A Opinião do Leitor

Cartas sobre a edição 2296

Por: Redação Veja São Paulo - Atualizado em

ASSUNTOS MAIS COMENTADOS

Ivan Angelo: 42%

Capa (Osesp): 30%

Jockey Club: 17%

Outros: 11%

O motor da Osesp

Cumprimentamos VEJA SÃO PAULO pela reportagem sobre a Osesp (“O solista dos bastidores”, 21 de novembro). Gostaríamos de registrar — e faltou na matéria essa referência — que, como corpo estável da Secretaria de Estado da Cultura, a orquestra é resultado direto da política do governo de São Paulo para a área da música. Sob a administração da Fundação Osesp, organização social da area da cultura, a orquestra alia uma programação de altíssima qualidade com a democratização do acesso à música erudita. O reconhecimento de que ela hoje goza não seria possível sem o compromisso do governo de São Paulo e sem o trabalho e a dedicação de todos os seus maestros, músicos, funcionários e gestores. Uma instituição como a Osesp não se faz da noite para o dia: ela se consolidou ao longo de muitos anos e, agora, colhe os frutos desse esforço coletivo.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Presidente do Conselho de Administração da Fundação Osesp

MARCELO MATTOS ARAÚJO

Secretário de Estado da Cultura de São Paulo

Existe um provérbio popular que diz: “Depois da tempestade vem a bonança”. A Osesp passou por muitas crises de condutor e parece que agora a coisa tomou o rumo certo. Espero que essa conquista com uma pessoa verdadeiramente interessada em dar apoio aos músicos e encantar o público com lindas canções possa continuar para sempre. Boa sorte e bons ventos.

ALICE BARUK

Tenho certeza de que uma administração imposta autoritariamente por um conselho com pouca afinidade com a música pode ter efeito perante o público, graças a um departamento de marketing eficiente, mas jamais perante a maioria dos músicos. Se eu fosse a Marin Alsop, com esta reportagem eu chamaria o senhor Arthur Nestrovski, entregaria a batuta a ele e diria: “Reja você a orquestra”.

CLARA PRADO

Excelente a reportagem com o diretor da Osesp. Assinante da série Jequitibá há mais de cinco anos, vejo-o sempre aos sábados aplaudindo a orquestra com um largo sorriso no rosto.

ANA LUIZA M. ABRAHÃO

Ivan Angelo

A vida é mesmo ingrata com a gente (“A idade dos homens”, 21 de novembro). Não faz muito tempo, há dez anos talvez, se tanto, eu jogava tênis cinco vezes por semana. Hoje, apenas uma. E a noite desse dia e o dia seguinte, com pomada anti-inflamatória espalhada pelo corpo, passo o tempo me recuperando. Ah, Ivan, que saudade da pré-melhor idade.

LUIZ BISACCHI

Comecei a rir já nas primeiras linhas da bem-humorada crônica. Eu me lembro da ocasião em que fui “promovida” à categoria dos idosos. Foi quando pela primeira vez me chamaram de “senhora”. Fiquei em choque. Afinal, eu me sinto tão jovem! Meu pai, aos 85 anos, vive dizendo: “Acho que eu estou ficando velho”. Ainda bem que ele acha, não tem certeza.

SUELY OTANI

A crônica do Ivan Angelo reflete cristalinamente — mesmo que o nosso cristalino, nesta idade, já seja opaco — o susto e o estado em que a todos nós deixa a surpresa de nos descobrirmos nesta melhor, ou pior, ou talvez mais sábia idade. Quem a ler economizará tempo e dinheiro, pois não necessitará ir ao geriatra para descobrir os sintomas. Eles estão todos descritos na crônica, com a sensibilidade de quem já chegou ou está por chegar lá. Brilhante, como sempre.

JOSÉ CARLOS NEVES

Quanta delicadeza e lirismo para falar de um assunto agridoce. Entrei no metrô, em Moscou, e sem dizer uma palavra um rapaz gentilmente me cedeu seu lugar. Na saída, eu disse: agradeço a gentileza e a certeza de que o tempo passou. Mas a estrada percorrida nos provê de sabedoria e experiência, e isso só podemos adquirir caminhando ao longo do tempo.

ROZA WOLLNER

Numa recente sexta-feira, ao receber o resultado de um laboratório clínico, levei um susto: eu, que até então apenas havia nascido em 1942, de repente, não mais que de repente, vi surgir uma imagem lúgubre e sinistra diante de meus olhos: “Idade: 70 anos”. Por que não digitaram o agradável “1942”?

CAIO LUIZ M. DA SILVA

Divertido o seu texto para homens maduros. De uma forma mais leve, lembrou-me uma frase de Tolstoi:  “A maior surpresa na vida de um homem é a velhice”. Você e ele disseram tudo!

REINALDO REIS

Jockey Club

Se até o competente empresário Eduardo Rocha Azevedo, que ergueu a Bovespa e criou a BM&F, enfrenta sérias dificuldades para recuperar o Jockey de São Paulo (“Páreo duro”, 21 de novembro), não há como fingir no que se refere ao risco de continuidade do turfe no Brasil. Inacreditável a falta de sensibilidade geral quanto ao papel do turfe como importante fonte de entretenimento para a sociedade e valorização da nossa cidade.

MICHAEL DE ARAÚJO LIMA

No mundo afora, os governos apoiam o turfe de várias maneiras, ou via subsídios diretos e indiretos, ou facilitando a legislação, autorizando até o funcionamento de cassinos nos hipódromos. Aqui, mesmo a prefeitura de São Paulo, beneficiada por grandes eventos populares realizados pelo Jockey de São Paulo, trata-o com indiferença em relação às demais agremiações esportivas.

VINICÍUS CARDOSO DOS SANTOS

Trabalho como consultor de clubes há alguns anos. Não fiquei surpreso com a reportagem, e sim triste. Poucos clubes de São Paulo têm saúde financeira aceitável e bom planejamento administrativo e de marketing. Faltam dirigentes competentes e determinados a prestar um bom serviço de lazer aos associados. Atualmente, muitos deles se preocupam mais em formar grupinhos políticos para derrubar os que estão no poder e assim por adiante. Dirigente não remunerado gosta de cartão de visita com seu nome e com cargo logo abaixo. É isso que o leva a dirigir um clube.

ROGÉRIO H.A. BUENO

Dentistas

Parabenizamos a revista pela atenção dada ao tema saúde bucal na reportagem sobre novos métodos para diminuir o desconforto do paciente no consultório odontológico (“Sem medo do dentista”, 21 de novembro). No entanto, é preciso esclarecer que o cirurgião-dentista Helio Sampaio, que fala na reportagem sobre acupuntura, é consultor da Associação Brasileira de Odontologia (ABO Nacional), que não foi citada no texto, e não da associação que “estuda considerar a acupuntura uma especialidade”. A entidade responsável por essa definição seria o Conselho Federal de Odontologia (CFO).

ZAÍRA BARROS

Gostei muito dessa alternativa de tratamento. Falem mais. Esse tema é “um alívio”!

JOSPE ROBERTO TIEPPO

Sejam novas ou velhas, as técnicas não eliminam o trauma odontológico, ou seja, o orçamento.

FAUSTO FERRAZ FILHO

Terraço Paulistano

Sobre a nota “Roubo escultural?” (21 de novembro), que trata da remoção do painel de Caciporé que ficava na Rua Haddock Lobo, a questão envolve não somente a propriedade material, mas também a propriedade intelectual, uma vez que a criação do artista está protegida pela lei de direito autoral. O painel não foi apenas removido — foi cortado, o que caracteriza um dano de difícil recuperação. Esse fato causou revolta entre os moradores, frequentadores dos Jardins e amantes da arte, pois a peça era referência e identidade do lugar, faz parte da memória coletiva. É uma perda dolorosa justamente em uma cidade tão pobre em monumentos e arte pública. A obra, como toda arte pública, pertencia não apenas a Caciporé, mas à rua, ao bairro e à cidade. Como arquiteta e ex-aluna de Caciporé, no Mackenzie, causou-me espanto que a destruição do trabalho de um dos mais importantes artistas brasileiros tenha sido promovida exatamente por um arquiteto e exaluno desse querido mestre.

DRA. FLÁVIA RUDGE RAMOS

Polícia Militar

Nossas leis deveriam ser muito mais severas. Lendo reportagens como essa (“O drama de ser um PM”, 14 de novembro) é que vemos nossos verdadeiros heróis sofrendo por nós e por seus familiares. Enquanto alguns valorizarem mais a vida dos bandidos em lugar de darem crédito aos nossos policiais, veremos cada vez mais nossa polícia sofrendo assim.

JACKSON MACHADO

Profissões em extinção

Ao ler vagarosamente essa reportagem, resgatei em preto e branco, na minha memória, o tempo em que andava pelos bondes que cortavam a cidade (“Os últimos da espécie”, 14 de novembro). Pena que, com o progresso, quase tudo se tornou obsoleto, caso desses grandes profissionais.

RUBENS XAVIER

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Fonte: VEJA SÃO PAULO