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Conpresp veta casa de shows no Jockey Club

Data de terça-feira (8) a decisão de não permitir a construção da Claro Live! House, empreendimento proposto pela empresa XYZ Live, que pretende entrar com recurso

Por: Redação VEJINHA.COM e Carol Pascoal - Atualizado em

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A projeção da fachada da obra:inauguração estava prevista para o ano que vem (Foto: Fernando Moraes)

Na terça (8), o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) decidiu proibir a construção da Claro Live! House, casa de espetáculos que deveria ocupar uma área no Jockey Club.

Em julho deste ano, a construção já havia sido embargada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), que revogou a decisão dias depois.

A empresa XYZ Live, responsável pelo projeto, irá analisar a situação junto à direção do Jockey Club, "visando tomar as medidas cabíveis para dar andamento à conclusão da obra". “Vamos entrar com um recurso, mas não tem muito que dizer”, afirma Bazinho Ferraz, presidente da empresa. “Um órgão vota a favor (no caso, o Condephaat) e o outro vai contra (o Conpresp). É uma questão política”, analisa.  

Em nota, a administração do clube diz que o veto causa prejuízo à entidade, uma vez que a construção da casa de espetáculos era peça fundamental para o processo de revitalização e saneamento financeiro do espaço.

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"O Jockey Club reduziu em 24 meses para 220 milhões de reais uma dívida de 400 milhões de reais. Com o veto do Conpresp, embora a responsabilidade pela viabilização dos alvarás seja de responsabilidade da empresa XYZ, que constrói a arena, é evidente o prejuízo ao Jockey Club e ao seu projeto de recuperação e revitalização", diz o comunicado da entidade.

A estrutura montada no Jockey Club já está em estágio adiantado, mesmo assim, a XYZ Live estuda novas possibilidades. “Quero resolver isso até o fim do ano. Tenho em vista dois lugares para onde posso levar a arena, mas vou precisar de apoio, afinal, é um projeto para a cidade”, resume Bazinho Ferraz.

Ainda em nota, a administração do clube reclama a falta de apoio do governo ao turfe, como é feito em outros países, e ressalta que o espaço tem reais diferenciais para abrigar eventos de grande porte.

"Seus diferenciais — fácil acesso e ampla área — foram demonstrados no [festival] Lollapalooza, um dos maiores fenômenos de público da capital paulista, que transcorreu em total ordem."

Veja abaixo a nota da empresa XYZ LIVE sobre a decisão do órgão:

COMUNICADO: LIVE HOUSE

A XYZ Live lamenta a decisão do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) de proibir a conclusão da Live House, casa de espetáculos de caráter temporário que vem sendo construída no Jockey Club. A decisão vem após aprovação do projeto por parte do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), e explicita a divergência de entendimentos e interesses entre os órgãos responsáveis pela preservação e tombamento do patrimônio histórico.

A XYZ Live informa que o processo de licenciamento corre regularmente na Secretaria de Licenciamento Urbano, para onde foi encaminhada, dentro dos devidos prazos, toda a documentação exigida pelos órgãos responsáveis pela liberação do empreendimento. Ciente do fato de o projeto atender as necessidades da cidade e do público consumidor de entretenimento, a empresa irá analisar a decisão do Conpresp juntamente com a direção do Jockey Club, visando tomar as medidas cabíveis para dar andamento à conclusão da Live House.

A XYZ também esclarece que o projeto da Live House em nada difere de tantos outros empreendimentos temporários que já foram realizados anteriormente no espaço do Jockey. Dessa forma, considerando-se o fato de que a cidade de São Paulo é carente de espaços multiuso capazes de abrigar eventos das áreas de cultura e esportes, a proibição apenas se opõe sem argumentos coerentes com uma iniciativa que colabora para que a cidade mereça o título de capital do entretenimento da América Latina.

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(Foto: Fernando Moraes)

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO