A opinião do leitor

Cartas sobre a edição 2181

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Capa 2181 - recortada
(Foto: Veja São Paulo)

ASSUNTOS MAIS COMENTADOS

40%

Walcyr Carrasco

20%

Terraço Paulistano

10%

Clube Athletico Paulistano

10%

Iris Abravanel

20%

Outros

 

Iris Abravanel

Parabéns à senhora Iris Abravanel, que, aos 62 anos, está “com a corda toda”, enquanto muitas mulheres pensam em parar nessa idade (“Dona Iris vem aí”, 8 de setembro). Independentemente da posição social da pessoa, o importante é não desistir e procurar alcançar os objetivos sempre.

MICHELLY MOREIRA DE OLIVEIRA SILVA

Iris Abravanel traz dentro de si uma imensa coragem. Ela poderia curtir o dinheiro do marido, Silvio Santos, e se acomodar, mas foi à luta e abraçou o desafio de escrever novelas para televisão. Mesmo não sendo um estrondoso sucesso, suas tramas atingiram uma audiência considerável para os níveis da emissora. Desejo que ela tenha êxito em ‘Corações Feridos’, seu próximo folhetim no SBT.

MARCOS DA ROCHA

Iris Abravanel é um exemplo de mulher atuante e inteligente que, ao lado do marido, arregaça as mangas e sua a camisa. Foge aos padrões de dondoca ou socialite de festas esfuziantes. Até se arrisca a escrever sua terceira novela. Deixo aqui uma sugestão: seria interessante que Iris se inspirasse nos argumentos de Ivani Ribeiro ou Geraldo Vietri, mestres eternos da teledramaturgia brasileira, e, então, teríamos uma novela sem concorrência.

RUVIN BER JOSÉ SINGAL

Paulistano

Em tempos de sexo fácil e relacionamentos instáveis, os doutores Ricardo Tapajós e Mário Jorge Warde ultrapassam as barreiras de sua própria conveniência social para defender o amor que sentem um pelo outro (“Bafafá no Paulistano”, 8 de setembro). O caso apresentado por VEJA SÃO PAULO, muito além de um simples bafafá da alta sociedade, traz à tona a questão dos relacionamentos homossexuais presentes em todas as camadas sociais e ainda não devidamente reconhecidos. A falta de legislação específica expõe os casais a situações vexatórias e discriminatórias como essa, em que a simples inclusão de um dependente em um clube se transforma em luta judicial. Parabéns ao casal pela coragem de se expor e exigir seus direitos e à revista pela apresentação sucinta e clara da situação.

FLÁVIO ROBERTO ABS DE LIMA

Dois médicos brilhantes, com formação e caráter sólidos, importam-se com a dor dos outros, buscam alívio para eles. Dedicam boa parte de sua vida ao estudo, abrindo mão de uma série de prazeres e horas de lazer, para aprender um dos ofícios mais nobres que existem por amor à profissão. Duas pessoas que cumprem seus deveres, pagam impostos, trabalham auxiliando o próximo e não têm direitos? Deveres sempre. Direitos nunca? Parabéns e apoio total aos doutores Mário Jorge Warde e Ricardo Tapajós. Vocês são gigantes, titãs. Sexualidade não define moral, personalidade, caráter, compaixão nem amor.

PRIMO PAGANINI

Gostaria de parabenizar a revista e os doutores Ricardo Tapajós e Mário Jorge Warde pela reportagem sobre a postura conservadora adotada pelo clube Paulistano. Espero que eles acabem por conseguir que Warde frequente o clube na condição de parceiro de Tapajós. Num momento em que países geograficamente próximos ao Brasil, como o Chile, a Argentina e o Uruguai, já têm políticas mais evoluídas para lidar com a homossexualidade, é lamentável que um clube formado por uma parcela esclarecida da sociedade paulistana tenha uma atitude tão conservadora.

PAULO RICCIARDI

O Clube Athletico Paulistano demonstra preconceito, sim, ao recusar a solicitação de um associado para que seu parceiro seja sócio pelo simples fato de este não ser do sexo oposto ao do solicitante.

NELSON ASTUR FILHO

Terraço Paulistano

O médico Robert Rey diz que seu pai foi enterrado em Franco da Rocha, um lugar “feio e perigoso”, mas deveria estar no Morumbi “para que descanse sossegado” (“De Hollywood para Franco da Rocha”, 8 de setembro). Ele parece acreditar que os mortos se incomodam em estar enterrados em locais onde há pobres. Dizem os espíritas: nossa passagem pela terra serve exatamente para aprendermos a não ter preconceitos desse tipo.

JOSÉ PASCHOAL PIMENTA

Tenho 60 anos e nasci em Franco da Rocha. Não considero o lugar perigoso ou feio. É um município como tantos outros do nosso país. Não são todos que podem viver e estudar nos Estados Unidos ou mesmo no Morumbi. Só lamento que Robert Rey não tenha sido tão elegante com nossa cidade, que acolheu seu pai no momento necessário. Posso garantir que aqui nossos mortos também descansam sossegados.

MARIA PARIZ

Nasci e moro em Franco da Rocha e fiquei indignada com a declaração do doutor Robert Rey de que Franco da Rocha é um lugar feio e perigoso. Por acaso o moço conheceu toda a cidade para afirmar que é feia? E, mesmo que seja, está falando do lugar em que moramos e que amamos. Sobre a segurança, aqui não precisamos dormir com uma pistola embaixo do travesseiro, como ele diz ser necessário em Los Angeles.

MARIA ELIANA BONVICCINI QUIARATTI

O depoimento infeliz do Doutor Hollywood impressiona porque ele é médico e parece não saber que Franco da Rocha foi o berço da psiquiatria no Brasil, tendo sido frequentada por médicos renomados como Albert Sabin.

JÚLIO CÉZAR DA SILVA CATALANI

O Doutor Hollywood disse estar cansado de cortar mulheres com se fossem peixes. Nós, cirurgiões plásticos, estudamos anos nos preparando para ser médicos e, posteriormente, especialistas não só em trazer beleza e juventude, mas em melhorar e devolver a homens e mulheres de todas as idades a auto-estima, a valorização pessoal, o desejo de viver, de se reintegrar à sociedade. Além da finalidade estética, a plástica tem função reparadora, cuida das mal-formações congênitas, traumatismos, queimaduras e outros males. Talvez um dia acordemos e vejamos que não estamos preparados para tal ofício. Também é possível que, num determinado momento, nos sintamos cansados e resolvamos procurar novos horizontes. Porém, isso não nos permite denegrir essa especialidade médica em que o Brasil é referência mundial.

OSWALDO ROGERIO VALLEJO PEREZ

Copa 2014

VEJA SÃO PAULO tem toda a razão em considerar que é uma situação impensável São Paulo não ter um palco para receber a Copa 2014 (“Na base do improviso”, 8 de setembro). Depois de toda a polêmica criada sobre os estádios do Morumbi, Pacaembu, Palestra Itália e sobre a construção de uma arena em Pirituba, surge a ideia do Fielzão, o novo estádio do Corinthians, em Itaquera, com patrocínio de uma construtora e articulação da prefeitura de São Paulo, do governo do estado e da Confederação Brasileira de Futebol. Que não seja apenas uma promessa política às vésperas das eleições.

FRANCISCO RODRIGUES LIRA

Walcyr Carrasco

O texto “A crueldade dos jovens” (8 de setembro) é genial. Infelizmente, os pais de hoje não querem educar os filhos. Acham que bens materiais substituem o amor. Com isso, criam verdadeiras máquinas de gastar dinheiro e tornam-se escravos para ganhar dinheiro. Sempre gostei muito do que Walcyr Carrasco escreve e produz para os meios de comunicação. Sou mãe de uma filha única de 25 anos. Eu e meu marido nos orgulhamos muito dela e até hoje a cercamos de muito amor. Somos pais que sempre precisaram trabalhar para tirar o sustento.

ANA SAJOVIC CAMARGO

Em uma sociedade mais preocupada em ter do que em ser, não é difícil entender a crueldade dos jovens. Eles são fruto da educação que recebem. Não resta a menor dúvida de que cabe aos adultos a tarefa de dizer aos filhos o limite das coisas. Muitas vezes as crianças se tornam tiranas por culpa dos pais, que não querem contrariá-las e acabam cedendo a seus caprichos.

IZABEL AVALLONE

Fico entristecida com a maneira como minha geração tem deixado de educar seus filhos. Tenho 38 anos e uma loja num dos shoppings mais chiques de São Paulo. Sou testemunha, quase todos os dias, dos desmandos da molecada e da inércia de seus pais. É comum ver crianças e jovens soltos, correndo e gritando, desrespeitando quem está à volta sem que os pais sequer reajam. O pior é ver hordas de meninas de 10, 12, 15 anos de idade de unhas feitas, maquiagem, salto alto e bolsas de marcas famosas cujo preço daria para pagar uns dois meses do meu aluguel. Duvido bastante que todas elas sejam filhas de milionários. Nessas horas, agradeço aos meus pais por nunca terem me dado o que não podiam e nunca terem deixado faltar o essencial — especialmente o senso de honestidade, de trabalho, de saber apreciar a vida como ela é. Também estudei em colégios particulares e passei pela experiência de conviver com colegas milionários que tinham de tudo. É claro que sentia uma “invejinha” e pedia aos meus pais a calça da moda, a camiseta “da hora”. Mas nunca exigi nada. E, às vezes, eles me presenteavam com uma dessas coisas, o que para mim era a felicidade pura! Se tive as roupas bacanas e viajei na juventude, foi porque comecei a trabalhar aos 16 anos e paguei por tudo isso com meu próprio dinheiro. Fico realmente com pena dessa geração de tiranos adolescentes (e mirins, também), que não estão aprendendo a realidade da vida. Dos pais deles, não tenho pena alguma: como é que deixam seus filhos dominá-los? Que preguiça é essa de educar, de impor limites, de dizer “não”? E pior: por que substituem amor e atenção por bens materiais?

LINA FERRO

Hospital Sabará

Com relação à matéria sobre a inauguração do novo Hospital Infantil Sabará (“Para os pacientes mirins”, 1º de setembro), preciso registrar o seguinte: as instalações são lindas, tudo é novo e de muito bom gosto, mas os serviços prestados são uma completa vergonha. Meu filho está internado lá desde a inauguração, no dia 1º de setembro. A refeição não é entregue e temos de implorar pela visita de um pediatra, que demora horas para aparecer. Ligaram pedindo para dar banho às 6 da manhã, pois o médico faria a visita às 8. Eram 13 horas e nada de ele aparecer! Fora os problemas com o estacionamento, onde existe o pacote de 24 horas, mas o proprietário do veículo não pode sair com o carro nesse período. Ou seja, numa cidade como São Paulo, somos obrigados a ficar presos no hospital para poder usufruir esse pacote. Aquilo de que realmente precisamos, um atendimento correto e atencioso, está muito distante de toda a beleza do local.

ROGÉRIO RUSSI BLOIS

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