Feriado

Cemitério tem homenagens a Ayrton Senna, Elis Regina e Içami Tiba

No Dia de Finados, o espaço na Zona Sul onde estão enterradas as personalidades contou com movimento intenso

Por: Estadão Conteúdo - Atualizado em

Ayrton Senna cemitério do Morumbi
Túmulo do piloto Ayrton Senna nesta segunda (2) (Foto: FramePhoto/Folhapress)

Durante a manhã desta segunda-feira (2), feriado do Dia de Finados, foi intenso o movimento no Cemitério do Morumby, na Zonal Sul de São Paulo. Como de costume, os túmulos de Ayrton Senna e Elis Regina eram um dos que tinham mais flores. A lápide do psiquiatra Içami Tiba, que morreu em agosto deste ano, também recebeu muitas homenagens.

+ Onde estão enterradas nossas celebridades

Filho de imigrantes japoneses, o túmulo de Tiba foi decorado com flores e muitos incensos. "Faz parte da cultura japonesa, da religião budista, trazer incenso para os mortos. Nossa cultura é de muita valorização e gratificação aos antepassados", disse Patricia Ajimura, de 43 anos, que foi com o marido e os filhos ao cemitério.

O médico Paulo Kim, de 28 anos, foi com os pais ao cemitério para visitar o túmulo dos avôs. "Meus pais me passaram essa tradição de vir todo ano no feriado de finados, nos trazemos flores, incensos e as comidas que eles mais gostavam. Esse ano trouxemos chocolates, um refrigerante e uma garrafa de pinga", disse.

Senna

O túmulo de Ayrton Senna, assim como em outros anos, foi decorado com uma bandeira do Corinthians. "Ele foi um herói para todos nós. Acho importante que ele não seja esquecido, eu faço a minha parte", contou a dona de casa Maria Luzia de Albuquerque, de 58 anos, que deixou um vasinho de flores no túmulo do piloto.

+ Conheça cemitérios famosos da capital

De acordo com funcionários do cemitério e floristas da região, o movimento no cemitério foi mais intenso das 9h às 11h da manhã. "O movimento está o mesmo dos anos anteriores, não houve grande mudança. Mas já não é como antigamente, quando todas as famílias vinham fazer homenagem aos seus parentes. Os costumes estão mudando", disse o vendedor de flores José Silveira, 62 anos.

Fonte: Estadão Conteúdo