Teatro

Cenas de personagens reais

O Fingidor está entre as opções

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Três montagens que constroem suas tramas com fragmentos de situações verídicas:

  • A partir de um personagem real, o poeta português Fernando Pessoa (1888-1935), o autor e diretor Samir Yazbek criou o bem-sucedido drama, que volta para celebrar quinze anos da estreia. Dias antes de morrer, o escritor (interpretado por Helio Cicero) soma mais um heterônimo aos vários que criou ao longo da vida. Desta vez, o disfarce o leva a se tornar datilógrafo de um crítico especialista em sua obra. Com Daniela Duarte, Douglas Simon, Fause Haten, Fernando Oliveira, Fernando Trauer, Gabriela Flores, Luiz Eduardo Frin e Marcelo Cozza. Estreou em 20/8/1999. Até 17/5/2015.
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  • Na entrada do Teatro de Arena, nomes femininos pelas paredes distraem o público antes da abertura da sala. Como em um jogo, fica a tentativa de encontrar o maior número de expoentes das artes, da política ou da história que, de alguma forma, desafiaram o improvável. Logo depois, os espectadores deparam com mulheres representativas do mundo das ciências que protagonizam o drama escrito por Oswaldo Mendes. A filósofa Hipácia de Alexandria (papel de Vera Kowalska) morreu em 415 d.C. por defender o uso da matemática na transformação da sociedade. A polonesa Marie Curie (1867-1934), a inglesa Rosalind Franklin (1920-1958) e a brasileira Bertha Lutz (1894-1976), interpretadas respectivamente por Selma Luchesi, Monika Plöger e Adriana Dham, tiveram destinos menos trágicos, mas também feitos minimizados pela discriminação. Dirigido por Carlos Palma, o espetáculo aborda a relação de cada uma delas com a intolerância. A montagem soa um tanto verborrágica. Cumpre, no entanto, uma função importante: leva o público a pensar que os tempos mudaram, mas nem tanto assim. Com Letícia Olivares e Rogério Romera. Estreou em 17/1/2015. Até 31/5/2015.
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  • Sob o comando do dramaturgo e diretor Marcelo Marcus Fonseca, a Cia. Teatro do Incêndio acumula acertos em uma fórmula ousada. O grupo sacode a mesmice do gênero musical com uma linguagem crítica e de análise histórica, além de uma produção econômica e criativa. Apoiada em uma sólida dramaturgia, a atual montagem vence a proposta um tanto ambiciosa: apresentar os caminhos percorridos pela MPB, dos primórdios do samba ao estouro internacional da bossa nova. Carmen Miranda (interpretada por Gabriela Morato) e Ismael Silva (Matheus Campos) aparecem em cenas de fácil comunicação. São mostrados ainda episódios como o suicídio de Assis Valente e a relação de Noel Rosa (Guilherme Ciccotelli) e Aracy de Almeida (Rebeca Ristoff). Em um dos melhores momentos, o espaço da sede do grupo transforma-se em uma animada beira de praia. O espectador é convidado a se jogar na areia e a cantarolar junto aos atores e instrumentistas a canção Tarde em Itapuã. Estreou em 15/11/2014. Até 2/11/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO