A Opinião do Leitor

Cartas sobre a edição 2295

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

ASSUNTOS MAIS COMENTADOS

Crimes contra policiais 40%

Profissões em extinção 13%

Ivan Angelo 7%

Matthew Shirts 3%

Outros 37%

Crimes contra policiais

Muito oportuna a reportagem de capa (“O drama de ser um PM”, 14 de novembro). Como oficial da Polícia Militar há 29 anos, reafirmo que não nos curvaremos aos criminosos. Está no nosso DNA. Há 181 anos defendemos a sociedade paulista e continuaremos com essa missão. Sabemos de nossa importância para a segurança das pessoas de bem. Somos a muralha que separa a civilização da baderna e da barbárie. E ninguém vai derrubar essa parede. Somos muitos e somos fortes.

CARLOS EDUARDO SMICELATO

A criminalidade no estado de São Paulo aumenta a cada dia, e o governo adota sempre a mesma conversa. O discurso deve ser trocado por ações efetivas, que garantam resultados a longo prazo e não apenas imediatistas. Não basta remover os líderes de facções para outros presídios. Deve-se promover uma operação pente-fino nas detenções e, paralelamente, intensificar a atuação da Corregedoria da Polícia Militar visando à punição dos maus policiais. Programas sociais de integração e oportunidade para jovens e famílias carentes devem ser criados, pois famílias estruturadas e pessoas com perspectiva de ter uma vida digna não vão recorrer ao crime para sobreviver.

WAGNER FERNANDES GUARDIA

Isolar os detentos mais perigosos em presídios de estados distantes não impede sua comunicação com quem está do lado de fora. Sinais de celular e também de corrupção existem em qualquer lugar.

ROBSON SANT'ANNA

Às famílias dos policiais covardemente assassinados e à brava Polícia Militar do estado de São Paulo, minhas sinceras condolências e meu total apoio no combate ao crime. O governo federal reduziu a verba para a segurança e ainda deixa as fronteiras abertas para o tráfico de drogas e o contrabando de armas, além de desarmar a população honesta. Oferece “ajuda” a São Paulo unicamente por objetivos eleitorais, mas não faz a sua obrigação, que é vigiar as fronteiras.

JOSÉ LUIZ DE SANCTIS

Com o endurecimento da polícia de São Paulo no conflito com os criminosos, a bandidagem acaba de invadir o ainda imaculado paraíso de Florianópolis. Com certeza não será o último.

JOSÉ MARQUES

Fui à banca de revistas e, com lágrimas a escorrer pela face, peguei a edição de VEJA SÃO PAULO. Recordei emocionada a poesia O Herói que Nasce, de autoria da minha irmã, a major Edenice Fraga, que diz: “Não existe palavra que agradeça/ alguém que deu a vida por uma missão/ Nada paga o que este alguém mereça/ Não há ato que meça tamanha distinção (...) A corporação policial muito se entristece/ quando um dos seus morre em combate/ e o ataúde com o guardião à mãe terra desce/ A corneta toca o silêncio, como se falasse/ Morre então um homem... e um herói nasce”.

ELIZANGELA FRAGA

O problema deixaria de existir caso a sociedade parasse de consumir drogas e de sustentar um mercado cuja disputa está na raiz da contínua e permanente onda de violência que assola a cidade. Simples assim. O resto é pura hipocrisia.

SÉRGIO DE SOUZA TORRES

Profissões em extinção

Li com muito entusiasmo a reportagem “Os últimos da espécie” (14 de novembro). Mas ao mesmo tempo me deu uma tristeza ao saber que meu filho de 2 anos não terá o prazer de entrar no ateliê do senhor José Cozzi. Sou da terceira geração de uma família que sempre se casou vestindo “um Cozzi”.

ALEXANDRE CZITRON

Meu pai era alfaiate. Sua alfaiataria funcionava em nossa casa, no bairro da Mooca. Trabalhava sozinho. Lembro que, quando meninota, eu ia buscar as calças dos ternos que ele mandava confeccionar na calceira, que ficava em um bairro próximo. Ele me acompanhava até o ponto de ônibus e me recomendava ao motorista. Tinha verdadeiro amor ao ofício. Costurou para si, até próximo de seu falecimento, aos 90 anos de idade.

SANDRA ANDRADE

Ao ler a reportagem sobre profissões, percebi que, futuramente, um texto como esse poderá ser escrito assim: “Professor. Esse profissional que com um bastão de cal e uma parede lisa pintada em tom escuro ensinava que havia quatro códigos com o mesmo valor, para você decodificar: letras maiúsculas em bastão e minúsculas cursivas, para que na alfabetização os estudantes entendessem quais delas iniciam palavras como nomes próprios ou substantivos simples. E aí, leitor, você ganhava o mundo por meio da leitura”. O melhor: eu sou professora na Praia Grande, alfabetizo alunos adultos de 15 a 73 anos, e posso dizer com muito orgulho que amo o que faço!

HEBE GOMES DORADO

O homem evoluiu através dos tempos devido a sua habilidade manual, partindo da descoberta e uso do fogo, do metal e de outros elementos da natureza. A grande importância da habilidade manual no desenvolvimento cognitivo não tem sido levada em consideração por muitos educadores, como fica evidente no desaparecimento dos professores de caligrafia. Em razão dessa situação, o aprendizado nessa fase encontra obstáculos, dificultando a aplicação do raciocínio lógico e, consequentemente, resultando no fracasso escolar.

CHUNDI KAWANAMI

Matthew Shirts

Deliciosa a leitura da crônica “Pais e filhos” (14 de novembro). Hilária pelos micos vividos, chamou-me atenção especialmente pela singeleza revelada no divertimento do filho num ambiente desconhecido e na incontinente curiosidade do pai escritor. Mostrou que, apesar de tecnologias, correrias e outras mazelas do mundo atual, o ser humano continua súper... humano.

VANU LAUBÉ

Ivan Angelo

Esse texto delicioso (“O país dos apelidos”, 7 de novembro) me lembrou um queridíssimo ex-colega de trabalho. Ele tinha a especial aptidão de pôr apelidos que colavam nas pessoas, sem ser ofensivos. Assim: “Internado” era um colega que tinha constantes problemas na coluna; “Barroquinha”, uma amiga que desfilou pela escola de samba Barroca Zona Sul; “Fuscão Preto”, um que vivia cantarolando músicas sertanejas; “Cidade Vargas” era eu, por morar perto desse bairro. Ainda havia o “Da Xuxa”, colega que fazia parte da turma dos baixinhos. Esses são apenas alguns apelidos. Outros só fazem sentido dentro de condições ou situações de trabalho, difíceis de explicar para quem não é iniciado.

MARLI LOPES DE ASSUNÇÃO

Lendo a crônica “Os tempos mudam” (24 de outubro), achei o texto simplesmente original e pertinente. Parabéns!

MARILENE NUNES GUILHEM

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Fonte: VEJA SÃO PAULO