A opinião do leitor

Cartas sobre a edição 2313

Por: Redação VEJASÃOPAULO.COM - Atualizado em

Capa Veja São Paulo 2312 - Futuro Decepado
(Foto: Veja São Paulo)

ASSUNTOS MAIS COMENTADOS

Ciclista atropelado (capa): 57%

Matthew Shirts: 5%

Templo de Salomão: 5%

Biblioteca Mindlin: 2%

Outros: 31%

 

Ciclista atropelado

O que as pessoas não conseguem compreender é muito simples: dirigir bêbado é crime (“Uma vida atropelada”, 20 de março). Aquilo que o pai do rapaz entende como simples tragédia é um ato criminoso do filho, sem contar a insensibilidade monstruosa de jogar o braço no rio. Não ser violento e não ter antecedentes criminais não significa nada quando se decide beber e dirigir. Pode ser o único crime cometido na sua vida, mas é o pior de todos.

RAFAEL MACHADO

 

 Assim como Felix Albelda, sou pai, tenho 60 anos e também sofro preconceito por minha procedência. Mas quero dizer a ele: engana-se o policial que disse que seu filho, Alex, “foi homem” por se entregar. Seria se tivesse socorrido o acidentado e o levado com sua parte decepada ao hospital. Coloque-se no lugar do acidentado, do pai dele, e pare de justificar as atrocidades.

JAMIL ELIA AYDE

 

 Perdi dois membros de minha família em acidentes em que havia bêbados ao volante. Sou favorável à tolerância zero para o álcool no trânsito. Quanto a Alex, ele demonstrou muita ignorância, imaturidade e irresponsabilidade. Entretanto, pelo fato de se entregar às autoridades, sinalizou possuir mais coragem do que os covardes que mataram meu pai e minha sobrinha. Assim, defendo uma pena corretiva em instituições como a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), que considero um melhor aprendizado para o resto de sua vida do que as cadeias brasileiras.

MARIA LÚCIA CARVALHO BRECH

 

O rapaz irresponsável bebeu, dirigiu, atropelou, arrancou o braço do ciclista responsável que estava indo trabalhar, não o socorreu e jogou tal parte de seu corpo no rio. Não entendi quando o pai do atropelador disse: “Eu quero que meu filho pague, mas sem excessos”. O tal excesso quem praticou foi o filho dele. E fica tudo bem? No mínimo, o pai do criminoso deveria custear o braço mecânico (que um empresário de alma boa está doando) e pagar para o resto da vida o salário do trabalhador — com correção monetária, claro. Se o Brasil fosse um país com leis e pessoas sérias, o responsável pelo acidente pegaria uns cinquenta anos de prisão. A vida desse inconsequente vai prosseguir sem traumas, com um pai alisando sua cabeça. E a da vítima, que era feliz tocando seu cavaquinho, segurando a bola, tudo com aquele braço? Muita indignação!

MARCIA GOES

 

O tema da capa é sério e delicado. Todos os que condenam drasticamente o atropelador deveriam se lembrar de que eles próprios ou seus filhos e netos poderiam estar em seu lugar. O responsável deve ser punido, sim, mas não se deve fazer desse triste fato uma bandeira para o extremismo. Quanto ao futuro da vítima, quem pode garantir que Deus não lhe abrirá portas muito mais largas com seu braço mecânico e todo o carinho, atenção, notoriedade que ganhou? Precisamos confiar mais em que Deus está no controle. Às famílias, meu voto de perdão e ajuda mútua. Ambas têm dado mostras de que são compostas de pessoas de bem.

VERA LUCIA RUBIO 

 

Em que mundo estamos vivendo? É impossível assimilar tamanha selvageria. Alex deveria escolher outra profissão, pois ser psicólogo exige pelo menos sensibilidade e empatia, o que ele, de longe, demonstra não ter. Ao David, força e coragem. Que a vida lhe compense.

ASSUNTA MARIA GAMPER

 

Penso que o futuro de David Santos Sousa não foi decepado. Ele terá ainda um destino brilhante se quiser, com ou sem a ajuda e o incentivo de muitos que se comoveram com sua tragédia. Apesar de tão jovem, tem levado uma vida digna e tinha planos e sonhos que certamente realizará. Acredito que seu futuro está, se não decepado, bastante atormentado. Que ele possa se inspirar no bom exemplo de David.

ELISABETE SORRENTINO

 

A reportagem tem um viés tendencioso. Um bebeu? Sim. Mas o outro foi imprudente? Talvez, já que às 5h45 ainda estava escuro e os pinos da ciclofaixa não tinham sido colocados. Parece que tudo só aconteceu porque de um lado havia um pobrezinho trabalhador e de outro um “filhinho de papai” bêbado. Entregar-se horas após o acidente, em vez de se esconder para fugir do flagrante, conta a favor do “playboy”, demonstra que ele tem princípios. Fico me perguntando qual seria a abordagem caso o culpado pelo acidente pertencesse à nova classe média, saindo de um baile funk depois de consumir três caipirinhas, dirigindo seu carro popular adquirido em sessenta prestações.

DIVANI MOGAMES

 

Segundo várias testemunhas ouvidas pela polícia, Alex fazia zigue-zague na pista da Avenida Paulista, passando sobre os cones que já sinalizavam a faixa de ciclistas. Em alta velocidade, ele teria mexido com motoristas de outros carros e os chamado para um racha, roncando o motor, atropelado David e fugido sem socorrê-lo. Como agravante, jogou o braço de David em um rio, o que impossibilitou o reimplante. Após tantas evidências, como alguém pode achar que não houve dolo (quando se assume o risco de cometer um crime)? Espero que a justiça seja feita desta vez e que a punição sirva como exemplo para outros irresponsáveis, sejam eles de família rica ou pobre. Chega de impunidade.

ADRIANA DE LIMA

 

Thiago Chagas
O aluno de publicidade Thiago Chagas: primeiros-socorros a David (Foto: Lucas Lima)

Em mais uma tragédia com ciclista, uma homenagem ao aluno de publicidade Thiago Chagas (foto acima). Ele agiu rápido e salvou a vítima, que já não respirava. Ainda há bons samaritanos no mundo.

FAUSTO FERRAZ FILHO

 

Dois jovens de igual idade, mesmo país, culturas semelhantes e classes sociais diferentes. Que tristeza, que tragédia e que fracasso o nosso (pais, família, escola, comunidade, religião, estado). Será que estamos cuidando dos jovens para que todos sejam responsáveis pelos atos ou os ensinamos, a partir de nossas atitudes, a temer o mundo e não enfrentar os problemas? Somos um sistema e todos precisam se apossar da sua parte para ajudar os jovens a ter reflexões mais saudáveis.     

MICHEL MICHELOTI

 

Sofro com a dor do jovem David e de sua família. Infelizmente, a realidade é que São Paulo não é uma cidade para bicicletas. Não hoje. E não será tão cedo. Respeito as pessoas que apreciam andar com esses veículos, mas as ciclovias estão sendo empurradas goela abaixo dos moradores de forma inconsequente. Vamos esperar que um ônibus ou um caminhão dirigido por uma pessoa que pode “simplesmente” ter um mal súbito invada uma ciclofaixa e mate trinta ou quarenta ciclistas? Tomara que não.

JOSÉ ANGELO NEVES

 

Todo o Brasil ficou chocado e indignado com a irresponsabilidade, o descaso e a desumanidade do motorista que atropelou o ciclista em plena Avenida Paulista. Os profissionais do meio legislativo devem mais do que nunca trabalhar para que as leis estejam de acordo com a realidade de um país que, em pleno século XXI, ainda sobrevive com conceitos do século passado. 

FELIPE LUCCHESI

 

Biblioteca Mindlin

Parabéns à repórter Carolina Giovanelli (“Tesouro literário”, 20 de março). A reportagem ficou ótima. A alegria de ver o desejo de nossos pais realizado soma-se à tristeza de não poder compartilhar com eles essas manifestações de carinho, e de não ter mais as grandes conversas sobre livros nas reuniões de família ou com visitantes. As emoções são muitas.

BETTY MINDLIN

 

Cervejas Premium

Muito oportuna a reportagem a respeito dos fabricantes de cervejas premium (“Geladas caseiras”, 13 de março) com produções limitadas, pois essas bebidas mesclam qualidade com gosto exclusivo, em um momento no qual as cervejas de marcas tradicionais e comerciais estão cada vez mais aguadas, sem gosto próprio, algumas cheirando a milho.

EDUARDO PEREIRA

 

Matthew Shirts

Adoro ler suas crônicas, acho bárbaro o modo como você escreve (“Sem coleira!”, 20 de março). Espero que o dono do porco se manifeste e que possamos descobrir, enfim, mais sobre o bichinho, pois é muito complicado saber se ele é corintiano ou palmeirense.  

RUTE SILVA

 

Fiquei surpresa e curiosa para ver um porco andando aqui, na região do Sumaré. Vou chamar minha amiga, Malu, que mora nas proximidades, para presenciar a cena. Mas, como ela é corintiana fanática, pode matar o porco (risos).  

NILCE BADARÓ DE CAMPOS MARTINS

 

Templo de Salomão

O que a aquisição de materiais luxuosos para decoração tem a ver com liberdade de culto religioso, como alegam os dirigentes da Universal para pedir isenção de imposto na importação de tais itens (“As pedras no caminho da Universal”, 13 de março)? Além do mais, como é feio esse tal Templo de Salomão. Uma verdadeira aberração.

ALEXANDRE FONTANA

 

Uma instituição cristã que deveria ensinar aos fiéis o dever do cumprimento de leis de seu país, mas que entra com mandado de segurança para que a Receita Federal e a Secretaria da Fazenda devolvam o dinheiro que teria de ser pago em imposto por suas importações, não tem nada de religiosa.

DIÓGENES GOMES

 

Reforma

Gostaria de saber se a leitora Benezet Morgado, que comentou nesta seção de cartas a reportagem “Reforma quase sem sufoco” (6 de março), é uma pessoa milionária. Se apenas contratar uma reforma só com pedreiros e os materiais necessários para a obra já é uma fortuna, incluir nessas despesas os gastos com arquitetos, designers e engenheiros, como ela defende, é coisa de quem tem dinheiro, e não de pobres mortais, como nós.

EDGARD MAHS 

 

Correção:  o programa com a participação de Luciana Vendramini no canal por assinatura TCM será a série documental Elas, apresentado pela atriz, e não Pau pra Qualquer Obra, que é produzido por ela e ainda não tem emissora definida (Terraço Paulistano, 20 de março).

ESCREVA PARA NÓS

E-mail: vejasp@abril.com.br

Cartas: Caixa Postal 14110, CEP 05425-902, São Paulo, SP

As mensagens devem trazer a assinatura, o endereço, o número da cédula de identidade e o telefone do remetente. Envie para Diretor de Redação, VEJA SÃO PAULO. Por motivos de espaço ou clareza, as cartas poderão ser publicadas resumidamente.

Atendimento ao leitor: tel. (11) 3037-2541

Sobre assinaturas: tel. (11) 5087-2112

Atenção: ninguém está autorizado a solicitar objetos em lojas nem a fazer refeições em nome da revista a pretexto de produzir reportagens para qualquer seção de VEJA SÃO PAULO.

Fonte: VEJA SÃO PAULO