A Opinião do Leitor

Cartas sobre a edição 2186

Por: - Atualizado em

Capa 2186 - redimensionada
(Foto: Veja São Paulo)

ASSUNTOS MAIS COMENTADOS

41%

Ivan Angelo

14%

Eleições

14%

Ambulantes

12%

Arte

19%

Outros

Eleições

Torço para que Bruna Furlan, Paulo Alexandre Barbosa e Bruno Covas cumpram um excelente mandato (“Jovens, populares e apadrinhados”, 13 de outubro). Apesar de novos, eles têm preparo e formação. Muitas vezes, ser apadrinhado é uma responsabilidade muito maior do que se imagina. Boa sorte a todos os novos deputados eleitos.

EDUARDO KAMEI YUKISAKI

Quando vejo tantos filhos e netos de políticos entrando na vida pública, torço para que Deus os ajude e também nos ajude. Se todos seguirem os passos de seus pais e avós, o Brasil só será um verdadeiro país daqui a 500 anos.

ANTONIO IVO TAVARES FRANCO

Ambulantes

Muito importante o alerta dado por VEJA SÃO PAULO na reportagem “À margem da lei” (13 de outubro), ao mostrar a atuação ilegal de vendedores ambulantes sob a Ponte do Morumbi. Comercializando quinquilharias e alimentos, eles colocam em risco não só a segurança dos motoristas, mas também a saúde pública. Cadê a Vigilância Sanitária, a CET, a Secretaria da Fazenda e até o Inmetro, responsáveis por essa atuação marginal?

FRANCISCO RODRIGUES LIRA

No dia 13 de agosto, minha filha foi mais uma das vítimas de assaltos sob a Ponte do Morumbi. Durante o congestionamento, ela teve o vidro de seu carro estourado por uma pedra e o ladrão colocou metade do corpo dentro do veículo. Depois de xingá-la e ameaçá-la, ele levou sua bolsa, dinheiro e uma máquina fotográfica. Casos assim são diários, e vidros de janelas espalham-se pela faixa da direita. Tão ruim quanto ter sido assaltada foi ter ligado para o 190 e ouvir como resposta que os policiais entendiam o problema, “mas não poderiam fazer nada”. Fui pessoalmente até o local do assalto e, em troca de 50 reais, consegui recuperar documentos e cartões de crédito. Tudo estava, coincidentemente, jogado embaixo da ponte, onde ficam várias pessoas acendendo seus isqueiros, que reluzem freneticamente durante a noite. O descaso é total.

ALEXANDRE DANTAS

Arte

A meu ver, a reportagem “Adeus aos urubus” (13 de outubro) é tendenciosa ao defender, e mesmo exaltar, o artista plástico Nuno Ramos, autor da obra ‘Bandeira Branca’, exposta na Bienal. Não pretendo adentrar no mérito de seu valor artístico, mas autor — de acordo com a lei de direitos autorais — é aquele que produz algo. Já o renomado artista juntou fragmentos de objetos já existentes, em companhia de três indefesos animais. A matéria faz referência, por outro lado, às manifestações, a meu ver corajosas, de grupos protetores dos animais. Seleciona, no entanto, expressões como “confusão” e “barulho”, entre outras pouco elogiosas. Se os manifestantes não fossem tão “barulhentos”, a reportagem poderia ter o mesmo título, mas por causa da morte dos três urubus, em função da lamentável situação a que foram expostos.

PATRÍCIA AURÉLIA DEL NERO

Ivan Angelo

Parabéns a Ivan Angelo pela crônica “Sabor de infância” (13 de outubro). Sua leitura me transportou para a casa de minha avó Violanda, filha de imigrantes italianos. Lembrei das férias em sua casa, do nhoque fresquinho, do pudim de leite, do caldeirão de sopa fumegante todas as noites, da polenta... Os aromas invadiam a casa, as narinas e deixaram lembranças. Que saudade da minha infância e da minha vovó.

IVONE MARIA FONSECA FRANCISCO

Mesmo tendo apreciado no devido tempo a riqueza variada dos sabores caseiros, não consegui conter as lágrimas. Que delicadeza na colocação. Quantas lembranças boas. Que saudade!

MARIA DO CARMO MARTINS

Dá para descrever a delícia de raspar com a colher uma panela onde foram feitos um curau, um doce de leite ou um doce de abóbora?

GERALDA MARIA DE OLIVEIRA

Não precisamos mais inventar a máquina do tempo. Basta fechar os olhos e imaginar tudo o que Ivan Angelo escreveu em sua crônica. Dá para sentir os cheiros e os sabores do tempo em que nossas mãe e avó cozinhavam com amor e o pão doce era feito em casa. No Natal, pedíamos ao dono do bar mais próximo para assar a carne e íamos buscá-la mais tarde. O cheiro do assado ficava no bairro todo. Pena que hoje em dia, com tantos fast foods e restaurantes, os jovens e as crianças não poderão viajar nessa máquina do tempo. Eles não terão do que se lembrar apenas fechando os olhos.

JANET SANCHEZ

Sempre considerei os carroceiros úteis, mesmo que o objetivo maior deles seja ganhar dinheiro (“O lixo é nosso”, 29 de setembro). Acho uma falta de humanidade buzinar contra eles. Quando um desses homens passa em frente ao nosso carro, todos deveríamos refletir que estamos no conforto e ele, sabe-se lá por quais circunstâncias do destino, foi obrigado a puxar a carroça. Adorei o desenho da cabeça de rena como um troféu. Ele nos faz pensar sobre a inutilidade da prática da caça.

SHEILA BAENA

Walcyr Carrasco

Sempre identifico alguém ou a mim mesmo nas palavras de Walcyr Carrasco. Na crônica “Quem acredita?” (6 de outubro), lembrei da minha noiva, que vive caindo nessas promessas de jantarzinho etc. Ela pensa sempre: “Será que sou chata?”. Tento explicar a ela que a educação nem sempre é sincera, mas raramente adianta.

RALF WILLIAM GEWERS

Continuo lembrando de aniversários, aguardando os encontros prometidos, esperando e-mails com novidades... Já perdi uma amiga que prometeu me dar um livro e agora me evita como se eu estivesse com sarampo. Já havia me convencido de que era uma chata das piores. Lendo a crônica, porém, fui dormir mais tranquila. Sou como Walcyr Carrasco, uma pessoa que realmente se importa com os demais. E que ficaria muito feliz com aquele café, aquela visita...

LUCIANA PACCI

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Fonte: VEJA SÃO PAULO