A Opinião do Leitor

Cartas sobre a edição 2342

Por: Redação VEJA SÃO PAULO

#buraqueira
#buraqueira (Foto: VEJA SÃO PAULO)

Capa

Para variar, uma excelente reportagem sobre nossa cidade (“#Buraqueira”, 9 deoutubro). Quem sabe agora a coisa toma jeito. Desafio o senhor prefeito a andar uns 200 metros sem cair num buraco ou em uma ondulação. Maurício S. Onofre

Achei oportuna a capa justamente na semana em que foi anunciado o aumento do IPTU. Ainda que a verba do imposto não reverta exatamente para as vias, as duas reportagens mostram o descaso da prefeitura com a qualidade de vida dos moradores da cidade. Moro na Mooca e não vejo melhorias condizentes com o preço do IPTU que paguei. Cristiane Sodré

Além do problema dos buracos, há a questão da péssima qualidade do recapeamento realizado pelas concessionárias e a falta defiscalização das subprefeituras. As ruas de São Paulo mais parecem tobogãs com tantas ondulações no asfalto. Ayrton Gomes de Oliveira

Em uma mesma edição, dois temas que se interligam. Na sexta-feira (4), saindo do Morumbi para um jantar nos Jardins com minha esposa, um dos pneus dianteiros do meu carro estourou ao cair num buraco na Ponte Cidade Jardim. Troquei-o pelo estepe e tive sorte, pois, durante a substituição, não fui assaltado. Azar de ter estourado o pneu? Não. Sorte de não ter sido assaltado. É assim que pensamos atualmente. No dia 6 o buraco continuava lá fazendo vítimas. E o prefeito quer aumentar o IPTU do Morumbi? Nunca vi um guarda municipal no bairro, um dos mais desvalorizados em decorrência dos assaltos e dos problemas de trânsito.Tão desvalorizado que os motantes pagos na desapropriação das casas para as obras do Monotrilho são ridículos. O prefeito Haddad já mostrou a sua estratégia: aumento forte dos impostos no primeiro ano de governo para depois fazer somente a correção da inflação. Antonio Cammarosano Filho

Fiz questão de comprar a revista para ler a reportagem sobre os buracos. Nossas ruas e avenidas estão abandonadas. Recentemente tive meu carro avariado por causa de uma cratera na rua onde moro, na Vila Mariana. Outra vez, subindo a Rua Augusta, caí numa vala aberta pela Comgás. Tive de desembolsar uma boa quantia para consertar meu carro, um prejuízo de 2 000 reais. Ao passar pelo cruzamento da Rua Oscar Freire com a Rua Augusta, perdi as contas de quantos calombos existem ali. Parabéns pela criativa reportagem. Quem sabe assim, “desenhando”, o nosso ilustre prefeito não entenda a mensagem. Roberto Facchini

A reportagem levantou três pontos importantes: 1) O critério equivocado de recapeamento das ruas. Aliás, qual é o critério? Muitas vias são recapeadas sem necessidade, enquanto outras parecem a superfície lunar. 2) Reparos malfeitos, em desnível da superfície da rua. 3) Tampas de bueiros afundadas ou instaladas inadequadamente, criando um desnível igual ao de um buraco. Quem é o responsável por isso e onde a gente pode reclamar? Carl Samuelsson

Administração

A prefeitura está fazendo uso do preço da bolha imobiliária devido ao Minha Casa Minha Vida para alterar os valores venais dos imóveis, mas, em 2004, indeferia toda sorte de pedido de redução, quando havia uma sobrevalorização (“Vem aí a facada”, 9 de outubro). Isso cria uma vantagem imoral e pode ser configurado como confisco. Imaginem quando a bolha estourar. Agora teremos #Haddadtaxa? Ubiratã Caldeira

Ivan Angelo

É fascinante a maneira como Ivan Angelo escreve sobre coisas tão corriqueiras, como os latidos de um cachorro (“Carta”, 9 de outubro). Sua sensibilidade aguçada nos faz ver coisas que não notamos no dia a dia. Osmar de Almeida

Os donos de animais devem ter consciênciade que eles são iguais a nós: têm fome, sede, medo, solidão. Então, quando forem adotar um animal, é importante pensar nisso. Petuel Preda

Mistérios da Cidade

Só seria possível reduzir o trânsito no entorno de shoppings e diminuir o impacto em sua vizinhança não permitindo a construção de empreendimentos como esse da Avenida Paulista (“Nova invasão de shoppings”, 9 de outubro). Mas, como os interesses econômicos falam mais alto, e não há Plano diretor, nunca haverá metrô suficiente. Mauro Asperti

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Fonte: VEJA SÃO PAULO