Revolta popular

Casal acusado de pichar pedra em praia no Guarujá é pintado

Turistas e moradores da Prainha Branca cercaram e castigaram os suspeitos

Por: Redação VEJASAOPAULO.COM - Atualizado em

Dois turistas que picharam as letras ABC em uma grande pedra na Prainha Branca, no Guarujá, no domingo de Páscoa (20) foram cercados por moradores e frequentadores do local. Como castigo, o grupo pintou os supostos vândalos com uma tinta preta.

+ Irmão de MC Gui reclamou de dores no peito um dia antes de morrer

Para ter acesso ao local, o casal esperou a maré baixar e seguiu pela trilha. Segundo relato de testemunhas, os dois foram abordados por turistas e moradores assim que retornaram para a praia. Após uma discussão, eles tiveram o corpo pintado. Imagens do fato foram registradas e publicadas em redes sociais.

+ Celular é confundido com arma e polícia mata refém

Nascida e criada no local, a proprietária de uma pousada na Prainha Branca,  Mariana de Oliveira, de 51 anos, disse que a situação revoltou a maioria. “Alguns ainda tentaram defender o casal, mas o que fizeram está errado. Do mirante é possível ver o que eles fizeram. Muitos turistas ficaram bravos.”

+ Temakeria na Vila Mariana sofre arrastão

Segundo ela, os moradores estão revoltados com o descaso. “Já picharam casas, placas e até árvores. Outro dia mesmo flagrei pai e filho pintando meu muro. Coloquei para correr.”

Mariana afirma que recebeu em sua conta no Facebook ameaças de pessoas defendendo o casal. “Já falaram que vão se juntar e invadir a Prainha. Não vamos suportar esse tipo de atitude aqui. Amamos esse lugar, assim como muitos turistas que ajudam a preservar. Estamos abandonados pelo poder público. Nós temos cuidado. Já construímos escola e também o posto da polícia, que mesmo assim fica vazio.”

No Facebook, uma pessoa que diz ter visto o casal pintado declarou que o rapaz foi agredido. “O problema foi a porrada que o cara levou. Eu os socorri assim que saíram da balsa. O cara estava todo quebrado, cheio de sangue. Essa foto não mostra nada do que fizeram com ele. Ela não estava machucada.”

Fonte: VEJA SÃO PAULO