A opinião do leitor

Cartas sobre a edição 2217

Por:

Capa da edição 2217
Capa da edição 2217 (Foto: Veja São Paulo)

Recorde de cartas...

A reportagem “A perua da vez pede passagem” (18 de maio) bateu o recorde de cartas para a redação de VEJA SÃO PAULO. Até quinta-feira, no fechamento desta edição, haviam chegado 415 mensagens. Boa parte delas critica as atitudes da empresária e apresentadora Val Marchiori. Muitos leitores também questionaram o espaço dado pela revista à aspirante a socialite. O recorde anterior era de 2006, relativo à crônica “Meu cachorro”, de Walcyr Carrasco, que motivou a manifestação de 272 leitores. O ranking das cinquenta melhores escolas de São Paulo rendeu 188 mensagens em 2001.

... e grande repercussão no Twitter

A palavra hello, repetida exaustivamente por Val Marchiori, virou bordão no Twitter (em geral, grafada como HELLOW). As reações na rede social foram mais bem-humoradas — houve, inclusive, quem apontasse a emergente como a nova Narcisa Tamborindeguy, numa referência à famosa socialite carioca. A quantidade de

seguidores do perfil @Val_Marchiori cresceu de 143, na manhã de sábado (14), para 646 na quinta (19). Já surgiram dois perfi s falsos e uma conta de fã-clube (@FC_ValMarchiori). A seguir, algumas das frases tuitadas sobre a reportagem:

“Leitura OBRIGATÓRIA! Nasce uma diva.”

@HugoGloss

“HELLOW! Acho que o hello voltou com tudo

depois dessa.”

@Katylene

“A @narcisaofi cial que se cuide...”

@jfcandido

“A matéria da @VejaSP sobre a Val Marchiori

está fantástica! Hellooo, #valdirene!”

@elbita

Capa

Um absurdo essa moça chamada Valdirene declarar com orgulho que gasta 75.000 reais em uma tarde de compras em um país onde pessoas passam fome e crianças vivem em situação de risco e abandono (“Socialite a qualquer custo”, 18 de maio). Ela pode ser rica de dinheiro, mas é pobre de espírito, coitada. Socialite? Hello... Nunca será!

JANAINA GARCIA FERNANDES

Não consigo entender como uma revista séria e interessante como VEJA SÃO PAULO pôde dedicar a capa e oito páginas a um assunto tão fútil e sem importância para a nossa cidade. Considero uma afronta, uma agressão e um desrespeito aos milhões de paulistanos que ganham um salário mínimo, ou seja, 18 reais por dia.

PATRÍCIA SANTINO

Gostaria de parabenizar a revista pela capa da última edição. A reportagem com a neossocialite vale mais do que qualquer tratado sociológico.

GUILHERME LIMA

Hello, Valdirene! Por falar tanta bobagem, essa senhora merecia passar uma semana em uma ilha deserta, sem celular e sem chapinha!

SILVIA GENNARI

Não pude deixar de notar a absoluta semelhança de Valdirene com a Lady Kate, do programa “Zorra Total”. Uma cópia praticamente idêntica da ostensiva, convencida, cafona e deselegante personagem cujo bordão é “Tô pagâââânu...”

CHRISTINA DALAMANGAS

Eu, como mulher, me sinto envergonhada com a reportagem sobre Val Marchiori. Quanta futilidade! Será que, em meio a todas essas inutilidades declaradas por ela, sobraram tempo e dinheiro para algum tipo de caridade?

ELISETE CHIOCHETTI

Que essa Val Marchiori vá lamber sabão (sabão de grife, naturalmente)!

MARIA INEZ BENEDETTO

Se essa reportagem tivesse sido realizada meses atrás, poderíamos dizer que a personagem Clô, de uma novela global, teria se inspirado na Val para compor seu personagem.

HELENO ARAUJO

Li, estupefato, a “biografia” da senhora Valdirene. É impressionante a luta de alguns para não significar, de fato, nada para ninguém. E como custa caro!

OLAVO GUERREIRO

Hello, a faca a gente segura com a mão direita!

JULIUS BOROS

Convidamos a senhora Val Marchiori a abraçar as crianças atendidas pelo Centro de Apoio à Criança e ao Adolescente “O Visconde”. Pois só abraçando uma causa social haverá um reconhecimento da elite paulistana.

ALFREDO SANTOS LOEBELING

A extravagância e a futilidade demonstradas por Valdirene denotam indícios de possíveis transtornos psiquiátricos.

GUILHERME ZAPS

Que desrespeito às peruas, aves lindas, dignas e úteis.

MARIA CÉLIA ANASTASSIADIS

Ao terminar de ler a reportagem, entendi a declaração da representante da Dior sobre a dona Valdirene, pois dá muita vergonha ter a Lady Kate do Paraná usando os produtos de sua marca.

RENATO ANDRADE

Alguns pontos que gostaria de esclarecer: 1) Servimos na loja as marcas de bebida do grupo LVMH, do qual a Dior faz parte: Chandon e Veuve Clicquot. 2) Não a convidei para jantar, quem o fez foi a delegação de Courchevel quando veio ao Brasil há alguns anos, e o convite foi em meu nome porque fui nomeada pelo governo da França conselheira do turismo francês no Brasil. 3) Nunca mandei peças a sua casa, esse não é meu trabalho, quem manda produtos são as vendedoras a algumas clientes especiais. Não sei se é o caso dela. Val é jovem e rica, mas não acredito que sua forma de ser suscite inveja, e sim constrangimento e até pena. Vou rezar muito por ela.

ROSANGELA LYRA

Nunca vi duas reportagens de Vejinha contrastar tanto: a da pequena Giulia e a da socialite Val Marchiori. A primeira, uma lição de vida, e a segunda, sobre um ser humano fútil, entojado e exibido.

SIMONE KERN MAGALHÃES

A capa sobre domésticas foi nobre: estamos finalmente dando valor a essas batalhadoras. Esta última serviu para mostrar que infelizmente ainda há gente assim em pleno século XXI.

JAQUELINE BELOTO

Dona Zilda Arns, que possuía uma elegância natural e era belíssima por dentro e por fora, dizia que era possível salvar a vida de uma criança com 1 real por dia. Imagine quantas vidas poderiam ser salvas com o que essa senhora gasta em uma única tarde de compras.

LAÍS COMPOS PONZIO

Excelente comediante a Val Marchiori. Vou sugerir ao meu marido criar frangos para ver se também viro perua.

LUIZA ISHIGAMI

Eu sei, eu sei, vocês receberão inúmeras mensagens a respeito. Mas tenho de defender a moça e, antes disso, quero dizer: sou trabalhadora, pago impostos, não ganho 75.000 reais em um ano e faço caridade. Portanto, sou “politicamente correta”. Mas me surpreendem pessoas como ela, que têm a coragem de ser o que são e de viver o que desejam, pouco se importando se é correto, justo ou não. Val não é demagoga. O dinheiro ganho é dela, a empresa de seu marido emprega milhares de pessoas; portanto, ela pode, sim, gastar quanto quer e como quer. Se isso está certo ou errado, não é da minha conta. Errado é o patrimônio do filho do Lula crescer mais do que pão com bromato, o Lula ficar milionário e o patrimônio do Palocci triplicar. Esses, sim, estão gastando o meu dinheiro. Dinheiro que falta na minha segurança, na minha saúde e no meu transporte. Estou cansada dos justiceiros que dizem: “Com tanta criança passando fome, ela gasta 3.000 reais num jantar”. Ora, as criancinhas não são dela. Quem tem obrigação de alimentar as criancinhas são o Palocci, o Lula e a Dilma.

RAQUEL NINCAO

Drogas

O oxi não é um narcótico. É um veneno perverso e inimaginável de ser consumido por qualquer animal, que não deixa perspectiva de vida de mais de um mês, com a sucumbência da vítima em condições extremamente perversas (“O flagelo da pedra de dois”, 18 de maio). A imprensa consegue ver e fotografar, mas a polícia não consegue impedir. Essa porcaria veio da Bolívia para dizimar nossas jovens gerações. Falta governo, simplesmente.

AMADEU ROBERTO DE PAULA

Polícia

A população brasileira está refém dos bandidos, há décadas, sob o olhar complacente dos governos estadual e federal, que tratam o assunto segurança com descaso e incompetência diante da fragilidade da lei (“Uma explosão de roubos”, 18 de maio). São Paulo precisa urgentemente pedir licença a Brasília e estabelecer seus próprios códigos de conduta na esfera criminal para adequá-los à nossa realidade.

MAURO ASPERT

Ambiente

A Tecnisa é favorável à desapropriação do terreno localizado na Vila Ema, em prol de uma cidade mais verde (“A batalha verde”, 11 de maio). O projeto em aprovação não só iria manter a área verde como acrescentaria 38 espécimes ao espaço, totalizando 515 árvores doadas para uso externo. Todas as aprovações junto à prefeitura e aos órgãos competentes foram seguidas.

MARIA ISABEL POCAI Assessora de comunicação da Tecnisa

Roteiro da Semana

Na edição de 11 de maio (Roteiro da Semana ) foi publicada uma informação sobre o filmes “Marcha da Vida”. Na sinopse, aparece a frase “O documentário acompanha a visita, em 2008, de jovens judeus a antigos campos de concentração poloneses da II Guerra”. Tenho sérias objeções à informação acima, pois ela falsifica a verdade histórica e ofende o sentimento do povo polonês. Durante a II Guerra, nos territórios poloneses ocupados pela Alemanha, hitleristas criminosos construíram campos de concentração e introduziram neles um sistema de extermínio em massa da população civil, especialmente judeus e poloneses, bem como outros povos da Europa ocupada. Vale lembrar que a Polônia foi o primeiro país que, desde 1º de setembro de 1939, apresentou resistência contra a agressão alemã. O estado polonês, durante essa guerra, perdeu 6,5 milhões de cidadãos, entre eles, 3 milhões de judeus poloneses. Os poloneses, além de não terem construído nenhum campo de concentração, tornaram-se as principais vítimas dos crimes de genocídio hitlerista.

JACEK SUCH

Mistérios da Cidade

Em relação à nota sobre o assalto no restaurante La Pasta Gialla, na Rua Doutor Mário Ferraz, no dia 2 de maio (“Nova surpresa indigesta”, 11 de maio), destacamos que nossa agiu de acordo com o treinamento, protegendo a integridade dos clientes e registrando o boletim de ocorrência. A casa lamenta o transtorno e aguarda a punição aos responsáveis.

ELTON JOHN GOUVEIA Gerente da unidade Cidade Jardim

ESCREVA PARA NÓS

E-mail: vejasp@abril.com.br

Fax: (11) 3037-2022

Cartas: Caixa Postal 14110,

CEP 05425-902, São Paulo, SP

As mensagens devem trazer a assinatura, o endereço, o número da cédula de identidade e o telefone do remetente. Envie para Diretor de Redação, VEJA SÃO PAULO. Por motivos de espaço ou clareza, as cartas poderão ser publicadas resumidamente

Atendimento ao leitor: (11) 3037-2541

Sobre assinaturas: (11) 5087-2112

Atenção: ninguém está autorizado a solicitar objetos em lojas nem a fazer refeições em nome da revista a pretexto de produzir reportagens para qualquer seção de VEJA SÃO PAULO

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO