A opinião do leitor

Cartas sobre a edição 2245

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Cartas sobre a edição 2245
(Foto: Veja São Paulo)

Comportamento

É angustiante sair para comprar uma camisa num shopping da cidade e perceber que as lojas de grife não se preocupam com o crescente número de brasileiros acima do peso (“O aperto dos gordinhos”, 30 de novembro). Tenho 1,78 metro e 105 quilos. Aproveito minhas viagens aos Estados Unidos para conseguir um vasto estoque de camisas. Falta respeito, falta visão e sobra preconceito às grandes grifes para esse poderoso nicho de mercado.

CARLOS EDUARDO ALBERTINI

Excelente reportagem de capa, que mostra como os obesos estão estigmatizados numa sociedade que não tem tolerância e está preocupada apenas com a aparência. Nasci em 1954, quando os pediatras diagnosticavam as crianças hoje consideradas normais como magras demais. Escreviam as instruções: café da manhã americano, com ovos, bacon e panquecas cheias de calda. Como resultado, aos 10 anos de idade comecei um tratamento para emagrecer, com o uso de anfetaminas. Nesses cinquenta anos que se seguiram, passei por várias tentativas de perder peso. O assédio moral mostra a ignorância, porque se jogam na mesma vala comum todos os obesos com a assertiva de que se é obeso porque se come muito. Fui a uma loja para comprar peças de verão. Ao entrar e perguntar ao vendedor se havia determinada camisa no meu número, ele empinou o nariz e disse que aquele estabelecimento não vendia tamanhos grandes, pois se tratava de um local elegante.

CORINTIO LUIS RIBEIRO

A obesidade está totalmente fora de controle. As comidas calóricas aos montões vêm de todas as direções. Estamos indo no caminho dos Estados Unidos, onde até os bancos dos veículos tiveram de ser aumentados para as pessoas obesas poderem se sentar. Uma campanha nacional deve ser feita para a população se conscientizar dos perigos da doença.

ANIBAL VILARI

Ciclofaixa

A política de trânsito para bicicletas não é levada a sério pelo poder público (“A ciclofaixa da discórdia”, 30 de novembro). Na ciclovia da Radial Leste, as luminárias foram instaladas, mas ainda ficam apagadas durante a noite. Em São Mateus, há um bicicletário no terminal de ônibus, porém poucas pessoas usam essa alternativa por medo de ser atropeladas nas grandes avenidas que cruzam a região.

LUÍS DELCIDES SILVA

Realmente, a ciclofaixa de Moema causa discórdia, já que os motivos para isso são muitos. Reclamam os moradores, que sofreram com a redução de área na região para a implementação da Zona Azul e com as perigosas vagas que ficam ao lado da faixa. Não há mais espaço para caçambas de lixo, muito menos local para caminhões de mudança. Outro ponto é a qualidade do ar da região para a prática de esportes, uma vez que o bairro sofre cada vez mais com o aumento de tráfego e poluição. Não menos importante é o fato de que a tão sonhada ciclofaixa nada mais é do que uma pista esburacada, em péssimas condições.

VERA LÚCIA CAGNATO

 

A Associação de Moradores e Amigos de Moema (Amam) luta pelo direito do cidadão de participar diretamente do planejamento do bairro em que vive. A ciclofaixa é modernidade. Queremos, sim! Mas também queremos o comércio que cria facilidades aos moradores, vagas para automóveis, o direito de poder estacionar o caminhão de mudança... O que não desejamos é a erradicação do comércio para favorecer a especulação imobiliária com a construção de mais prédios. Conseguimos unir ciclistas, moradores e comerciantes, formando um grupo, e convencemos a Companhia de Engenharia de Tráfego a rever o planejamento viário de Moema e elaborá-lo junto conosco.

ROSANGELA LURBE

Presidente da Associação de Moradores e Amigos de Moema

Ivan Angelo

Ivan, sua crônica acendeu em minha mente algo que venho analisando há tempos. A corrupção está disseminada em nosso cotidiano como uma doença que se alastra sem remédio (“Céus!”, 30 de novembro). O brasileiro tem orgulho em dizer que é um povo tolerante, pacífico, solidário. Mas a verdade é que temos a corrupção espalhada em nossas entranhas, infelizmente. O que são os espertos que estacionam nas vagas de idosos e saem nos fins de semana tomando uma cervejinha na direção de um carro como se fosse a coisa mais normal do mundo? A diferença está no valor que está ao alcance para passar a mão.

MARISTELA PORTELLA

Com tanta barbaridade, Ivan Angelo diz: “Céus!”. Meu pai diria: “Essa corja!”. Boris Casoy reclamaria: “Isso é uma verrrrgonha!”. Eu não poderia deixar de citar Rui Barbosa: “De tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra, desanimar-se de justiça e ter vergonha de ser honesto”.

BERENICE RABELLO

Segurança

Com relação à reportagem “Não fico contando quantos matei” (30 de novembro), acredito que a grande tropa mereça o respeito da população e melhores condições de trabalho, com equipamentos e gratificações. Que o tenente-coronel Madia tenha sucesso em sua gestão.

EDUARDO PEREIRA

Especial

Parabéns à equipe da revista pelo primoroso especial de Nova York e Miami. Um guia perfeito para quem conhece e para quem vai pela primeira vez a esses dois paraísos do consumo. Como sugestão, gostaria de ler uma edição sobre programas culturais no exterior.

ROSY VERDI QUAGLIATO

Recebi o guia de compras de Miami e Nova York, recheado de páginas coloridas com fotos dessas duas cidades, ostentando profusão de luzes de propaganda. Isso mostra o contraste com nossa São Paulo, que após a Lei Cidade Limpa ficou escura, suja e triste. Que pena!

JOSÉ ERLICHMAN

Férias

Oportuna e bonita a reportagem que VEJA SÃO PAULO fez sobre hotéis e pousadas do Litoral Norte (“Operação Litoral Norte”, 30 de novembro). Sem falsa modéstia, nossa região é mesmo linda. Particularmente em São Sebastião, a não verticalização é um trunfo conseguido à custa de muita luta dos moradores, pois já houve (sempre há!) exploradores interessados em arrasar com essa conquista em troca de dinheiro. A comunidade vive em alerta para não permitir tal tragédia. Eu gostaria, porém, de ressaltar que é costume fazer referência aos bairros e praias badalados de nossa cidade como se eles fossem outras cidades, apartados de nosso município. Ele merece o crédito e a divulgação a que tem direito, como os demais municípios da região.

DOCA RAMOS MELLO

Negócios

Obrigado por VEJA SÃO PAULO ter respeitado nossa história (“O charme da exclusividade”, 30 de novembro). Ficou muito fiel à realidade.

SEBÁ ORTH

Sócio da lanchonete Chez Burger

CORREÇÃO: o Maresias Beach Hotel (“Operação Litoral Norte”, 30 de novembro) não tem chalés e a piscina mostrada em uma das imagens publicadas passou por mudanças. Abaixo, foto do hotel reformado.

Maresias Beach Hotel
Maresias Beach Hotel: sem chalés e com piscina reformada (Foto: Divulgação)

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Fonte: VEJA SÃO PAULO