A opinião do leitor

Cartas sobre a edição 2219

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Capa e cartas da edição 2219
Capa da edição 2219 e, ao lado, os assuntos mais comentados pelos leitores (Foto: Veja São Paulo)

Teatro Municipal

Excelente a reportagem “Vida nova ao Municipal” (1° de junho). O velho teatro tem tudo para voltar a ser um marco artístico e cultural da cidade. Todavia, com tantos anos de reforma e tanto dinheiro gasto, é uma falha grande não terem se preocupado em fazer um estacionamento subterrâneo nos moldes do que foi feito na reforma da velha Estação Júlio Prestes, quando construíram a Sala São Paulo.

EUGENIO BARROS

Apesar das inúmeras informações sobre o belíssimo Teatro Municipal, hoje restaurado, faltou enfocar a obra escultórica mais expressiva de Brecheret existente ali: “Eva”. Foi a primeira de autoria do meu pai a ser adquirida pela municipalidade. Ela foi comprada pela famosa mecenas Olivia Guedes Penteado nos anos 20, em Paris, justamente para adornar o saguão desse teatro que, ela tanto valorizava.

SANDRA BRECHERET PELLEGRINI

Presidente da Fundação Escultor Victor Brecheret

O Teatro Municipal é um dos maiores patrimônios e orgulhos de São Paulo. A reforma é um benefício a seus admiradores, que podem voltar a assistir a grandes espetáculos em um espaço que agora oferece luxo e conforto ao público.

VINÍCIUS MONDIN GUIDIO

Giulia

Foi muito triste ler sobre o falecimento de Giulia na última edição de VEJA SÃO PAULO (“A Opinião do Leitor”, 1° de junho). Gostaria de dizer à família que ela comoveu a muitos com sua garra e foi lição de vida para pessoas que possuem problemas tão pequenos comparados ao que a pequena Giulia enfrentou com fibra de gigante.

VÂNIA GALASTRI ENTINI

Impossível não se emocionar ao saber que o anjinho Giulia não venceu a batalha contra o câncer. Tenho uma filha de 2 anos e meio que foi diagnosticada com um câncer de rim aos 10 meses de vida. Fez tratamento, perdeu um rim, mas hoje está curada. Gostaria de poder abraçar esse pai e essa mãe e mandar todo o meu carinho e amor.

CAMILLA ROCHA

Walcyr Carrasco

Peço licença para pegar carona na sua crônica (“E a bolsa masculina?”, 1° de junho). Em 2009 fiz uma viagem para a Itália e, nas minhas andanças por lá, encontrei uma loja que vendia bolsas para homens. Comprei uma e passei a usá-la de imediato. De volta ao Brasil, retornei ao trabalho, onde causei o maior “auê” quando entrei no escritório portando a dita-cuja. Era colega pondo a mão sobre a boca, outros gritando “uuuii”. Meus filhos também tiraram uma com a minha cara, dizendo que não era coisa de homem. No Dia dos Pais, no entanto, eles me deram uma nova, a qual uso atualmente. Fizeram isso apenas como vingança por eu não deixar barato quando os vejo sair com as mãos cheias de tranqueiras. É comum um deles ter de voltar à casa da namorada por ter deixado tudo na bolsa dela, inclusive a chave de casa.

JOÃO EVANGELISTA

Você citou apenas a bolsa, mas a revolução deveria ocorrer em tudo o que envolve a rotina masculina. Aquecimento global, temperaturas extrapolando o suportável e os coitados dos homens que vivem nas regiões quentes embrulhados em ternos, gravatas, meias e sapatos, mochilas pesadas. Sugiro agitar um protesto pacífico reivindicando liberdade e conforto.

DALVA ANDRADE

Helipontos

Fiquei pasmo com as manifestações de dois leitores da revista (“A Opinião do Leitor”, 1° de junho) a favor dos helipontos. Isso me lembra os tempos da “Redentora”, em que poluição era sinônimo de progresso. Nova York, até recentemente a maior frota urbana de helicópteros, só tem dois heliportos, além dos aeroportos: um em cada lado de Manhattan. Inclusive o tradicional heliporto do MetLife Building, originalmente PanAm Building, que fa zia a ligação entre o centro de Manhattan e os aeroportos, e o heliporto da polícia foram desativados. Paris, exceto pelo Palácio do Eliseu, só permite helicópteros nos hospitais. Não se permite o sobrevoo da cidade nem aos bombeiros para treinamento: a estes só é permitido em emergência real. O helicóptero, sem dúvida, é um veículo fascinante, mas para usos que não o transporte urbano ou metropolitano. Esse uso é um indicador da falência da administração da mobilidade urbana.

CORINTO LUIS RIBEIRO

Crime na USP

Mais uma vez deparamos com um caso triste e deplorável (“Crime e medo no câmpus”, 25 de maio). É lamentável saber que alguém com grande potencial para contribuir positivamente à sociedade tem sua vida ceifada de forma tão estúpida e que os agressores continuam livremente entre nós de forma tão periculosa. Imediatamente seus amigos se mobilizam pedindo mais segurança no entorno da universidade. Nada mais justo e necessário. Por outro lado, fica cada vez mais evidente que a maior parte dos crimes tem um pé fincado nas drogas. É notório também que as reuniões e festas dos jovens são regadas a drogas e eles começam a beber cada vez mais cedo. Quem procura as drogas é coadjuvante dessas atrocidades. Pais precisam perceber que os valores morais são mais preciosos na educação de seus filhos que os valores pagos para produzir conforto. Enquanto isso não ocorrer, continuaremos protestando infinitamente por mais segurança.

MARINA NAMIE

Mistérios da Cidade

Por que os consumidores é que terão de pagar a conta das sacolas plásticas (“Guerra aos plásticos”, 25 de maio)? Gostaria de sugerir que os estabelecimentos comerciais arcassem com esse custo. Foram eles que sempre compraram as sacolas, por que seremos nós agora? Além de tudo, a maioria está vendendo as novas opções com suas propagandas impressas. É justo?

JOANA MARGARETH RUBIO HIRSCH

Val Marchiori

O Grupo Big Frango é uma empresa familiar, conduzida pelo seu próprio fundador em conjunto com seus três filhos, genro e nora, há mais de quarenta anos (“A perua da vez pede passagem”, 18 de maio). Também é muito importante destacar que não existe, como nunca existiu, processo de divórcio, judicial ou extrajudicial, entre Evaldo Ulinski e Nylceia do Carmo Felippe Ulinski, casados há 41 anos e residindo, em endereço único, na cidade de Londrina há vinte anos. Desconhecemos totalmente a origem da afirmação de que a entrevistada “custa 200.000 reais”, tratando-se de informação, no mínimo, leviana, bem como desconhecemos a situação patrimonial alegada pela entrevistada. Por outro lado, há pagamento mensal de pensão alimentícia para os filhos Eike e Victor, desde o reconhecimento através de exame de DNA, em importâncias infinitamente menores e adequadas ao binômio legal necessidade e possibilidade.

EVALDO E NYLCEIA ULINSKI

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