A opinião do leitor

Cartas sobre a edição 2230

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Cartas sobre a edição 2230
(Foto: Veja São Paulo)

Capa

Numa época em que se preza apenas “o melhor” (filho, pai e profissional), muitos costumam deixar de lado as pessoas especiais, que também têm o seu melhor a mostrar: a coragem, a força, o talento, o bom humor e a perseverança. Isso fica claro nos depoimentos da última reportagem de capa da revista (“Meu filho, meu herói”, 17 de agosto). Falo isso com conhecimento de causa, pois também fui uma criança especial, com artrite reumatoide diagnosticada aos 5 anos de idade. Apesar do problema, nunca desisti de estudar, de sorrir e de viver intensamente. Meus pais sempre me apoiaram, deram força, lutaram e me ensinaram que as limitações físicas não são barreiras para alcançarmos os nossos sonhos. Assim, consegui me formar na USP (fiz o curso com muleta) e hoje, apesar das limitações, posso desenvolver meu trabalho normalmente. Aprendi a ter responsabilidade, a planejar meus projetos e a ir atrás dos meus sonhos.

ANA PAULA D. MENDES

Escrevo para compartilhar minha emoção. Os depoimentos, honestos e reais, me comoveram muito. Os pais citados na reportagem me deram uma lição de amor e força.

CELIA ALVES

Filhos com alguma deficiência sempre contribuem para que seus pais se tornem pessoas especiais. Por isso as histórias são tão bonitas. O que a princípio aparentava ser um problema com o decorrer da convivência vai provocando alterações positivas que só o amor pode explicar.

MÔNICA DELFRARO DAVID

Tenho certeza de que muitos leitores se emocionaram ao ler as histórias dos pais de filhos com deficiência. Superação, coragem e muito amor é o que encontramos nas páginas dedicadas a esses guerreiros que derrubam muralhas diariamente em nome da qualidade de vida de seus filhos.

MARA GABRILLI Deputada federal, PSDB-SP

No momento em que mais precisei de apoio, a revista VEJA SÃO PAULO me chegou às mãos com uma reportagem que trouxe grande incentivo para que eu continue na minha caminhada. Recebi recentemente o diagnóstico de que minha filha de 2 anos é portadora de amiotrofia medular espinhal em nível II, uma doença progressiva e degenerativa. Minha pequena Malu já faz fisioterapia há algum tempo, o que ajudou muito o desenvolvimento motor de seus membros inferiores. Sabemos que enfrentaremos ainda muitas dificuldades pela frente, mas temos certeza de uma coisa: faremos o possível e o impossível para vermos nossa filha feliz, saudável e com qualidade de vida.

CRISTIANO RIGHETTI

Transportes

O governador Geraldo Alckmin faz uma audaciosa promessa de expansão do serviço de metrô na cidade (“29 quilômetros em três anos”, 17 de agosto). Somadas aos 70,6 quilômetros da malha atual, as novas estações ainda serão insuficientes e estarão aquém das necessidades para melhorar os congestionamentos e a vida de mais de 20 milhões de pessoas da região metropolitana. Mesmo assim, vamos torcer para que os trilhos prometidos saiam da gaveta e não fiquem embrulhados por acidentes ou escândalos patrocinados por lobistas, políticos e empreiteiras.

FRANCISCO RODRIGUES LIRA

Eu tinha 10 anos de idade quando minha família se mudou para o bairro onde seria construída “a futura estação de metrô Vila Sônia”. Quando estava com a faculdade concluída e trabalhando, mas sem namorado, minha amiga que mora perto da estação Saúde falou: “Calma, o metrô Vila Sônia está nos projetos”. Dei risada e disse a ela que seria mais fácil eu me casar, sair do bairro, e que, se bobeasse, o metrô ainda demoraria. Hoje, tenho 42 anos, um filho de 8 anos e nem moro mais na capital. E o metrô da Vila Sônia continua sendo uma promessa.

CELIA KAORI

Segundo Sergio Avelleda, presidente do Metrô, “trens lotados significam que nosso planejamento está correto”. Lamentável essa declaração. Ele só falou isso porque não precisa utilizar o serviço todos os dias no horário de pico. Se o fizesse, teria mais respeito em sua resposta.

ESTELINA DE JESUS OLIVEIRA

Solidariedade

Como morador da cidade, fiquei feliz em conhecer os detalhes do trabalho do Projeto Quixote, que cuida da recuperação de crianças e adolescentes drogados com a ajuda de oficinas de arte (“Viciados em grafite”, 17 de agosto). O fato de ter sido criado por profissionais ligados à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aumenta a certeza de credibilidade do serviço.

KIMITOSHI SHICHIJO

Meus parabéns aos profissionais ligados ao Projeto Quixote. Toda iniciativa que cria acesso às ricas formas de expressão cultural aumenta as oportunidades do jovem de ser habilitado a viver num mundo sério, de responsabilidades, com valores éticos e direitos respeitados. Dessa forma, as novas gerações terão chances verdadeiras de construir um país consciente, justo e digno.

JOSÉ MARIA CANCELLIERO

Mistérios da Cidade

Se não fizerem maracutaias, o Pacaembu será o que sempre foi: o estádio mais bonito e aconchegante da cidade (“O que será do Pacaembu?”, 17 de agosto). Um bem público não é feito para dar lucro, e sim para cumprir uma função social. Se podemos dar isenção de impostos a obras particulares, podemos bancar custos de área pública para uso de todos. O dinheiro arrecadado pelo Pacaembu não vai diretamente para a Secretaria de Esportes, fato causador da falta de reforma e manutenção por anos. As críticas à deterioração e ao abandono do local não passam de uma velha manobra para justificar sua privatização. A cidade não tem só um time.

ASUNCIÓN BLANCO

Tive a feliz oportunidade de conviver com o narrador esportivo Walter Abrahão em seu escritório de advocacia que compunha a velha aldeia jurídica da Praça João Mendes, como seu “office boy”, no entorno do imponente edifício forense que hoje conhecemos e que estava em construção (“Memória paulistana”, 17 de agosto). Com efeito, a fama não lhe subiu à cabeça. Nunca deixou de ser um homem do interior e profundamente humano. Suas qualidades de narrador esportivo tornaram inesquecíveis as tardes de domingo à frente da telinha preta e branca.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

Rádio

Acredito que o sucesso da Rádio Tupi (“Na sintonia sertaneja”, 10 de agosto) reflete a cultura de nossa gente, em especial a dos atuais universitários, que chegam à faculdade sem nunca ter lido um livro sequer. E eu que pensei que o limite do mau gosto eram as emissoras que só tocavam pagode...

LUIZ EDUARDO LUSTRO

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Fonte: VEJA SÃO PAULO