A Opinião do Leitor

As cartas da edição 2305

Por:

Capa Veja São Paulo ed. 2306
(Foto: Divulgação)

Assuntos mais comentados:

Religião: 35%

Especial (capa): 30%

Matthew Shirts: 12%

Ivan Angelo: 5%

Outros: 18%

 

ESPECIAL

Achei brilhante a reportagem sobre a nossa querida cidade (“Sabe onde aconteceu? Logo ali”, 23 de janeiro). Considerando os cenários de momentos emblemáticos, acredito que não podemos deixar de enfatizar que o que foi uma época de glamour é hoje de decadência.

Cesar Lunardi

 

O sentimento que ficou depois que li a reportagem de capa foi estranho e difícil de identificar. Combinaram-se um amargor, uma melancolia e uma estranha sensação de que o tempo passa e a nossa sociedade não preserva lugares e histórias que dizem tanto sobre nós mesmos. Considerei-a uma aula de história. E, a partir de agora, prestarei ainda mais atenção ao meu redor, imaginando o que já aconteceu por aqui.

Cintia Gomes

 

Sampa, eu te amo muito! Sou um paulistano orgulhoso. Tive o prazer de ter nascido nesta Pauliceia desvairada, uma metrópole que acolheu e acolhe pessoas de todos os cantos do planeta. Trata-se de uma cidade que amanhece trabalhando, dona de uma culinária para todos os gostos. Obrigado, São Paulo querida. Meus parabéns!

Elton Camilo da Silva

 

São Paulo, essa é a cidade que adotei e onde pretendo morrer. Apesar dos pesares, aqui é meu lugar e luto para a capital melhorar sempre. Os políticos mudam, mas ela continua firme e forte, mesmo com seus contrastes e diferenças. Sou português de nascimento, mas paulistano de coração. Salve Sampa, sempre!

Antonio José Marques

 

A pessoa que aparece sendo beijada na foto do quadro “O auge de Elis” é Myriam Muniz, a idealizadora e diretorado espetáculo Falso Brilhante. Myriam trabalhou no Teatro Oficina, no Teatro de Arena, fez cinema... Era um ícone do teatro paulista.

Terezinha de Almeida

 

Quis prestar uma homenagem a nossa querida São Paulo em seu aniversário: andei com uma pessoa que não a conhecia, apresentando o centro histórico, desbravado um dia por índios, bandeirantes e jesuítas. Eis que avisto o Pátio do Colégio, com sua singela construção em branco e azul, e aporto ao interior deste que foi o berço de nossa urbe. Foi ali que levei um tremendo susto: a igreja dos jesuítas havia sido totalmente reformada, limpa de qualquer lembrança do seu verdadeiro estilo arquitetônico. Enterramos nossa história e nosso passado em nome de uma arte vazia e inexpressiva.

Fernando Cesar Bertolino Jr.

 

POLÍCIA

Os filhos de Aldo Borges, um senhor de 79 anos, queriam que o pai mudasse de casa e de bairro por questão de segurança (“Amarrado e com o coração fraquejando”, 23 de janeiro). Ele não quis. O pior aconteceu. Mas fica a pergunta: em que bairro há segurança?

Fausto Ferraz Filho

 

RELIGIÃO

Gostei da reportagem “Quem quer ser pastor?” (16 de janeiro). Gostaria de ler textos semelhantes sobre os líderes católicos, judeus, muçulmanos...

Renato Rangel

 

Como evangélico de longa data, tenho a esclarecer que os pastores não são formados em um curso rápido como se imagina. Para ser um pastor que goze de respeito é necessário ter sido chamado por Deus, além de estudar teologia, cujo curso é oferecido por inúmeras idôneas faculdades no país, nunca em período inferior a quatro anos. Mediante desempenho favorável, atestado por sua liderança, vem a fase do reconhecimento, quando, mesmo sem o título, a pessoa já é vista como um pastor. Só então, e em muitos casos após se submeter a uma banca examinadora, ela recebe o suado título. Os passos seguintes implicam a busca de aprimoramentos constantes.

Ronaldo da Silva

 

Que tal seguir as qualificações estabelecidas pela própria Bíblia para ser um pastor, das quais podemos destacar algumas, como ser irrepreensível, não beligerante, não amante do dinheiro, não ávido de ganho desonesto e livre de acusação?

Edivaldo Bulba

 

Sou cristã com imenso orgulho e certeza de minhas crenças, fundamentadas em princípios bíblicos e experiências pessoais com Deus, e não em uma oratória de pastor. O que sou, a maneira como me visto e as escolhas que faço (como, por exemplo, onde investir o meu dinheiro) não se fundamentam em um movimento de massa, mas em uma decisão pessoal.

Carine Ramos

 

Seria bom que o jornalista mostrasse também o outro lado da moeda, aqueles pastores que exercem sua função por solidariedade e amor ao próximo, seguindo o que Cristo nos ensinou. Ser um pastor consiste em atender a um chamado, ter vocação para ministrar a palavra de Deus e falar aquilo que nós, as ovelhas, precisamos — e não o que queremos — ouvir. Há vários deles resgatando jovens das drogas e participando de trabalhos em morros e favelas. Eles também necessitam de respaldo financeiro, pois com certeza têm família e precisam de sustento. Quem almeja salário sde 22 000 reais, porém, não está disposto a atividades desse tipo. Jamais seria esse o sustento dos pastores aos quais me referi.

Katarina Gajevic

 

MATTHEW SHIRTS

Eu, que moro na Zona Leste, e minha amiga Dione, da Zona Sul, combinamos de nos encontrar no Masp uma vez por semana (“Um bom passeio geek”, 23 de janeiro). Vamos caminhando até a Catedral da Sé e a Rua 25 de Março e voltamos ao ponto de partida, no metrô. Variamos a caminhada a cada semana. É realmente muito gostoso.

Nilce Martins

 

Considero você corajoso, Matthew, por passear a pé por São Paulo, ainda mais levando seu filho caçula. E ainda por cima adentrando o túnel de pedestres, na Consolação! Você não lê os jornais ou gosta de se arriscar mesmo? Infelizmente, é perigoso andar de carro, que dirá a pé.

Perola Heilberg

 

Caro Matthew, fiquei surpreso com seu comentário acerca da máquina de vender livros, especialmente com sua conclusão de que “ninguém deixa de ler por causa do preço de uma obra”. Permito-me discordar de suas conclusões, pois penso que qualquer estímulo ao acesso da população aos livros é válida. Acho a estratégia exemplar. Possibilita a muitos usuários do metrô, que na maioria dos casos não possuem recursos para ir a uma livraria ou banca, ter acesso a obras de ficção, de história e de outros gêneros por um preço que podem pagar. Não é fantástico isso?

Gilson Rasador

 

Aqui está alguém que inveja o seu estilo de aproveitar as coisas boas da vida com muita simplicidade: um café, uma água de coco, um passeio a pé, uma visita à livraria. Admiro seu amor às coisas simples do Brasil.

Wilson Jorge

 

Guardo as crônicas para ler em momentos de calma. Desta vez, demorei três meses. Ao ler o texto “O luxo de andar a pé” (17 de outubro de 2012), observei que o autor cita que 170 000 pessoas se machucam por ano nas calçadas da cidade. Conversando sobre o assunto, eu e meu marido, Jan, de 66 anos, ficamos curiosos, pois ele já caiu na Avenida Sumaré. Também aconteceu comigo, passeando com minha mãe, de 92 anos, e o cachorro, na esquina da casa dela. Lamento que nossas calçadas sejam tão maltratadas.

Ligia Svensson

 

SOLIDARIEDADE

Isso é que é matéria digna de VEJA SÃO PAULO (“Dez paulistanos nota 10”, 26 de dezembro de 2012). A revista merece a abordagem de fatos que tornam a cidade melhor.

Steven Beggs

 

MISTÉRIOS DA CIDADE

É inadmissível uma subprefeitura como a de Pinheiros responder que não temos profissionais para colocar paralelepípedos (“Os blocos da discórdia”, 26 de dezembro de2012). A declaração demonstra a própria incompetência e despreparo dos nossos administradores de um modo geral.

Armando Barbati Filho

 

IVAN ANGELO

Querido Ivan, sou sua fã desde o início. Viajei no dia 20 de dezembro. Ao retornar, li minhas revistas todas com atraso. Nunca deixo de ler suas crônicas. É, aliás, a primeira página que procuro na revista. Fiquei encantada com o texto “Boa vontade” (2 de janeiro). Parabéns, você se superou!

Ilma Moreira

 

Correção: a foto enviada por Erica Queiroz (“São Paulo: 459 anos de grandeza”) retrata o Viaduto Antártica, e não a Avenida Sumaré.

 

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Fonte: VEJA SÃO PAULO