Memória

Casa de Mário de Andrade reabre com exposição na Barra Funda

Objetos pessoais do modernista, como os óculos arredondados, agora podem ser vistos pelo público

Por: Jussara Soares

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O estúdio da residência: abrigo de Mário de Andrade entre 1921 até 1945, ano da morte do modernista (Foto: Acervo Iphan - SP)

Escritor, poeta, musicólogo e um dos pioneiros do modernismo com a publicação de Pauliceia Desvairada (1922), Mário de Andrade era muitos. Todos, no entanto, encontravam refúgio no mesmo endereço: Rua Lopes Chaves, 546 (antigo 108), na Barra Funda. Ele ocupou o imóvel entre 1921 e 1945. Ali deu aulas de piano, escreveu textos e espalhou estantes pela casa para organizar a vasta biblioteca. A partir de 1990, o local tornou-se uma oficina cultural, com eventos voltados para a literatura. Muitos visitantes, porém, sentiam falta de vestígios do famoso morador.

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O modernista Mário de Andrade: ocupou o imóvel na Barra Funda entre 1921 e 1945 (Foto: Acervo do Instituto de Estutos Brasileiros/USP)

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No ano em que se completam setenta anos de sua morte, esse deslize foi reparado. Após cinco meses fechado para reparos em sua estrutura, o espaço reabriu com a exposição A Morada do Coração Perdido. A mostra traz preciosidades que antes estavam em poder da família, como os óculos arredondados, a pasta de couro, o suporte de mata-borrão e a espátula, além de seu piano e cartas inéditas. As visitas, com entrada livre, ocorrem de segunda a sexta, das 13 às 22 horas, e sábado, das 9 às 13 horas.

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A entrada do sobrado: cinco meses de reparos (Foto: Acervo Instituto de Estudos Brasileiros/USP)

Fonte: VEJA SÃO PAULO