou em 20/10/2012. Até 05/03/2013.
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  • De Miguel Falabella. Sucesso de público, a comédia foi lançada em 1990 e, onze anos depois, ganhou as telas. Para celebrar os vinte anos da estreia, o texto recebeu uma nova encenação com praticamente todo o elenco original. As quatro irmãs interpretadas por Arlete Salles, Patricya Travassos, Susana Vieira e Thereza Piffer se reencontram no velório da mãe. Elas têm a difícil tarefa de dividir um apartamento de herança. A obra conserva o tocante retrato da condição feminina, mas a montagem peca com escolhas arriscadas, entre elas a opção por uma falta de coerência cronológica. Estreou em 19/10/2012. Até 30/03/2013.
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  • De Francisco Pereira da Silva (1918-1985). Para comemorar cinquenta anos de carreira, Regina Duarte voltou aos palcos com um desafio extra: além de protagonizar, ela estreia como diretora teatral. A comédia envolve em dois atos os textos Ramanda e Rudá e Raimunda Pinto, do autor piauiense. No primeiro, uma mulher enfrenta um futuro devastado tendo sempre a parceria de um hermafrodita. A seguir, em tom de épico sertanejo, uma cearense decide abandonar sua terra para tentar ser enfermeira no Rio de Janeiro. Regina pagou o preço pelo seu sonho. Montou o espetáculo da forma como desejou, mas não escapou do peso da inexperiência como encenadora. Com Allan Souza Lima, André Cursino, Creo Kellab, Henrique Pinho, Saulo Segreto e outros. Estreou em 19/10/2012. Até 21/04/2013.
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  • De Xico Abreu. Flávia Pyramo e Ernani Sanchez interpretam dois desconhecidos que se encontram em um vagão do último metrô da noite. Ela é uma operadora de telemarketing angustiada. Ele, por sua vez, mostra-se uma incógnita. Sob a direção de Renato Rocha, a montagem se preocupa com os efeitos visuais. A bela instalação que serve de cenário e a surpreendente cena da relação sexual dos personagens são exemplos. Mas o texto investe em um tema saturado e pouco surpreendente, e o rendimento de Flávia Pyramo (apesar da voz baixa) é muito superior ao do de Sanchez. Estreou em 20/10/2012. Até 16/12/2012.
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  • Depois de mostrar o universo de Franz Kakfa em Niklasstrasse, 36, o autor e diretor René Piazentin, ao lado dos atores da Cia. dos Imaginários, mergulha na obra do inglês Lewis Carroll (1832-1898) com a personagem Alice. O drama percorre muitos caminhos para tratar de um tema delicado: a aceitação da morte. A protagonista (a atriz Luana Frez) é uma menina que despenca em um lugar desconhecido e depara com incríveis criaturas, como o Chapeleiro Maluco, o Dodô, a Lagarta e a Rainha. Estreou em 5/10/2012. Até 7/11/2013.
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  • Quatro mulheres que mantêm uma relação de amor e ódio estão no centro da comédia escrita por Célia Regina Forte. Cada uma exibe suas neuroses. A peça não se aprofunda em nenhum tema, mas tem a sacada de ser encenada por quatro bons atores. Alex Gruli, Elias Andreato, Léo Stefanini e Nilton Bicudo protagonizam a bem-humorada caricatura do universo feminino. Estreou em 2/3/2007. Até 30/6/2013.
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  • Comédia

    Arte
    VejaSP
    2 avaliações
    De Yasmina Reza. Tema central da comédia, o limite da tolerância é abordado por meio de piadas nada explícitas. Escrita em 1994, a peça da autora francesa Yasmina Reza — já montada no Brasil em 1998 e em 2006 — conta a história de Sérgio (papel de Cláudio Gabriel). Médico refinado e pedante, ele compra um quadro branco por 200.000 reais. Seu amigo Marcos (o ator Marcelo Flores) não se conforma com a atitude e busca o apoio de Ivan (o ótimo Vladimir Brichta) para criticá-lo. O embate levantado pelas opiniões tão distintas dá o tom cômico à montagem, mas também provoca certo desconforto quando fica cada vez menos provável que o trio deixe as diferenças de lado. Estreou em 19/08/2012. Prorrogado até 25/11/2012.
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  • De Luiza Jorge. Dirigida por Marcelo Romagnoli, a comédia aborda os bastidores de um espetáculo. A plateia acompanha as peripécias de uma trupe de artistas — os atores Tadeu Di Pyetro, Fábio Espósito, Gustavo Haddad, William Amaral, Cleber Tolini e a autora — desde o ensaio até a estreia, como em um exercício de metalinguagem. A proposta do texto tem sua ambição, mas o resultado é muito frouxo, principalmente por ser levado a sério demais. Falta um tom mais satírico e até uma autocrítica mais explícita. Isso daria uma liberdade maior aos próprios atores. Afinal, a rotina daquele atrapalhado grupo teatral está bem próxima da de muitas outros que ocupam nossos palcos. Estreou em 01/09/2012. Até 25/11/2012.
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  • De Nelson Rodrigues. Em caracterização inspirada, o ator Marco Ricca dá vida ao bicheiro, privilegiando mais seu lado cafajeste e menos a vilania. Nascido na pia de uma gafieira, Boca compensa o complexo de inferioridade trocando a dentadura natural por uma feita de ouro. Sua vida é contada em três versões por uma de suas amantes, Guigui (a atriz Lara Córdulla), depois do assassinato do protagonista. O diretor Marco Antônio Braz acertou em cheio ao optar por uma atualização velada da trama criada em 1959. Com Rodrigo Fregnan, Gésio Amadeu, Luciana Caruso, Jacqueline Obrigon e outros. Estreou em 29/06/2012. Até 25/11/2012.
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  • De Joca Reiners Terron. O Teatro da Vertigem transita entre o drama e a intervenção urbana. As curiosidades do Bom Retiro são reveladas em uma caminhada de quase 1 quilômetro. Predominantemente comercial, o bairro transforma-se em um deserto assim que os estabelecimentos fecham suas portas. Nesse tempo, as ruas são assombradas por fantasmas tomados pela febre do consumo e ansiosos por uma mudança de vida. Os espectadores acompanham a transformação dos atores em diversos tipos em cenas externas e internas, algumas de beleza plástica e outras de mera contemplação. Com Luciana Schwinden, Mawusi Tulani, Roberto Audio, Raquel Morales e outros. Estreou em 15/06/2012. Até 31/03/2013.
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  • Adaptação de Miguel Falabella para espetáculo de Joe Masteroff, John Kander e Fred Ebb. Claudia Raia protagoniza o musical lançado em 1966 e levado às telas pelo diretor Bob Fosse em 1972. Ambientada em uma casa noturna de Berlim na década de 30, a peça aborda o relacionamento da prostituta Sally Bowles (interpretada por Claudia) com o escritor americano Cliff Brad Shaw (papel de Guilherme Magon). Em uma trama paralela, surge o caso de amor entre uma alemã (Liane Maya) e um judeu (Marcos Tumura). Belas coreografias, alguns números emocionantes e o carisma de Claudia Raia, que cria uma Sally mais irônica que depressiva e brilha de fato apenas na cena final, enchem os olhos do público. O grande destaque do elenco, no entanto, é o ator Jarbas Homem de Mello, ótimo como o Mestre de Cerimônias. Sob a direção cênica de José Possi Neto e musical de Marconi Araújo, a montagem traz 21 atores e catorze músicos. Estreou em 28/10/2011. Prorrogada até 24/02/2013.
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  • Escrito por Franz Keppler, o drama traz à tona o relacionamento entre o escultor Auguste Rodin (1840-1917) e sua discípula Camille Claudel (1864-1943). Recém-chegada a Paris, Camille (Melissa Vettore) torna-se amante de Rodin (Leopoldo Pacheco). A intuição dela e o apuro técnico dele criam um embate marcado pela competitividade e pelas diferentes visões de geração e do amor. Entre os acertos de Keppler e do diretor Elias Andreato está a humanização dos personagens. Estreou em 22/06/2012. De 3 a 13/11/2016.
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  • Comédia

    Casal TPM
    VejaSP
    3 avaliações
    No centro da comédia de Paula Giannini está um casal. Os altos e baixos da paixão, a rivalidade e a impaciência fazem do cotidiano uma bomba-relógio. Nada é surpreendente na abordagem do tema. O carisma e o timing de Paula Giannini como protagonista, no entanto, divertem parte da plateia. Com o também diretor Amauri Ernani. Estreou em 25/4/2008. 
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  • Sob a direção de Eduardo Figueiredo, a comédia de Cacau Higyno e Daniele Valente se inspira no livro que Daniele escreveu há quatro anos sobre as dificuldades enfrentadas na solteirice. Hoje casada com Christiano Cochrane, seu parceiro também no palco, ela dá dicas de como se dar bem no amor. Daniele se esforça para ganhar a cumplicidade da plateia, principalmente a feminina. Mas a montagem não escapa do clichê. O melhor momento é quando a protagonista conhece a mãe do namorado (uma gravação em off da apresentadora Marília Gabriela, sogra da atriz na vida real). Estreou em 11/4/2012. Até 7/7/2013.
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  • Adaptação de Clara Carvalho para peça de Paul Fuks. Protagonizada por Eva Todor entre 1989 e 1991, a comédia inspirada no livro Manual da Mãe Judia, de Dan Greenburg, ganha remontagem com a atriz Ana Lúcia Torre. Ela interpreta uma senhora judia capaz de qualquer sacrifício para proteger o filho (Kiko Marques). Durante uma palestra, o rapaz relembra a relação com a mãe. A frequente mão firme do diretor Alexandre Reinecke, desta vez, soou acomodada, tanto na encenação como na condução do elenco, completado por Ary França, Luciano Gatti e Flávia Garrafa. O carisma de Ana Lúcia, no entanto, garante a empatia. Estreou em 13/01/2012. Até 18/11/2012.
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  • De Franz Keppler. Otávio Martins protagoniza o monólogo dramático que discute os limites entre a razão e a emoção. Em cena, um homem tem a vida transformada com o sumiço de sua mulher. Depois de prestar queixa em uma delegacia, ele vai se envolvendo em uma teia de contradições que o aponta como suspeito do desaparecimento. Diretor ávido por soluções longe do lugar-comum, Nelson Baskerville criou uma encenação de personalidade tão forte e marcante quanto a presença no palco de Otávio Martins. Projetada em vídeo, parte complementar da história atravessa a montagem, simultaneamente às falas do ator. Em um esforço louvável, Martins alia a técnica a uma carga orgânica fundamental na tentativa de alcançar a sobreposição em cima dos excessivos efeitos cênicos. Estreou em 14/09/2012. Até 09/12/2012.
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  • Inspirada na peça Hide and Seek, do americano Paul Auster, a tragicomédia do grupo In.Co.Mo.De-Te surpreende com a homenagem ao dramaturgo Samuel Beckett (1906-1989). Assim como no clássico Dias Felizes, dois personagens (os atores Nelson Diniz e Liane Venturella, afinados) estão presos dentro de caixas como uma metáfora sobre a imobilidade. Em meio a referências sobre o consumismo, a morte e a solidão, os atores brilham em um texto que prega a simplicidade com rara sofisticação. Estreou em 8/10/2012. Até 17/4/2014.
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  • Encenado em 25 países, o drama do escocês David Harrower ganha a primeira montagem brasileira. Eloisa Elena interpreta uma camponesa oprimida cuja rotina se modifica diante de um incidente. Impossibilitado de sair para o trabalho no moinho, o marido (Cláudio Queiroz) a manda em seu lugar a fim de evitar o prejuízo. Lá, ela conhece um moleiro (Thiago Andreuccetti) e vê despertar inquietações adormecidas. As soluções criadas pelo diretor Francisco Medeiros, como a chuva de farinha, em meio à simplicidade da produção, chamam atenção pelo talento em fazer bom teatro com poucos recursos e poesia de sobra. Estreou em 01/06/2012. Até 28/04/2013.
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  • De Nelson Rodrigues. Sob a direção de Marco Antônio Braz, Lucélia Santos vive a suburbana Zulmira, que sonha em ter um enterro de luxo. Casada com Tuninho (papel de Rodrigo Fregnan), torcedor do Vasco da Gama e eterno desempregado, ela carrega a intuição de que sua vida será breve e de que uma mulher loira a ameaça. A trama está no palco, com fortes referências ao universo do futebol e, inclusive, uma constante narração de estádio calcada nas rubricas. A irregularidade do elenco tira o peso da encenação. Com Alessandro Hernandez, Léo Stefanini, Gésio Amadeu, Luciana Caruso, Jacqueline Obrigon e outros. Estreou em 06/07/2012.
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  • Adaptação de Claudio Botelho para espetáculo de Marshall Brickman, Rick Elice e Andrew Lippa. Inspirado nos quadrinhos do cartunista Charles Addams, o musical estreou na Broadway em 2010 e ganha a primeira montagem internacional. Trata-se de uma diversão certa, com uma história cativante, que reúne temas como amor, fidelidade e adaptação às diferenças. A produção traz Marisa Orth e Daniel Boaventura à frente de 27 atores e doze instrumentistas. Na trama, o clã liderado por Morticia (papel de Marisa) e Gomez (Boaventura, impagável) passa por um momento de crise. Vandinha (Laura Lobo) arrumou um namorado “normal” e quer marcar um jantar para apresentá-lo aos pais um tanto esquisitos. Com Nicholas Torres, Iná de Carvalho, Claudio Galvan, Rogério Guedes, Paula Capovilla e outros. Em nove meses de apresentações, o musical vendeu mais de 300 mil ingressos e em janeiro/2013 estreia no Rio de Janeiro. Estreou em 02/03/2012. Prorrogado até 16/12/2012.
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  • No monólogo cômico, o autor Paulo Moraes interpreta Dona Abigail, uma senhora de língua solta. Ela não deixa os vizinhos em paz e está sempre envolvida com a vida alheia. Direção do autor e de Evelyn Erika. De 2/8/2014. Até 30/8/2014.
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  • Comédia

    Grávido
    VejaSP
    3 avaliações
    Os protagonistas Marcelo Laham e Fábio Herford escreveram a comédia em parceria com Gustavo Kurlat na busca uma visão incomum para um assunto pertinente: a perspectiva masculina em torno da gravidez e da paternidade. Em treze esquetes, a montagem brinca entre o trágico e o cômico ao enfileirar cenas rápidas que enfocam as alegrias, as angústias e a falta de preparo dos homens para cuidar de um bebê. Estreou em 20/4/2012. Até 23/6/2013.
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  • De Edoardo Erba. É, no mínimo, inusitado ver dois atores correndo sem parar durante os 75 minutos de um espetáculo. O teste de fôlego imposto a Anderson Muller e Raoni Carneiro ilustra mais uma prova de superação à qual um intérprete pode se submeter — e, desta vez, importante para a compreensão do drama dirigido por Bel Kutner. Eles vivem dois amigos com um objetivo comum: encarar os mais de 42 quilômetros da famosa corrida de rua nos Estados Unidos. Enquanto se exercita, a dupla ajusta contas e questiona algumas decisões. Pontuado pela trilha sonora criada por André Abujamra, o texto faz da obsessão pela atividade física uma metáfora do cotidiano.  Estreou em 06/07/2012. Até 28/10/2012.
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  • De Newton Moreno. Lilia Cabral interpreta com carisma uma solteirona às vésperas de completar 50 anos. Prometida ao fictício São Djalminha depois de um parto difícil, a personagem-título leva seus dias em meio a simpatias em busca de casamento. A vida ganha entusiasmo extra quando um circo chega à cidade — afinal, uma cartomante garantiu a ela que seu pretendente seria um homem de fora. Em atuações afinadas, o elenco traz ainda Fernando Neves, Silvia Poggetti, Dani Barros e Eduardo Reyes. Estreou em 10/08/2012. Até 16/12/2012.
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  • O autor Alexandre Dal Farra criou o drama do grupo Tablado de Arruar e faturou o Prêmio Shell. Em cena, um oportuno debate relativo a questões como culpa, alienação e fé. Vitor Vieira personifica o pastor Otávio, envolvido em tudo o que prega, a ponto de passar a questionar o valor daquelas ideias e as supostas verdades transmitidas aos fiéis. Em meio a uma crise, ele enfrenta turbulências com a sua mulher (a atriz Ligia Oliveira) e perde o controle dos atos. Com Alexandra Tavares, Alexandre Quintas, Amanda Lyra e outros. Estreou em 01/06/2012. Até 06/06/2013.
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  • Adaptação de Andrea Maltarolli (1962-2009) para histórias de Maitena. A argentina Maitena Burundarena conquistou leitores com a exata noção de quanto as mulheres podem perturbar o sexo oposto quando se “alteram”. Se Maitena transmite isso nas charges, a montagem dirigida por Eduardo Figueiredo é fiel ao espírito da desenhista. Luiza Tomé, Marisol Ribeiro e Flávia Monteiro interpretam uma síntese desse universo por intermédio de três personagens. Norma (papel de Luiza), uma executiva mãe de adolescentes, volta a engravidar. Sua amiga Lisa (vivida por Flávia) sofre ao descobrir um nódulo no seio, enquanto Alice (Marisol) sonha com um amor. Com Daniel Del Sarto. Estreou em 16/07/2010. Prorrogado até 31/03/2013.
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  • De Rafael Gomes. Dividido em dez cenas, o drama mostra o universo de três personagens em torno dos 20 anos, mas é capaz de comover espectadores de faixa etária mais ampla. Sensível e sem pieguice, três atores — Marisol Ribeiro, Fábio Lucindo e Victor Mendes — discorrem, em monólogos, sobre paixão, desejo, separação, perda e impasses típicos da juventude, que atualmente parecem comuns ao cotidiano de muita gente de 30 ou 40. Estreou em 07/10/2010. Até 11/04/2013.
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  • Adaptação de Samir Yazbek e do Estúdio em Cena para obra de Homero. Sob a direção de Marco Antônio Rodrigues, o núcleo Estúdio em Cena apresenta sua primeira montagem. Trata-se de uma versão contemporânea da saga de Odisseu, escrita há quase 3.000 anos. Depois de vencer a Guerra de Troia, o protagonista se desestabiliza ao não encontrar suas referências na terra natal, no caso uma metrópole como São Paulo. Não há como negar que a encenação traz o vigor e o entusiasmo do jovem elenco. A saudável vontade, no entanto, de enfileirar citações e criar conexões com a realidade torna a dramaturgia um tanto dispersiva. Com Aline Basili, Camila Caparroz, Gabriel Muglia, Pedro Lopes, Rafael Faustino e outros. Estreou em 12/10/2012. Até 2/03/2014.
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  • Escrito por Dennis Kelly e dirigido por Clara Carvalho, o drama discute valores sociais. Um rapaz chega à casa da irmã na hora do jantar com a roupa suja de sangue. É deflagrado um jogo de revelações e contradições. A eletrizante trama não ganha uma montagem merecida. Faltam técnica e tensão ao trio protagonista (Isabella Lemos, Marcelo Pacífico e Renaldo Taunay) e também uma condução que explore melhor esse clima nervoso. Com Antonio Haddad Aguerre. Estreou em 12/10/2012. Até 30/6/2013.
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  • De Jez Butterworth. A comédia enfoca relações que estão desmoronando. Ned (interpretado por Alberto Guiraldelli) é um especialista em demolições que passa o dia revendo os vídeos de suas melhores implosões. Sufocada no casamento, sua mulher (papel de Mônica Granndo) sonha em fugir com o vizinho (o ator Jaques Bento), mas não tem coragem de abandonar a vida estável. Estreou em 05/10/2012. Até 09/12/2012.
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  • De Alan Ayckbourn. Escrita em 1972, a comédia se passa em três noites de Natal nas quais três casais se reúnem para celebrar. A decadência e a ascensão social de cada um servem de base para os conflitos psicológicos. Na montagem dirigida por Otávio Martins, eles saltaram da década de 70 para a de 80. Jane e Sydney (papéis de Fernanda Couto e Marcello Airoldi), Eva e Geo frey (Zeza Mota e Kiko Vianello) e Marion e Ronald (Amazyles de Almeida e Duba Mamberti) não envelheceram, mesmo passados quarenta anos desde a criação. Fernanda e Airoldi saem-se melhor devido à própria envergadura dos personagens. Mergulhados no absurdo, eles transitam com sutileza e brilho nas situações. Estreou em 31/03/2012. Até 23/12/2012.
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  • De Mário Bortolotto. Um dos melhores exemplares da obra de Bortolotto. A peça mostra o reencontro de quatro pessoas em um apático domingo. As desavenças surgidas entre elas são mero pretexto para o autor propor uma sensível abordagem da morte. Os atores Francico Eldo Mendes (substituindo Otávio Martins), Paula Cohen, Alex Gruli e Eduardo Chagas valorizam o realismo criado por um Bortolotto intimista e maduro. Estreou em 06/04/2007. Até 28/10/2012.
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  • De Samuel Benchetrit. Ilvio Amaral e Maurício Ganguçu interpretam dois senhores internados em um hospital que recebem uma má notícia: restam para ambos poucos dias de vida. A dupla decide fugir e aproveitar ao máximo os últimos momentos, corrigindo erros do passado e procurando um objetivo que dignifique o fim. Com Flavia Fernandes, Wolney Oliveira e Marcelo Aquino. Estreou em 21/09/2012. Até 16/12/2012.
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  • De Luis Alberto de Abreu, o drama ganhou encenação dirigida por Maria Thaís. Uma notícia de jornal sobre o aparecimento de dois índios de uma etnia considerada extinta serviu de inspiração. Eles eram nômades, viviam entre Mato Grosso e Rondônia e se recusavam a estabelecer contato com os brancos. Foram encontrados porque suas gargalhadas ressoaram na floresta e chamaram atenção: eles riam das histórias que contavam um ao outro enquanto comiam a caça. As interpretações de Antonio Salvador e Eduardo Okamoto impressionam pelo rigor e pela transformação, assim como o trabalho de pesquisa para a dramaturgia. A encenação, no entanto, permanece muito presa à teoria e, mesmo diante de um discurso contundente, soa um tanto verborrágica. Estreou em 04/10/2012. Até 12/4/2014.
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  • De Marcelo Marcus Fonseca. Depois da primeira parte, batizada apenas de São Paulo Surrealista, a Cia. Teatro do Incêndio lança a sequência do projeto sobre a capital paulista. Dessa vez, o escritor português Fernando Pessoa desembarca por aqui e é recebido por Beatriz, a musa de Dante Alighieri. Não tarda para os dois se envolverem com o pintor espanhol Salvador Dalí, o poeta americano Allen Ginsberg e o poeta paulistano Roberto Piva. A provocação segue como tônica, embora seja menos contundente que na montagem anterior. O valor é estabelecer um diálogo que não soa hermético. Entre os 26 atores do elenco estão João Sant’Ana, Wanderley Martins, Sergio Ricardo, Giulia Lancellotti e Tássia Melo, além do autor e também diretor da montagem. Estreou em 17/08/2012. Até 15/12/2012.
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  • De Nelson Rodrigues (1912-1980). O Grupo Gattu investe na última peça do dramaturgo, de 1978. Duas irmãs (Daniela Rocha Rosa e Eloisa Vitz) e seus respectivos maridos (Daniel Gonzales e Elam Lima) dividem um apartamento. Enquanto Guida e Paulo vivem felizes, Lígia desespera-se diante da impotência de Décio. Uma crise é deflagrada quando Guida oferece o parceiro à irmã. Também diretora, Eloisa Vitz cria uma encenação com competência. Sem grandes transgressões, a montagem pode parecer convencional, mas resulta em uma atração elaborada e bem cuidada no conjunto. Com Laura Vidotto. Estreou em 05/11/2011. Até 26/11/2012.
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  • De Tatiana Schunck e Henrique Schafer. Interpretada por Tatiana, a protagonista é uma mulher que atravessa um profundo estado de irritação. Ela decideentão repassar sua vida e encontrar alguma razão que não a faça explodir. O mote é interessante e a protagonista tem alguns bons momentos, mas a montagem não possui autonomia e seria mais significativa como um esquete de uma produção coletiva. No extremo minimalismo proposto, sobram palavras e falta espetáculo. Estreou em 04/10/2012. Até 02/11/2012.
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  • Em outubro de 2001, a atriz e diretora Grace Gianoukas idealizou um projeto humorístico composto de solos de diversos comediantes. Em poucas semanas, a Terça Insana gerou um entusiasmado boca a boca — e, desde lá, foram mais de 2 200 apresentações em palcos paulistanos e do restante do país, 400 espetáculos diferentes, dois registros em DVD e 500 personagens. Disposta a investir em novos formatos, a encenadora decretou o fim da Terça Insana e preparou uma turnê de despedida, Adiós, Amigos, que ocupa o Teatro Bradesco de sexta (19/12) a domingo (21/12/2014). Dez atores que já passaram pelo projeto, como Luis Miranda, Marco Luque, Arthur Kohl e Roberto Camargo, foram convidados para participações. Tipos memoráveis para os fãs da montagem marcarão presença no roteiro, entre eles a mal-humorada Mulher-Limão e a diva viciada em Lexotan Aline Dorel, duas impagáveis criações de Grace.   Leia entrevista com Grace Gianoukas sobre o fim da "Terça Insana".
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Fonte: VEJA SÃO PAULO