Diversão

Casas de forró: abertas de segunda a domingo

Endereços têm programação junina especial

Por: Daniel Nunes Gonçalves - Atualizado em

Junho é um mês atribulado para os irmãos Danilo, Murillo e Marcelo Ramalho, tocadores de sanfona, zabumba e triângulo do trio de forró Dona Zefa. "Fazemos o dobro das apresentações dos outros meses e cobramos cachês maiores", afirma Danilo, que realizou 27 shows em junho do ano passado e deve chegar perto disso nas próximas semanas. "Para descansar um pouco, temos recusado várias propostas." O grupo passou o mês de maio em turnê pela Europa e voltou para lucrar com os cachês de 5 000 reais dos festejos de Santo Antônio, São João e São Pedro.

"Embora a modinha do forró tenha vivido seu auge na virada da década, foi mantido seu público cativo", diz Paulinho Rosa, um dos donos do Canto da Ema. Pode-se dançar o arrasta-pé de segunda a domingo, com ambientes especiais na temporada do quentão e vinho quente. Até casas de outros circuitos, como a Feira Moderna, na Vila Madalena, têm trocado alguns shows de samba pelos de forró. No Sambódromo haverá uma homenagem a Luiz Gonzaga, na Virada Nordestina, agendada entre 17 e 19 de julho. Apelidado de pé de serra ou universitário, o estilo que resistiu em São Paulo não sofreu a influência de instrumentos eletrônicos de bandas bregas do Nordeste, como Calypso. "Prefiro esse forró mais calmo, bom de curtir juntinho", afirma o estudante Daniel Teixeira, que vai às domingueiras do Canto da Ema com a namorada, Stephanie Telecki. "Como é para dançar a dois, fica fácil conhecer pessoas", conta outra estudante, Mariana Costa.

"Além do dois-pra-lá-dois-pra-cá, o forró paulistano ganhou os rodopios e as firulas do samba-rock", explica Carlos Magno, que promove baladas no Remelexo, em Pinheiros, e também o Forró Secreto. É quando reúne a tribo em locais só divulgados por e-mail a um grupo pré-selecionado. "Juntamos 500 pessoas duas vezes por mês." A festa junina secreta deste ano será no próximo dia 24, data consagrada a São João, com show do trio Dona Zefa. O local? Magno não revela de jeito nenhum.

Açaí Praia. Avenida Horácio Láfer, 285, Itaim Bibi, Tel. 3078-8725. Sábado, das 14h às 20h. R$ 7,00 (mulheres) e R$ 12,00 (homens).

Canto da Ema. Avenida Brigadeiro Faria Lima, 364, Pinheiros, Tel. 3813-4708. Quarta a sábado, a partir das 22h30, e domingo, das 19h à 0h. R$ 14,00 a 16,00 (mulheres) e R$ 20,00 a R$ 23,00 (homens). Festas juninas nos dias 21 e 28.

Feira Moderna. Rua Fradique Coutinho, 1248, Vila Madalena, Tel. 3032-2253. Neste sábado (6) e no dia 19, das 22h30 às 2h30. R$ 15,00.

Forrobodó do Café Aurora. Rua Treze de Maio, 112, Bela Vista, Tel. 3628-7947. Segunda, das 23h às 4h. R$ 8,00 (mulheres) e R$ 10,00 (homens).

Buena Vista Club. Rua Professor Atílio Innocenti, 780, Vila Olímpia, Tel. 3045-5245. Segunda, a partir das 20h. R$ 10,00 (mulheres) e R$ 20,00 (homens). Festa junina no dia 22.

Remelexo. Rua Paes Leme, 208, Pinheiros, Tel. 3034-9225. Sexta e sábado, a partir das 23h; domingo, das 20h às 2h30. R$ 16,00 (mulheres) e R$ 20,00 (homens). Festas juninas nos dias 27 e 29.

Restaurante Andrade. Rua Artur de Azevedo, 874, Pinheiros, Tel. 3064-8644. Terça a sábado, a partir das 19h; domingo, das 12h às 18h. R$ 5,00 a R$ 13,00 (couvert artístico). Festa junina no dia 23.

Fonte: VEJA SÃO PAULO