A opinião do leitor

Cartas sobre a edição 2158

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Cartas sobre a edição 2158 Foto 2
(Foto: Veja São Paulo)

ASSUNTOS MAIS COMENTADOS

Disputa dos chocolates (capa) 41%

Roteiro da Semana 34%

Ivan Angelo 12%

Carlos Apolinario 8%

Outros 5%

Disputa lasca a lasca

Com certeza, quem ganha com essa concorrência (“A guerra dos chocolates”, 31 de março) é o consumidor, que pode optar por produtos de qualidade e preços diferentes. O crescimento veloz da Cacau Show, aliado à tradição da Kopenhagen, que agora criou a Brasil Ca cau, aquece o mercado econômico, especialmente na Páscoa, e faz a felicidade dos chocólatras.

RUVIN SINGAL

Acredito que a paixão pelo chocolate da Kopenhagen equivale à paixão pelo time de futebol do coração. Quem é apaixonado por esse chocolate não troca a Nhá Benta ou o bombom de cereja com licor por nenhum outro do mundo. Principalmente porque esses produtos têm um ingrediente a mais que as marcas novas não conseguem trazer: gosto de infância.

MARIANGELA RUSSI BLOIS

Interessante a reportagem. Pena que o sabor do chocolate Kopenhagen atual não lembre em nada o sabor do chocolate da mesma marca de trinta anos atrás — este, sim, era incomparável e exclusivo. Acredito que seja o resultado da busca incessante de aumento da produção, em detrimento da qualidade.

MARCIO WEILER

Meu pai trabalhou por mais de trinta anos na empresa Madeirit, na Rua Barão de Itapetininga, onde, no piso térreo, havia uma loja da Kopenhagen. Naquela época, eles tinham convênio com a loja, e os funcionários podiam adquirir os produtos e descontar na folha de pagamento. Meu pai exercia uma função muito simples: a de cobrador da empresa. Mas, graças a esse convênio, nunca faltavam os produtos Kopenhagen nas datas principais. Sou nascida em 1960 e lembro como era bom quando íamos de Suzano, cidade onde morávamos, até São Paulo para visitar o nosso pai na empresa e “ajudá-lo” a trazer as delícias da marca.

TÂNIA ZILLIO

Achei uma enorme falta de bom senso da empresária Renata Vichi, da Kopenhagen, dizer que a loja é de luxo. Só se for luxo nos preços, pois o atendimento é péssimo. Fui a uma unidade de Moema e, apesar de haver ali cinco atendentes, tive de ir buscar pessoalmente o meu café, um dos mais caros de São Paulo. Perguntei por que não seria servida, pois sempre fui, e a moça me informou que a Kopenhagen resolveu padronizar o atendimento de todas as lojas. Padronizar como? Com atendimento ruim?

KATIA FARIAS DOS SANTOS

Nesta semana, recebi um ovo de Páscoa da Cacau Show de presente de uma amiga. Qual não foi minha surpresa ao abri-lo: seu alumínio de proteção encontrava-se intacto, mas por dentro o chocolate estava totalmente derretido, compactado sem forma e com aspecto esbranquiçado. Fui a uma das lojas franqueadas, na esperança de trocá-lo sem maiores problemas. Lá, o dono me orientou a ligar para o SAC, pois ele, como franqueado, não poderia efetuar a troca. Liguei da loja mesmo, e a atendente me informou que não poderia fazer a troca, alegando que a empresa possui um rigoroso sistema de temperatura. Fiquei extremamente irritada com a política adotada. Se o erro tivesse sido meu, o alumínio que protege o chocolate em forma de ovo estaria grudado no chocolate derretido, o que não foi o caso. Estou extremamente decepcionada com essa marca, que não foi um show, mas uma tragédia no atendimento ao consumidor.

LUCIENE KIGUTI KUBO

Maravilhosa a reportagem. Fiquei feliz ao ler a história da Renata Vichi, fi lha do meu querido amigo Celso de Moraes, que com apenas 28 anos consolidou a marca Kopenhagen e idealizou a Brasil Cacau.

WAL RUIZ

Carlos Apolinario

É por esse e mais uns outros (“Verea dor do barulho”, 31 de março) que eu tenho vergonha, às vezes, de dizer que sou evangélico! Absurdo!

DIÓGENES GOMES

O vereador Carlos Apolinario, autor da lei que abranda o Psiu, deveria envergonhar-se de usar seu poder de legislar em questões já muito bem conduzidas pelo governo municipal. Certamente ele não mora em regiões movimentadas por casas noturnas, não tem seu descanso interrompido, como muitos de nós, não está vulnerável à violência noturna nos arredores de bares e outros estabelecimentos do gênero. Para comprovar ainda mais sua ineficiência para o cargo, quer proibir a realização da Parada do Orgulho Gay na Avenida Paulista, um dos eventos mais rentáveis da cidade, que engrossa o turismo de negócios, traz uma receita fantástica, cria empregos, aquece a economia e, mais que isso, paga o seu próprio salário.

SÂMIA HANNOUCHE

A maldade e o desdém com que os políticos brasileiros tratam a população deveriam ser caso de estudo para sociólogos e antropólogos do mundo inteiro. Além, é claro, de serem caso de polícia e Justiça. O senhor Carlos Apolinario não foge à regra. A tentativa de mudança na lei que regulamenta a operação Psiu é de uma total insensatez e malícia explícita. Atitude típica dos déspotas é trocar de posição quando os interesses privados não são contemplados ou beneficiados pelo estado. A reportagem (por sinal, excelente) deixa claro que, enquanto interessava ao senhor Apolinario, ele foi, sim, “funcionário” ou “soldadinho” do Kassab. Com relação à Parada do Orgulho GLBT, o senhor Apolinario mais uma vez mostra do que é feito. Falar que “Meu cabeleireiro é gay, emprego homossexuais em minhas empresas...” evidencia que ele discrimina, sim, as opções sexuais dos cidadãos. Lamentável. Infelizmente, nossa única defesa é o voto.

ANDRÉ MONTEIRO

 

Metrô

Há vinte anos utilizo a Linha Vermelha (“O metrô espicha”, 31 de março) para ir ao trabalho e, infelizmente, depois da interligação com o Bilhete Único ficou muito pior: trens lotados e maior espera, mesmo em dias em que não chove. O governo estadual está fazendo as ampliações, mas nada que melhore o serviço na Linha Vermelha. O pior é que seremos sede da Copa do Mundo daqui a quatro anos. Espero que a transformação que Barcelona fez no sistema de transporte sirva de exemplo e inspiração para nós. Caso contrário, passaremos muita vergonha.

MÔNICA ROCHA

 

Música

As tragédias se repetem em todos os cantos do mundo (“Sopro de esperança”, 30 de março). Como no caso do Haiti, que durante algum tempo mereceu espaço na imprensa internacional. Agora há um fato que envolve um haitiano no Brasil, um músico que escapou da catástrofe em seu país. A reportagem mostra que ele teve acolhida numa cidade do interior do nosso estado numa orquestra especial, dirigida aos jovens. São duas boas notícias, que merecem o devido destaque.

URIEL VILLAS BOAS

Roteiro da Semana

Será que o crítico assistiu à mesma peça que eu? (“O toque de Midas falhou”, 31 de março). Na sexta-feira passada tive o enorme prazer de ver a peça O Despertar da Primavera, a qual por várias vezes o público aplaudiu no meio das cenas, caindo em delírio ao final, com o levantar das cortinas, quando aparece a maravilhosa orquestra. Foi com muito pesar que li essa reportagem, pois faz muito tempo que não vejo uma peça tão delicada, pungente e importante principalmente para a nossa juventude. MARA PLUT Fiquei surpresa ao ler a crítica feita sobre a peça. Tive a oportunidade de vê-la no último domingo (21) e saí da sessão com a impressão totalmente oposta. Tema interessante, muito bem adaptado e com excelentes atores. Um texto sobre jovens para todas as idades.

ANDRE BAUM

Ivan Angelo

Raras são as empregadas que se preocupam até com a água gelada dos patrões (“Procura-se”, 31 de março). A minha, muito solícita, certa vez me comunicou que a garrafa d’água do freezer devia estar velha e que então jogara o conteúdo na pia da cozinha e a enchera, novamente, com água. Meu marido conservava sempre no freezer, como é hábito dele, uma garrafa de vodca importada! Até hoje me pergunto se o conteúdo da garrafa foi realmente para o buraco da pia...

MARIA CRISTINA MINGARDI

Como sócia em uma agência de profissionais domésticos, venho falando insistentemente aos meus clientes que está havendo uma alteração nessa relação de trabalho e que é importante estarmos atentos. O acesso a informação trazido pela pulverização dos meios de comunicação influencia diretamente esse mercado. Entretanto, e por motivos óbvios, a grande diferença está no filtro dessas informações, que é claramente distinto entre patrões e empregados. Grosso modo, os pontos colocados como a lista de exigências das empregadas é resultado direto desse cenário. Mas uma coisa que não se colocou é que em muitos casos as profissionais não são as vilãs. A lista real de queixas das empregadas em relação às patroas, uma vez que conheço diretamente os dois lados, também não é pequena. Essa condição do emprego doméstico é uma característica muito brasileira e, mais dia, menos dia, terá de passar por uma revisão séria com o objetivo de se aperfeiçoar. Afinal, está praticamente impossível encontrar uma empregada à moda antiga.

ADRIANA PIOVESAN

Walcyr Carrasco

Gostaria de parabenizá-lo pela crônica (“Trem-bala”, 24 de março). Deu uma vontade de poder dizer ao mundo como poderíamos estar melhores, não só na observação que fez em relação ao trem-bala, mas em todos os aspectos que influenciam a qualidade de vida dos brasileiros e principalmente dos paulistanos. Vejo o mundo como um corpo, em que cada um tem uma função. Quando algum membro está doente, os outros são afetados.

MARIA PAULA MARTINS

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO