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Saiba por que a Casa do Porco é o bar do momento

Entre as dez razões que levam multidões a enfrentar mais de duas horas de fila estão a qualidade da matéria-prima e a presença constante do chef Jefferson Rueda

Por: Saulo Yassuda - Atualizado em

A Casa do Porco Bar
A Casa do Porco Bar: novo hit do centro (Foto: Ricardo D'Angelo)

Escolhida a melhor estreia boêmia de 2015 por VEJA SÃO PAULO, A Casa do Porco Bar é um fenômeno de público. O bar-restaurante do chef Jefferson Rueda (ex-Attimo), dedicado aos quitutes suínos, foi inaugurado em outubro e segue com fila na porta. Digo, FILAS, em letras garrafais -- a espera pode chegar a mais de duas horas no fim de semana. E olha que fica no centrão, em um pedaço para o qual muito paulistano torce o nariz.

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Se não quiser amargar (tanto) na espera, a dica é chegar nos horários alternativos, entre o almoço e o jantar, já que o lugar funciona sem intervalo. A explicação de tanto sucesso? São muitos os motivos. Confira, abaixo, dez razões por que A Casa do Porco Bar se tornou o novo "point" da capital.

A Casa do Porco Bar
O chef Jefferson Rueda (Foto: Ricardo D'Angelo)

1. FILA SABOROSA. Embora a espera ultrapasse facilmente 2h30 no sábado, dá para enganar o tempo com um saquinho de pururuca temperado com especiarias (R$ 10,00). O nome do quitute? Porcopoca.

2. CHEF PRESENTE. Mesmo sendo um nome badalado na gastronomia, Jefferson Rueda -- o chef do ano de 2013 por VEJA COMER & BEBER -- não arreda os pés do estabelecimento. Não raro, atende até o telefone.

3. OCUPE O CENTRO. Indo ao endereço, você ajuda a ocupar o centrão, um tanto degradado naquela área, que fica próxima ao JazzB e ao Bar da Dona Onça.

4. BOA MATÉRIA-PRIMA. Quase tudo é feito na casa. As linguiças, as conservas, o pão, o macarrão... A preocupação com o produto também se estende aos porcos -- Rueda foi de fazenda a fazenda para escolher seus produtores.

A Casa do Porco Bar
Barriga frita e com uma camada de goiabada e brotos (Foto: Ricardo D'Angelo)

5. PETISCOS DE PRIMEIRA. Como um bom bar, o endereço serve tira-gostos ótimos. A visita já vale pela barriga de porco bem gorda, frita até ficar deliciosamente crocante (R$ 24,00, quatro unidades). Por cima, ganha uma camada de goiabada e brotos.

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6. DO MUNDO TODO. Embora tenha homenageado a cozinha caipira em sua carreira, o chef agarra até o Oriente na casa. Quer um exemplo? De inspiração coreana, a trouxinha de alface romana recheada de arroz, algas e costelinha de porco (R$ 19,00 a porção) é para comer de uma vez só. 

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Porco de san zé: úmido e de pele durinha (Foto: Ricardo D'Angelo)

7. REFEIÇÃO COMPLETA. Se a ideia é "bater" um pratão, o lugar é aqui também. O porco de san zé (R$ 42,00), churrasqueado, úmido e de pele durinha, vem ao lado de tutu de feijão, tartare de banana e salada de couve. 

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Pudim de leite (Foto: Ricardo D'Angelo)

8. BÔNUS NA SOBREMESA. O pudim de leite, doce na medida, com uma textura nunca antes imaginada de tão boa, sai a R$ 22,00. Vem com chantili de caramelo e um algodão-doce. As outras sobremesas, delicadíssimas, também não fazem feio.

9. AMBIENTE MODERNO. Há várias pedidas tradicionais no cardápio (torresmo, porco assado, tutu...), mas a ambientação é toda modernosa, à la Nova York.

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10. NA JANELA. Se você não tiver paciência de enfrentar a espera, pode comprar pela janela um sanduba e levar para casa. É feito de com porco assado, tomate, cebola e bastante  maionese com mostarda na ciabatta. Sai a R$ 15,00.

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Cestinhas de alface com arroz, algas e costelinha de porco (Foto: Ricardo D'Angelo)

UM PORÉM:

Na visita, é bom prestar atenção no preço das bebidas, que podem "pegar" na conta final. A cerveja Heineken long neck sai a R$ 10,00, e a caipirinha simples do limão custa R$ 26,00. 

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Fonte: VEJA SÃO PAULO