A Opinião do leitor

Cartas sobre a edição 2260

Por:

Capa da edição 2260
(Foto: Veja São Paulo)

ASSUNTOS MAIS COMENTADOS

Caminhões (capa): 32%

Matthew Shirts: 17%

Helicóptero na periferia: 11%

Ivan Angelo: 5%

Outros: 35%

Caminhões

Os proprietários de caminhões formam uma categoria capaz de pôr de joelhos tanto o governo quanto a população da maior cidade do Brasil, como acaba de ocorrer em São Paulo por meio de lockout, e não de greve (“Eles atropelaram nosso direito de ir e vir”, 14 de março). Ameaçam com novas constrições impiedosas e execráveis a população de outras capitais brasileiras. Um estado forte não pode ficar nas mãos de corporações abusivas. A única solução conhecida reside na formação de estoques reguladores e de equipamentos de transporte estatal, que possam ser empregados para outros fins em tempos de normalidade. VEJA SÃO PAULO abordou adequadamente um tema que transcende em muito seu universo editorial.

AMADEU GARRIDO DE PAULA

Acho ótimo esse transtorno causado pela greve de caminhoneiros, pois é uma forma de pressionar os governantes a investir com a devida seriedade em rodovias, hidrovias, portos e aeroportos, que estão em desordem total. É um absurdo depender quase que exclusivamente de transporte rodoviário, caro e complicado.

VALDOMIRO FERNANDES

A respeito da recente greve dos caminhoneiros, o senhor Norival de Almeida Silva, presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens (Sindicam), que liderou a paralisação, deveria ser, no mínimo, processado pelos danos causados à economia desta cidade e pelos danos morais decorrentes dos transtornos impostos aos paulistanos. A distribuição de combustível é uma atividade essencial, e essa greve foi descaradamente abusiva. Com a palavra, o Ministério Público.

ALVARO BORTOLETTO JR.

Já nos acostumamos a enfrentar as mais medíocres e inusitadas decisões unilaterais de senhores como esse Norival de Almeida Silva, incitando uma greve de pouquíssimos, que afeta muitos e não chega a lugar algum. Se um motoboy sofre um acidente em qualquer um dos corredores da cidade, não importam o dia nem o horário, o trânsito se torna um sufoco em minutos. Falta de cidadania e respeito ao semelhante. Uma sugestão: passe mais tempo na sua casa do Guarujá!

PEDRO GOMES D’ALMEIDA

Concordo com o prefeito Kassab. Acredito que essa medida de restrição de horário para os caminhões vai ajudar a melhorar o trânsito, que é um caos. Além de complicarem o trânsito, esses motoristas param onde e quando querem, arrebentam fios telefônicos, de eletricidade, placas, semáforos, viadutos e asfalto.

SANDRA IKEDA

Você quer ter o seu direito de ir e vir respeitado, ocupando sozinho com seu carro pelo menos 4 metros quadrados de via pública no seu trajeto diário? Então pague 10 reais pelo litro da gasolina, porque o motorista de caminhão que precisa trabalhar à noite terá de receber salário dobrado. Como todos sabem, a hora noturna deve ser paga em dobro. Você vai andar à vontade, mas será obrigado a pagar muito mais caro por todos os produtos dos supermercados. E não reclame. Não há milagre para isso. Você tem de se revoltar contra os governos municipal, estadual e federal pela falta de investimento em transporte público de qualidade para que pessoas iguais a você não precisem tomar, individualmente, tanto espaço das vias públicas.

ELIZABETE ENZ HUBERT

Somos vítimas de governantes que mandam e desmandam em nossa vida. Trabalhamos, pagamos imposto de renda sobre nosso suor e compramos carros (que têm restrição de dia e horário para circular), caminhões (que têm restrição diária) e motos (que têm restrição diária). E pagamos impostos sobre eles — IPVA, licenciamento, DPVAT — para usar nosso direito de ir e vir, como foi dito na reportagem. Mas não podemos fazer isso com tranquilidade. São radares esparramados para pegar qualquer deslize nosso, mas não os desvios de dinheiro dos órgãos públicos. Marronzinhos que não auxiliam no trânsito, mas estão sempre com talões abertos para preencher multas. Policiais que fazem o mesmo, em vez de cuidar de nossa segurança nos semáforos. Estamos só cumprindo obrigações, que cada vez mais são impostas, sem que se preocupem com nossas verdadeiras necessidades. Se o trânsito hoje é caótico, é porque o transporte público não funciona, assim como o sistema ferroviário, por falta de visão e vontade dos governantes, que preferem proibir a fazer.

LEITICA APARECIDA BORGES MOREIRA

Musculação infantil

Sobre a reportagem “Malhação precoce” (14 de março), gostaria de comentar que crianças em crescimento se beneficiariam mais se pudessem brincar livremente num parquinho, exercitando seus músculos na escada do escorregador, subindo e descendo de uma gangorra, escalando árvores, balançando com a ajuda de suas pernas, correndo, saltando e jogando bola. Todo exercício mal orientado ou em excesso para uma criança em formação é prejudicial ao seu bom desenvolvimento ósseo, muscular e nervoso. As crianças precisam brincar, e não imitar o que os adultos fazem.

PILAR TETILLA MANZANO BORBA]

Helicóptero na periferia

Brilhante a ideia de popularizar os passeios de helicóptero, antes destinados aos milionários (“Dois minutos nos céus da capital”, 14 de março). Se tudo está melhorando para todas as classes no Brasil, por que não propiciar um passeio nas alturas sem que os preços estejam nessas condições? Parabéns pela visão e pela coragem. São Paulo agradece.

ANTONIO JOSE MARQUES

Moro há 31 anos em Campos Elíseos, e há dois o espaço aéreo desse bairro virou rota de helicópteros. Está quase impossível viver com o barulho dessas máquinas. O proprietário deveria mudar o nome para SoliHELL Helicópteros, pois o empreendimento dele torna a vida dos cidadãos de São Paulo um inferno. Alguém já calculou qual é o impacto ambiental causado por essa “diversão”? Poluição sonora, poluição do ar. Os animais ficam assustados e acuados por causa do ruído. Nem levemos em conta o ser humano, pois faz tempo que não se pensa nele. Quem será responsável se ocorrer um acidente? A Anac? Meus pêsames, cidadão paulistano. Mais uma perda na qualidade de vida.

DINAH DARCY HERZIG PIOTROWSKI

Sugestão para o empresário: fazer voos sobre o Itaquerão por 60 reais. A torcida mais popular de São Paulo merece esse passeio por um preço justo. Desde já me coloco na fila de espera.

MILTON GONÇALVES

Matthew Shirts

Em primeiro lugar, parabéns por suas crônicas. Sempre começo a leitura da revista pelo fim. O tema da última semana chamou ainda mais minha atenção. Tenho uma galeria de arte na Rua Girassol, onde trabalho com quadros de artistas brasileiros contemporâneos e artesanato de vários estados. Recebo regularmente visitas de turistas, muitas vezes parentes de estrangeiros que moram na Vila Madalena, em busca de lembranças. Adoro me comunicar com eles em inglês, francês ou espanhol, não somente para atendê-los melhor, mas também para aproveitar a oportunidade de treinar esses idiomas.

SUSANA MOSDITCHIAN

Vila Madalena

Sobre a reportagem “A novela da Vila Madalena” (22 de março), esclareço que sou morador do bairro há mais de 35 anos. Ali construí três casas e reformei outras, para mim, minha mãe e minha irmã. Hoje, na quadra em que morei, na Rua Aspicuelta, todos os imóveis são de uso comercial. Há um terreno baldio, um feio prédio que invade o recuo obrigatório e faltam garagens. A renovação gradual, com boa arquitetura como a de Isay Weinfeld e alguns empreendimentos Zarvos, é necessária e positiva para a vila. Mais gente criativa poderá instalar seu ateliê na região.

LUIGI FIOCCA

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Fonte: VEJA SÃO PAULO