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Após manifestação, Ceagesp suspende cobrança de estacionamento

Presidente da companhia afirma que medida de cobrança será avaliada e não há uma data para voltar a ocorrer

Por: Redação VEJA SÃO PAULO

Depois de um dia marcado por violentos protestos, a Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) voltou atrás na decisão de cobrar pelo estacionamento para veículos, iniciada à zero hora da última quinta (13). Cerca de 100 manifestantes depredaram cancelas e guaritas e atearam fogo em veículos, caçambas com madeiras e um galpão dentro da área.

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Segundo o presidente da companhia, Mário Maurici de Lima, a medida de cobrança será reavaliada e não há uma data para voltar a ocorrer. Neste fim de semana, o espaço não abrirá para o público. Circulam por lá apenas funcionários responsáveis pelas cargas e descargas. A confusão começou por volta das 10h35 da manhã desta sexta (14). A Tropa de Choque foi para a região e conseguiu acabar com a situação.

Violência

Durante todo o dia, a segurança interna nos prédios da presidência e da gerência geral da Ceagesp também foi reforçada. A polícia entrou em ação para permitir o acesso do Corpo de Bombeiros até o fogo. Seis viaturas dos bombeiros foram acionadas para controlar o incêndio.

O caminhão queimado era um reboque da empresa C3V, responsável pela implantação da cobrança do estacionamento. Já a Saveiro pertencia ao grupo que faz a segurança da área. O prédio da administração incendiado guardava a documentação de fiscalização. Todos os papeis foram destruídos. Somente uma pequena parte dos arquivos é digitalizada.

Os manifestantes são contrários às recentes mudanças no estacionamento da Ceagesp, principalmente com a cobrança pela parada no lugar, que começou a valer nessa quinta (13).

Preços

A Ceagesp passou a cobrar uma taxa de 6 reais para a primeira hora dos automóveis e dos utilitários, de 2 reais para a diária de motocicletas e de 4 ou 5 reais para as primeiras quatro horas de caminhões, dependendo do número de eixos. Aos fins de semana, os motoristas de automóveis e utilitários que forem ao varejão pagarão uma taxa fixa diária de 4 reais.

Desde setembro do ano passado reformas são realizadas em toda a estrutura do endereço para corrigir antigas falhas. Todas as portarias sofreram alterações e receberam cancelas. Um anel viário de mão única também foi implementado com o objetivo de evitar que o trânsito pare quando um caminhão de maior porte realiza manobras. Além disso, 320 câmeras de monitoramento foram instaladas. Segundo a Ceagesp, o investimento no projeto de reformulação é de 25 milhões de reais.

Por dia, circulam pelo local 12 000 veículos e 50 000 pessoas.

Fonte: VEJA SÃO PAULO