A opinião do leitor

Cartas sobre a edição 2153

- Atualizado em

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(Foto: Veja São Paulo)

ASSUNTOS MAIS COMENTADOS

Walcyr Carrasco                 41%

CET (capa)                          30%

Enchente                                4%

Gaviões da Fiel                     5%

Mistérios da Cidade             8%

Outros                                     2%

CET

É muito bom que alguém mostre — e só poderia ser VEJA SÃO PAULO — a realidade da CET (“CET em ponto morto”, 24 de fevereiro). É uma companhia cujos dirigentes só pensam em agradar ao prefeito da ocasião. Se você precisar da CET fora do horário do rodízio ou em alguma situação de emergência, não encontrará ajuda alguma. O que significa CET na minha opinião? Companhia de Engarrafamento de Tráfego.

JOSÉ RENATO NASCIMENTO

A reportagem veio a calhar. Esse é um tema muito importante para a cidade. Ultimamente tenho observado que em situações críticas, com as chuvas e os congestionamentos monstruosos, não é possível localizar agentes da CET que orientem o trânsito. Só os vejo postados em esquinas no horário de pico prontos para multar os motoristas no rodízio. Isso se não estiver chovendo, é claro.

MARIA CECÍLIA LOPES

Agora entendo por que vejo milhares de motoristas passando em faróis vermelhos, desrespeitando a faixa de pedestres, estacionando em locais proibidos e fechando cruzamentos. Numa cidade com a frota de veículos que existe em São Paulo, chega a ser ridículo o número de marronzinhos, câmeras e outras tecnologias para punir os vândalos do trânsito. Haja impunidade.

ISOLINA DELELLIS

Com certeza está faltando inteligência operacional de ponta à CET. Inteligência compatível com a realidade do trânsito paulistano. Não é preciso muita inteligência para saber que o mais importante seria priorizar e sempre melhorar o transporte público. E encontrar meios para incentivar o uso coletivo dos automóveis.

ARCANGELO SFORCIN FILHO

Considerando que 86% dos radares estão ativos e apenas 15% dos semáforos inteligentes funcionam normalmente, quem pode negar que a prioridade dos agentes é esgotar o talonário de multas em vez de orientar o trânsito?

GERARDO LANDULFO

Mais preocupante do que a falta de equipamentos ou a exiguidade de marronzinhos é a ausência de uma estratégia de ação para esse “exército” que está nas ruas para, em tese, vencer a “guerra” do trânsito. Não adianta dobrar a equipe para 5 000 agentes se eles não forem coordenados de forma integrada e inteligente, com a “engenharia” visando a resultados objetivos. Não vejo isso acontecendo.

EDUARDO BRITTO

Sem desmerecer as qualidades que o senhor Alexandre de Moraes vem demonstrando, é praticamente impossível a uma só pessoa comandar a Secretaria de Serviços (responsável pela limpeza, iluminação, serviço funerário...) e a de Transportes. A CET precisa de um gestor dedicado integralmente e disposto a trabalhar doze horas por dia.

ORLANDO MOSCHINI

Gostei da reportagem, que expôs as deficiências da CET mesmo com o aumento do orçamento. É importante lembrar que os investimentos são feitos de forma atabalhoa da, geridos por pessoas sem competência técnica para isso, o que resulta em mais gastos que conveniências. Os semáforos inteligentes não podem prescindir de manutenção preventiva por equipe própria e muito bem treinada para não incorrer em falhas e deixar a população na mão. Só que, na onda de terceirização de serviços, há mais de dez anos só se fazem as manutenções corretivas. Na mesma ordem em que cresceu o orçamento, cresceram os salários dos diretores, de 8 000 para 18 000 reais.

ANTONIO SILVA

Com a implantação do telefone 1188, voltamos a ter um contato rápido e direto com a CET. Mas ainda falta implantar um site em que seja possível avisar sobre ocorrências e receber um número de protocolo. Também falta numerar todos os semáforos. Com a identificação, seria fácil ao motorista informar sobre os equipamentos com pane.

FLÁVIO LANG

A reportagem não apresentou os números da CET de forma integral e correta e trouxe opiniões parciais e subjetivas que fugiram da realidade vivida no trânsito em São Paulo. A CET não está em ponto morto. Entre 2007 e 2009, o quadro de funcionários cresceu de 3 962 para 4 592, e o número de agentes aumentou de 1 866 para 2 280. A frota da CET ganhou 92 veículos nesse período. A infraestrutura de trânsito na cidade recebeu grandes investimentos: mais guinchos, mais radares, mais semáforos, mais placas, mais sinalização horizontal. Os resultados do trabalho da CET são visíveis. A lentidão média do trânsito em 2009 foi inferior à registrada não só em 2008, mas em 2007, mesmo com a frota da capital tendo aumentado em mais de 1 milhão de veículos entre janeiro de 2007 e dezembro de 2009. Mas, com certeza, o efeito mais comemorado é a queda do número de mortes decorrentes de acidentes de trânsito. No primeiro semestre de 2009, a quantidade de vítimas fatais em São Paulo diminuiu 7% em relação ao mesmo período de 2008 e, pela primeira vez, também foi menor o número de motociclistas mortos.

ANDRÉA WOLFFENBÜTTEL - Coordenadora de comunicação da

Secretaria Municipal de Transportes

Gaviões da Fiel

Como se não bastasse o vandalismo que essa horda de gângsteres já trouxe ao nosso futebol, afastando o bom público das praças de esporte, ela resolveu agora invadir nossos momentos de lazer carnavalesco (“Eles não sabem perder”, 24 de fevereiro).

RICARDO NASSIF HUSSNI

O esforço para elevar o nosso Carnaval ao mesmo nível do carioca será em vão enquanto se permitir que clubes de futebol participem com suas escolas de samba. As cenas de vandalismo retratadas nas páginas da revista são resultado da irresponsabilidade dos organizadores do Carnaval de São Paulo e das autoridades de segurança.

ORLANDO MOSCHINI

Sou torcedor da Império de Casa Verde, que terminou em sétimo lugar. Isso me daria o direito de agredir alguém? Espero que haja uma punição justa para a agremiação.

EDUARDO DE SOUSA PEREIRA

Enchentes

A reportagem “Quem sabe no verão de 2011” (24 de fevereiro) me fez refletir sobre as ações que vêm sendo discutidas para solucionar o problema das enchentes em São Paulo. Nessa discussão, tem prevalecido a opinião de que os piscinões, ao lado da adequação dos sistemas de drenagem de águas pluviais, são a solução para o problema, bem como a visão de que, para viabilizar tal projeto, são necessários apenas recursos financeiros (parte deles proveniente de pagamentos realizados pelas incorporadoras) e vontade política. Concordo com a necessidade dessas obras. Entretanto, por que não pensar em reduzir a impermeabilização do solo?

RODRIGO CUNHA

Teste das baladas

Os problemas retratados pela reportagem “O teste das baladas” (24 de fevereiro) referentes ao clube Vegas não são novidade para os frequentadores da casa. Em novembro estive na festa PostiT e passei por todas as mesmas atribulações mencionadas.

ÉDER LEONARDO GARRIDO

OS BICHOS COM SENTIMENTOS

A crônica “Astral & animais” (24 de fevereiro), de Walcyr Carrasco, teve uma grande repercussão entre os leitores da revista. Muitos escreveram à redação de VEJA SÃO PAULO não apenas para parabenizar o autor, mas também para compartilhar as histórias de seus bichos de estimação. A dona de casa Clélia Martinez contou que, assim como o gato de Walcyr faz ioga com ele, sua gata Zizi a acompanha diariamente na ginástica. “O professor chega e ela se prepara para a aula correndo na nossa frente, com o rabo bem em pé”, diz. A agente de viagens Márcia Vieira passa horas observando o comportamento do gato Bartholomeu. “Ele é tudo na minha vida. Tem determinadas atitudes e brincadeiras fantásticas”, afirma. Um dos fundadores da ONG Tribuna Animal, Amândio Martins está convencido de que “os animais têm sentimentos e uma capacidade de entendimento inexplicável”, como escreveu o cronista. “Moro junto ao Parque da Independência, no Ipiranga, e todas as manhãs, por volta das 7 horas, caminho com a cadela Jade. E numa dessas ocasiões, há mais ou menos vinte dias, notei que ela estava estranha, receosa. Os pássaros cantavam, ou melhor, gritavam, de forma ensurdecedora. A impressão era que estavam desesperados por algo. Comentei com um conhecido, que concordou também. Pois bem, naquela tarde a cidade de São Paulo foi acometida por um daqueles temporais de arrasar. O Ipiranga, lamentavelmente, foi o bairro mais afetado. Tivemos perto de setenta árvores derrubadas. Será que os animais não estavam prevendo o que viria?”

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Fonte: VEJA SÃO PAULO