Arquitetura

Casa Cor chega à trigésima edição com setenta ambientes

De lounge em vagão a boas ideias para imóveis diversos, evento começa na próxima terça (17) e traz revitalização do Jockey

Por: Bárbara Öberg - Atualizado em

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O vagão de trem grafitado do arquiteto Léo Shehtman: "Quis fugir do convencional" (Foto: Renato Navarro)

Da próxima terça, 17, a 10 de julho, cerca de 100 000 pessoas devem passar pelos portões do Jockey Club de São Paulo, na Cidade Jardim, para desvendar as novidades da Casa Cor. Com grande repercussão, ela só perde em público no segmento para o Salão do Móvel de Milão. Em sua trigésima edição, receberá os visitantes (15% são turistas) com setenta ambientes, como um pequeno apartamento instalado dentro de um vagão de trem, assinado por Léo Shehtman, em sua 29ª participação no evento.

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Quem levar o dia caminhando por ali pode fazer pausas nas filiais temporárias do restaurante Badebec, da padaria Dona Deôla, do bar Barê, além de quatro lojas que vendem de peças de cristal a enxovais. Em resumo, um programão. O mote é “a celebração da vida”. Foram convidados 89 profissionais, que trabalharam em dois dos três pisos do antigo ambulatório do Jockey. Somados, os projetos totalizam uma área de aproximadamente 10 000 metros quadrados.

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Adega do escritório TRiART: blocos de concreto vazado para conservar a temperatura (Foto: Renato Navarro)

Quando os estandes forem desmontados, o edifício, sem uso constante desde a década de 90, será entregue ao clube e abrigará uma nova área social (veja na pág. 28). Nos arredores da construção, além do vagão de Shehtman, há algumas obras mais experimentais. A Casa AQUA, assinada por Rodrigo Mindlin Loeb e Caio Dotto, investe no conceito de arquitetura sustentável. Dividida em módulos conectáveis, ela é feita com materiais reciclados e tecnologia para captação de água da chuva. Dentro dela estão muitos dos nomes consagrados na capital, como João Armentano, Dado Castello Branco, Olegário de Sá e Gil berto Cioni.

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Roberto Migotto, com dezessete participações em seu currículo, concebeu uma sala, um hall e um escritório com biblioteca adornados por tons neutros e inspirados nos anos 30 para comemorar a coincidência de sua carreira e o evento completarem três décadas. Ao lado deles, há jovens talentosos como Nildo José, de 27 anos, que estreia com um flat cheio de soluções inteligentes.

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O ambiente do goiano Leo Romano: experiência sensorial (Foto: Renato Navarro)

Presente em outros dezenove estados, do Rio Grande do Sul ao Pará, a Casa Cor, organizada pelo Grupo Abril, que publica VEJA SÃO PAULO, tem franquias no Chile, Equador, Bolívia e Peru. “Em 2017, estaremos em Miami pela primeira vez”, diz Livia Pedreira, presidente da mostra. “A cidade é um centro de criação na área do design e da arquitetura, com vasto público interessado no assunto.”

CASA COR 2016. Jockey Club de São Paulo. Avenida Lineu de Paula Machado, 775, Cidade Jardim. Terça a quinta, 12h às 21h; sexta e sábado, 12h às 21h30; domingo, 12h às 20h. R$ 52,00 (ter. a qui.) e R$ 65,00 (sex. a dom.) e R$ 150,00 (entrada em todos os dias do evento). Grátis para crianças de até 12 anos. De terça (17) a 10 de julho. Estac. (R$ 25,00 c/manobr.). www.casacor.com.br.

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O interior do vagão de Léo Shehtman: lounge completo de 40 metros quadrados (Foto: Renato Navarro)

LINHA CHIQUE

Foram dois dias em uma viagem de aproximadamente 70 quilômetros entre a cidade de Mairinque e o Jockey. Uma carreta levou o vagão de trem de 28 toneladas e 15 metros de extensão, de 1945, que pertenceu à Estrada de Ferro Sorocabana. Pelas mãos de Léo Shehtman, a sucata, devidamente graftada, transformou-se em um lounge completo de 40 metros quadrados, com sala, cozinha e banheiro, além de uma área externa com mesas e sofás. “Quis fugir do convencional”, diz o arquiteto. “Seria sensacional se estruturas descartadas como essa fossem reaproveitadas para a construção de escolas, por exemplo.”

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Nildo José, 27, o mais jovem expositor individual da mostra: jabuticabeira flutuante (Foto: Leo Martins)

SANGUE NOVO NA ÁREA

Um banco de alvenaria fxo na parede circunda quase todo o pequeno apartamento de 44 metros quadrados. Partindo da porta de entrada, serve de aparador para a caixa com vinhos e outros objetos. Adiante, ele vira um dos assentos da mesa de almoço. Até o fm de sua extensão, terá usos como cobertura de lareira e apoio para toalhas na banheira. Trata-se da maior peça do ambiente criado por Nildo José, de 27 anos, formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, o mais jovem entre os expositores individuais da mostra. “Estar aqui é um sonho realizado”, relata Nildo. Ele batizou o local de Estúdio Jabuticaba, referência à árvore cultivada na técnica japonesa kokedama, em que o vegetal fca suspenso no ar, com raízes manejadas como um novelo.

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Passagem da cozinha de Marilia Pellegrini: o primeiro voo-solo depois de carreira sólida (Foto: Renato Navarro)

Nos projetos coletivos, há mais sangue novo na área, como o trio composto de André Bacalov, de 25 anos, Marcela Penteado, 26, e Kika Mattos, 29. É deles a adega montada em um paredão de blocos de concreto vazados. A estrutura ajuda a proteger as bebidas do calor. “A ideia é remeter ao subsolo das vinícolas em uma sala de convivência”, esclarece Bacalov. A lista de estreantes inclui uma veterana no pedaço. Explica- se: Marilia Pellegrini já participou do evento como integrante do Studio Arthur Casas, mas chega agora com o próprio escritório. “É um desafo ainda maior”, conta ela, que assina uma cozinha e lavanderia.

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Patricia Anastassiadis e sua sala: "Usar objetos relacionados à memória traz personalidade ao ambiente" (Foto: Renato Navarro)

UM PRÉDIO TRANSFORMADO

A trigésima edição da Casa Cor fca num dos prédios mais antigos do Jockey Club de São Paulo, erguido em 1954 pelo arquiteto francês Henri Paul Pierre Sajous. Tombado por órgãos de patrimônio, era originalmente um ambulatório, que recebia sócios e funcionários. Desativado na década de 90, quando já abrigava também departamentos administrativos, ele acaba de ser repaginado. A construção foi submetida a uma reforma completa na parte elétrica e na hidráulica.

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O edifício-sede do evento: reforma para atividades sociais do clube (Foto: Divulgação)

Terminada a mostra, a equipe liderada pelo arquiteto Darlan Firmato e pelo restaurador Luís Magnani volta ao endereço para concluir os acabamentos estruturais. “Vamos dar vida de novo ao prédio montando um clube social para os sócios, com biblioteca, salão de jogos e um ambiente infantil”, conta Luis Alberto Marinho, diretor-superintendente do Jockey. A história do edifício de três pavimentos não passou despercebida por Patricia Anastassiadis, que, em sua oitava participação, criou uma ampla sala de estar. As paredes têm azulejos marrons-escuros semelhantes aos originais e há um bloco iluminado, daqueles utilizados para conferir raio X. “Usar objetos relacionados à memória dos moradores ou do local traz personalidade ao ambiente.”

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Paredes revestidas de madeira carbonizada: projeto do catarinense CASAdesign Interiores (Foto: Renato Navarro)

CRIATIVIDADE COM SOTAQUE

Pela segunda vez, a Casa Cor São Paulo abre suas portas para designers de outros estados. É a chance de conhecer, por exemplo, o trabalho de profssionais como Leo Romano, de Goiânia. É dele uma sala de estar e jantar de 57 metros quadrados revestida de placas de alumínio rosa cheias de furinhos — em alguns deles, estão encaixadas pérolas artifciais nas quais se lê repetidas vezes, em braile, a frase “lembre-se de esquecer”. “A proposta é instigar o lado sensorial do público e possibilitar uma nova perspectiva de observação.” Outro destaque no clube dos “estrangeiros”, a dupla catarinense Moacir Schmitt Jr e Salvio Moraes Jr elaborou uma sala de paredes cobertas por madeira carbonizada. “Viemos para mostrar nossa personalidade”, diz Schmitt, sócio do escritório CASAdesign Interiores, de Balneário Camboriú. “Expor em São Paulo serve como um selo de qualidade.”

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Parte do loft de Paola Ribeiro: espaços integrados e funcionais (Foto: Denilson Machado / Mca Studio)

MULTIPLICAÇÃO DOS CENTÍMETROS

Quarto, cozinha, banheiro, lareira, salas de jantar e de estar em 64 metros quadrados. A proposta é a cara de uma metrópole do porte de São Paulo e foi a missão da carioca Paola Ribeiro. “Especialmente em áreas reduzidas, a arquitetura deixa de ser um luxo e torna-se uma necessidade.” Na prática, o resultado é um loft que aparenta ser bem maior do que de fato é.

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Sala de música de Michel Safatle: sem grandes aparelhos nem instrumentos (Foto: Renato Navarro)

Em sua primeira participação na mostra, Michel Safatle foi na mesma linha. Ele projetou, em 29 metros quadrados, um local de entretenimento com sala de música e mesa de jogos. Em vez de instrumentos e grandes aparelhos, há caixas de som quase imperceptíveis que se conectam a celulares pelo sistema wireless. “Atualmente, é comum que os profssionais precisem desenhar objetos e móveis adaptados especifcamente para locais menores”, conta ele, que idealizou, por exemplo, as aconchegantes poltronas vistas por ali.

Confira mais ambiente do Casa Cor 2016:

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  • Japoneses

    UN

    Rua Padre João Manuel, 1050, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3086 0066

    VejaSP
    1 avaliação

    Antes de se fixar em São Paulo como sócio operador desta casa de Luigi Cardoso, o chef Tadashi Shiraishi teve uma experiência em filiais europeias do restaurante Nobu, com matriz em Nova York. Com maestria, faz um moderno sashimi de vieira marinado e banhado no azeite quente (R$ 47,00). Os pares de sushi têm arroz de cozimento e tempero impecáveis. Vá de duplas com ótimas opções sazonais: graçainha (R$ 15,00), lírio (R$ 17,00) e carapau (R$ 15,00). Outros pratos que valem ser conhecidos: risoto vegetariano de quinoa e cogumelos (R$ 48,00) e a barriga de porco com missô de nozes (R$ 50,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Mediterrâneos

    De La Paix

    Rua Tupi, 844, Higienópolis

    Tel: (11) 3666 9841

    VejaSP
    8 avaliações

    As vidraças cobertas parcialmente por cortinas garantem a privacidade dos casais que frequentam o endereço de Daniel Marciano, dono também do judaico Nur na mesma rua (3666-4992). As bruschettas de queijo e tomate (R$ 23,00 a porção) se mostram ideais no aperitivo. Mas, antes, a clientela passa pelo ritual de descer alguns degraus no fundo do imóvel para escolher o vinho na adega. Prefira um tinto para acompanhar o arroz de pato bem molhadinho e com lascas da carne na medida (R$ 63,00). De sobremesa, a torta de banana com musse de chocolate e amêndoas chega bem gelada (R$ 14,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Espanhóis

    Venga!

    Rua Delfina, 196, Vila Madalena

    9 avaliações
  • Padarias

    Grão Fino

    Rua Pedroso Alvarenga, 672, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3078 6062

    VejaSP
    1 avaliação

    É difícil acreditar que os vistosos pães do balcão não trazem glúten nem lácteos na composição. Na casa aberta por Luiz Ferretti, sócio da lanchonete Madureira Sucos e do bar Vaca Véia, é assim. A ciabatta (R$ 27,00 o quilo), por exemplo, é feita de farinhas de arroz e de grão-de-bico mais polvilho doce,e o pão rústico com figo, nozes e chia (R$ 45,00 o quilo) leva trigo-sarraceno. Além dos bons itens para botar na sacola, dá para se sentar ali, pedir um cafezinho (R$ 4,80) e, como acompanhamento, um brigadeiro de colher com chocolate 70% e leite condensado de amêndoa (R$ 9,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • A exposição interativa recria o cenário do reality MasterChef Júnior. Grupos de até dez crianças de 5 a 12 anos brincam de cozinheiros mirins em sete estações temáticas — a atração dura vinte minutos. Depois de conhecer o dólmã, a veste tradicional dos profissionais, eles experimentam a textura e os sabores dos alimentos e também conhecem utensílios indispensáveis no ofício. A melhor parte fica por último. É quando os aspirantes a Erick Jacquin e Paola Carosella preparam canapés na bancada igual à do programa, com direito a cronômetro. Até 22/5/2016.
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  • Com estreia prometida para 30 de junho, o filme Procurando Dory empresta seu nome para esta piscina de bolinhas. São 220 metros quadrados com 200 000 esferas brancas e azuis, escorregadores e redes, tudo com temática do fundo do mar. Os menores de 5 anos precisam entrar com um acompanhante, não pagante. Até 24/7/2016.
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  • Parques

    KidZania

    Avenida Rebouças, 3970, Pinheiros

    Tel: (11) 3995 4500

    VejaSP
    13 avaliações

    A cada meia hora, uma simulação de um grande incêndio acontece no hotel da cidade fictícia de KidZania. Em poucos minutos o minicarro dos bombeiros chega e dele sai um grupo de crianças treinadas para controlar o fogo em poucos minutos. Se houver algum ferido, uma ambulância com pequenos médicos socorre a vitima, que é encaminhada para o hospital, onde ocorrem também operações, como transplante de fígado. Toda essa agitação pode ser conferida na primeira unidade brasileira da rede mexicana KidZania, instalada no Shopping Eldorado desde dezembro de 2014. Por lá ocorrem ainda simulações de casos enfrentados em uma delegacia, cozinha de restaurante, agência de publicidade, laboratório de ciências e até em uma redação de jornal. A ideia ali é o visitante escolher quais profissões quer desempenhar durante o passeio, entre as 52 opções disponíveis.

    O parque mostra-se bem organizado, limpo e oferece um mix de atrações divertido, é verdade, mas o preço do ingresso revela-se um balde de água fria e só vale a pena para quem quiser muito conhecer o lugar ou tiver certeza de que a criança se identifica com o passeio. Custa 120 reais para as crianças – as de até 4 anos junto de outra pagante entram de graça e a garotada a partir de 8 anos pode ficar sozinha por lá. Só para acompanhar e sem participar de nada, os adultos desembolsam 50 reais. Quem optar por investir no passeio, deve se atentar ao horário de funcionamento para aproveitar ao máximo.

    Ao cruzar o portão de entrada, semelhante a um aeroporto, o visitante recebe um cheque de 50 kidZos – moeda local. A aventura começa com uma ida ao banco para trocar o cheque por cédulas ou um cartão, usados para ingressar nos diversos estabelecimentos e instituições da cidade. Depois de “trabalhar” em uma das áreas, eles recebem o salário em kidZos – a moeda pode ser utilizada também para pagar por serviços como manicure.

    Para os adultos que quiserem dar um tempo do barulho da música ambiente somada a sirenes e buzinas dos veículos das brincadeiras, há um espaço equipado com poltronas, wi-fi, tomada para carregar celular e uma cafeteria. Quem estiver acompanhado de crianças de até 4 anos possui à disposição outro ambiente com jogos e brinquedos voltados para essa faixa etária. É proibido entrar com alimentos, mas dentro do local, dispõe de unidades do Burger King, 1900 Pizzeria e Kopenhagen, além de uma pequena praça de alimentação.

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  • Centros culturais

    Casa das Rosas

    Avenida Paulista, 37, Bela Vista

    Tel: (11) 3285 6986 ou (11) 3288 9447

    6 avaliações

    Metrô Brigadeiro.

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  • Museus

    Fundação Cultural Ema Gordon Klabin

    Rua Portugal, 43, Jardim Europa

    Tel: (11) 3062 5245

    Sem avaliação

    A casa-museu no Jardim Europa, aberta ao público desde março de 2007, abriga um valioso acervo de 1 545 obras, entre pinturas do russo Marc Chagall, do holandês Frans Post, além de mobiliário, peças arqueológicas e decorativas, reunido ao longo de mais de 70 anos pela empresária, mecenas e colecionadora Ema Gordon Klabin. A fundação homônima mantém o acervo, além de promover atividades culturais e educativas como shows musicais, cursos, oficinas e exposições. A casa de 900 m² foi construída na década de 50 pelo engenheiro-arquiteto Alfredo Ernesto Becker especialmente para abrigar as obras da colecionadora. O jardim do museu leva a assinatura do paisagista Burle Marx.                                                    

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  • Construções históricas

    Casa de Vidro

    Rua General Almério De Moura, 200, Vila Tramontano

    Tel: (11) 3744 9902 ou (11) 3743 3875

    Sem avaliação

    Primeira construção da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, de 1951, a Casa de Vidro abriga o acervo do casal Lina e Pietro Maria Bardi, constituído por obras de arte, móveis, documentos e objetos, além de 7 500 desenhos e 17 000 fotografias. O instituto flutua sobre quatro pilares e tem uma fachada de vidro em toda a sua extensão, e é, por isso, um marco da arquitetura modernista.

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  • O autor Leonardo Cortez e o diretor Marcelo Lazzaratto, da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico, já tinham apresentado um bom exemplo de dramaturgia em Maldito Benefício (2014). A dupla repete a parceria com a tragicomédia Sala dos Professores, que amplia o leque da discussão de temas atuais com base em personagens de diferentes perfis. Na trama, um grupo de professores entra em atrito, nos intervalos das aulas, por causa das precárias condições de trabalho e picuinhas pessoais. A cafeteira importada que, agora, os obriga e desembolsar um dinheiro a cada xícara, o caso amoroso entre dois colegas, o conflito com os filhos e a autoritarismo da diretora que nunca se apresenta são algumas das situações exploradas por Cortez. O bom elenco, formado por Carolina Fabri, Pedro Haddad, Rodrigo Spina, Marina Vieira, Wallyson Motta, Laís Marques e próprio autor, defende bem os personagens, acentuando o tom algumas vezes caricato de cada um deles. Estreou em 11/3/2016. 
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  • Tragicomédia

    O Deus da Cidade
    VejaSP
    Sem avaliação
    Com dramaturgia de Cássio Pires, O Deus da Cidade vai surpreender mesmo quem é íntimo do trabalho da Cia. Os Fofos Encenam. O espetáculo, dirigido por Fernando Neves, transita por uma série de linguagens, como o circo-teatro, o musical e a fábula, recorrentes no repertório do grupo. O que se sobressai, no entanto, é o tom político e social através de personagens que reagem ao mundo de acordo com seus valores e interesses. Em cenas independentes, um empresário cheio de lábia, sua fiel assessora, uma francesa terrorista e uma burguesa incomodada com os mendigos figuram entre personagens que reproduzem embates semelhantes aos percebidos na atualidade. Quase nada, porém, carrega tom panfletário ou pesado. Com Carlos Ataíde, Cris Rocha, Eduardo Reyes, Silvia Poggetti e Zé Valdir, Marcelo Andrade e outros. Estreou em 18/3/2016. Até 29/5/2016.
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  • Integrar a banda de um artista famoso, como Arnaldo Antunes, garante ao mesmo tempo status e certo anonimato a um músico. Afinal, fica fácil não ter seu nome lembrado pelo público perto de uma estrela. Por dezessete anos, foi esse o caso do multi-instrumentista Chico Salem. Ele chegou a colocar na praça um disco solo em 2002, o 01, mas não causou tanto barulho. O mesmo não se pode dizer do recém-lançado Maior ou Igual a Dois. O trabalho saiu do papel a partir de um financiamento coletivo, com o qual Salem conseguiu angariar quase 34.000 reais. Também não faltam colaborações nas músicas frescas, festivas, produzidas por Guilherme Kastrup. Dia 25/11/2016.
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  • O sábado tem o DJ Erick Morillo, expert em house. No dia seguinte, a casa recebe Marcelo D2 e Tropkillaz. Dias 12 e 13/11/2016. Local: Rua Sebastião Romão César, 418, Maresias. Tel.: (11)3071-2445. Data: Sábado (12) e domingo (13), 22h. Valor: R$ 60,00 a R$ 300,00.
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  • O sucesso dos joguinhos para celular gerou uma série de desenhos para a TV e, agora, ganha o primeiro longa-metragem. Angry Birds — O Filme tinha tudo para não dar certo e, sobretudo, para conquistar apenas a criançada. Mas consegue ser melhor do que a encomenda. Há um roteiro simples, porém costurado com piadas e situações capazes de cair no agrado dos adultos (sobretudo nas cenas de irritabilidade de Red). Esse protagonista, dublado por Marcelo Adnet, mora na ilha dos pássaros e, por causa de seus transtornos de humor, fica obrigado a fazer sessões de terapia, comandadas por Stella (voz de Dani Calabresa). No consultório, Red conhece Chuck (Fabio Porchat) e Bomba. Até aí, a animação segue, com graça e leve humor politicamente incorreto, a cartilha de apresentação dos personagens. Vira, contudo, uma aventura desmiolada quando um grupo de porcos desembarca no local e conquista a amizade das aves. Mas o espertinho Red tem quase certeza de que há algo errado com os estranhos visitantes. Estreou em 12/5/2016.
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  • É incrível a versatilidade do diretor italiano Matteo Garrone. Depois de enveredar com realismo pela máfia napolitana em Gomorra (2008) e buscar a sátira num programa de TV em Reality (2012), o cineasta debruça‑se sobre fábulas fantásticas, inspiradas nos textos de Giambattista Basile (1566–1632), em O Conto dos Contos. São três histórias, narradas alternadamente e ambientadas em reinos vizinhos na época medieval. Tudo começa com a façanha de uma rainha (Salma Hayek), que, atendendo ao pedido de um mago, come o coração de um enorme ser marinho para ficar grávida. Há também a trajetória de um rei (Vincent Cassel) de desejos sexuais irrefreáveis. Pensando estar assediando uma jovem virgem, o mulherengo nem desconfia tratar‑se de uma plebeia idosa. Num castelo não longe dali, um pai (Toby Jones) à procura de um marido para sua filha (Bebe Cave) passa a criar uma pulga como animal de estimação. O tom surrealista combina com a proposta estética do realizador. Cenários estupendos e figurinos fabulosos recheiam contos de desdobramentos inesperados e situações que, abusadamente absurdas, fascinam. Estreou em 12/5/2016.
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  • Documentário

    Nós, Eles e Eu
    VejaSP
    Sem avaliação
    Em 2000, o jovem judeu argentino Nicolás Avruj foi a Israel visitar um primo. Bateu com a cara na porta, já que seu parente havia voltado, temporariamente, à terra natal. Então com 24 anos e com uma câmera na mão, Avruj decidiu perambular por Jerusalém para fazer alguns registros sem a intenção de transformá-los em um documentário. Contudo, abriu o baú de memórias quinze anos depois para realizar Nós, Eles e Eu. Uma das maiores qualidades do longa-metragem está na elaboração de um retrato caseiro de um rapaz envolvido nos conflitos entre judeus e palestinos sem ter uma opinião formada sobre o assunto. Não há imagens atuais, apenas as tomadas feitas por Avruj na juventude. O material, porém, é precioso. Incansável em sua busca por respostas, ele vai a Gaza para saber como vivem os árabes e, sem revelar sua origem judaica, consegue ser muito bem recebido por uma família. Há também depoimentos de israelenses, uns mais radicais do que outros. A briga pela Terra Santa permeia as conversas, um tema, até hoje, recorrente nos noticiários. Estreou em 12/5/2016.
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  • Qual seria a melhor época para lançar uma comédia nacional chamada Mulheres no Poder? Na geladeira desde o fim do ano passado, o filme chega às telas com Brasília, o palco da trama de ficção, em polvorosa. O roteiro busca na sátira rasgada uma crítica ao modelo de (des)governo dos políticos. Como aponta o título, trata-se de um enfoque sobre as mulheres do poder. A protagonista é Pilar (Dira Paes), senadora que vive de conchavos e pretende mexer seus pauzinhos para chegar à Presidência. Antes, porém, a corrupta quer ganhar uma grana extra numa concorrência de licitação. Para isso, vai atrás de Ivone Feitosa (Stella Miranda), uma cobra em forma de ministra. Das várias personagens femininas aos (poucos) homens do roteiro, ninguém tem escrúpulos, exibindo, assim, um triste Brasil sem caráter — qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência? Mais bem dosado na vulgaridade, o humor, para grandes plateias, agradaria mais. Estreou em 12/5/2016.
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    Mário no balneário

    Atualizado em: 12.Mai.2016

Fonte: VEJA SÃO PAULO