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Casa de Bolos abrirá mais dezesseis lojas na cidade

Líder do mercado, marca fatura 5 milhões de reais por mês apostando em receitas baratinhas

Por: Helena Galante

Casa de Bolos
A versão de milho (R$ 11,00): um dos sabores mais vendidos na Casa de Bolos (Foto: Fernando Moraes)

De brigadeiros a cupcakes, São Paulo já viu explodir — e minguar — muitas modinhas gastronômicas. Não parece ser esse o caso dos bolos de estilo caseiro. Desde 2011, mais de vinte marcas especializadas abriram as portas por aqui. Na dianteira do sucesso está a Casa de Bolos, curiosamente fundada no centro de Ribeirão Preto, em 2010.

+ Opções de franquias para quem quer empreender

Quatro irmãos montaram o negócio para que a mãe, Sônia Ramos, pudesse tocá-lo. “Eu tinha imaginado um produto confeitado, na linha Cake Boss, mas ela quis fazer a receita clássica, de fubá”, conta um dos fundadores, Fabricio Ramos. A loja modesta, de custo inicial de 40 000 reais, deu retorno em menos de seis meses. No ano seguinte, o investimento se transformou num sistema de franquia. Atualmente são quase 180 filiais espalhadas pelo Brasil, que, juntas, vendem 400 000 unidades e faturam 5 milhões de reais por mês.

Casa de Bolos
Vitrine da Casa de Bolos: opções variam de 7 a 22 reais (Foto: Mario Rodrigues)

A maior concentração de lojas ocorre na capital. Por aqui, funcionam hoje 35 delas. Somadas, vendem 180 000 bolos por mês. E o apetite paulistano pela guloseima ainda não está satisfeito. Até dezembro, está prevista a inauguração de mais dezesseis pontos.O ingrediente responsável por esse crescimento é o preço baixo, tanto para o consumidor final quanto para o interessado em abrir a franquia. “O investimento do parceiro fica na casa dos 100 000 reais”, afirma Ramos. Para abrir uma confeitaria Amor aos Pedaços, por exemplo, torna-se necessário o aporte de cerca de 410 000 reais. “Procuramos manter um padrão simples na decoração, para não nos onerar”, conta o empresário.

Casa de Bolos
O empresário Fabricio Ramos: um dos fundadores da Casa de Bolos (Foto: Divulgação)

Os integrantes do clã de fundadores se encarregam de entrevistar os potenciais interessados.“Evitamos o perfil de investidor profissional, buscamos famílias.” Para garantir a rentabilidade, a marca foge dos altos aluguéis dos shoppings e prefere os endereços de rua. Toda a produção (livre de conservantes e essências) acontece diariamente, seguindo um passo a passo rígido para não desandar. A lista de matérias-primas inclui insumos de abrangência nacional, a fim de garantir o mesmo padrão em estados diferentes. O preço final varia de 7 reais (opção de tamanho individual) a 22 reais (versão com nozes e damascos).

Primeiro franqueado paulistano, o engenheiro Jorge Muriá Aguade credita à qualidade do bolo o sucesso de sua unidade em Pinheiros, que no primeiro mês vendeu 500 unidades e hoje atinge a marca de 10 000. “Há uma concorrente em cada esquina. Em algum momento, algumas fecharão. Mas nós somos uma referência porque, modéstia à parte, temos os melhores produtos”, acredita Aguade. Fermento para expandir, certamente, não falta à receita da marca.

Receita farta: alguns dos números da rede que surgiu na cidade de Ribeirão Preto, no interior

  • Taxa de franquia: 49 000 reais
  • Investimento inicial por loja: 100 000 reais
  • Previsão de retorno para o franqueado: 24 meses
  • Funcionários diretos da rede: 700 pessoas
  • Previsão de crescimento até o fim deste ano: 36%
  • Bolos vendidos por mês no país: 400 000 unidades
  • Receita anual da companhia: 60 milhões de reais

Fonte: VEJA SÃO PAULO