A Opinião do Leitor

Cartas sobre a edição 2294

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Capa 2294 O gigante do verão
O gigante do verão (Foto: Capa VEJA SÃO PAULO 2294)

ASSUNTOS MAIS COMENTADOS

Turismo (capa) 29%

Ivan Angelo 27%

Imprensa 14%

Matthew Shirts 14%

Outros 16%

Turismo

Viajei recentemente em outro gigante do verão (“O colosso da temporada”, 7 de novembro). Quando cheguei perto desse monstro “do bem”, pude perceber o que o homem se mostra capaz de fazer pelo entretenimento. É o mesmo que ter diversos hotéis cinco-estrelas andando pelo mar. Poucas pessoas ficam enjoadas. Embarcar sozinho é o ideal, pois, com 4.000 pessoas ao redor, companhia não falta.

JANI BAKURI

Nem sempre o maior significa o melhor. Não posso deixar de me lembrar da triste experiência que tive em um navio, o maior na época, em um cruzeiro de cinco dias. Infelizmente, foi um pesadelo! Cerca de 3 000 pessoas à mercê de péssimos atendimento e estrutura. Inúmeras filas, elevadores quebrados, falta de talheres, desorganização, piscinas apinhadas, erros no pagamento de cartão a bordo... Enfim, não indico a ninguém esse tipo de viagem.

MALU MOTTA

Não são as tarifas do Porto de Santos que elevam o custo de operação para o setor de cruzeiros marítimos. Santos também não recauchutou antigos armazéns e frigoríficos para transformá-los em terminais. Grandes investimentos foram feitos pela iniciativa privada para a instalação de um moderno terminal de passageiros. A despeito de seu perfil comercial, com performances de produtividade e movimentação de cargas sempre crescentes e compatíveis com as dos principais portos do mundo, Santos conta com a melhor estrutura no Brasil para embarcações de cruzeiro e suas instalações têm colaborado de forma decisiva para o grande crescimento da atividade no país.

RENATO FERREIRA BARCO

Diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo

Quem já teve a experiência de embarcar no Porto de Santos percebeu que a infraestrutura deixa muito a desejar. Parece muito mais uma rodoviária em época de Carnaval. Essa construção precária, comparada com qualquer outro porto turístico, é uma verdadeira vergonha.

MARCIO WEILER

Morador de Santos há trinta anos, concordo com as críticas ao embarque no porto. Com a explosão do mercado de turismo, ele necessita de muitos ajustes. Só que isso depende das autoridades em Brasília, que demoram sete ou oito anos para terminar o que deveria ter sido feito em seis meses. É o que está acontecendo agora com as perimetrais. Quando ficarem prontas, já não aguentarão mais o trânsito local.

ANTONIO SYDNEY COCCO

De que adiantam navios superluxuosos e enormes se o cais do porto é um lixo, se estamos dentro do Brasil e precisamos pagar em dólar, se o preço das bebidas é abusivo e se há fila para as refeições? Não seria melhor um navio menor com mais conforto?

FAUSTO ADAMI

A Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar) esclarece, em relação ao quadro “Na base do jeitinho e do improviso”, que os custos de operação mencionados por nossa entidade se referem à praticagem (trata-se do serviço de práticos, profissionais que manobram os navios).

RICARDO AMARAL

Presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos

 

Imprensa

Quando surgiu o Jornal da Tarde, eu tinha 21 anos. Fui atraído pela leveza de sua linguagem (“Um sonho que se vai”, 7 de novembro). Nunca esqueci uma nota policial com o título “O revólver” que informava que “um homem entregou todo o seu dinheiro a um estranho por causa de um revólver apontado para seu peito”. É uma pena seu desaparecimento.

WALKER MACEDO

Quando morre um jornal, um pouco de nossa democracia e liberdade de expressão morre também com ele.

ROBERTO SILVESTE

 

Terraço Paulistano

Fiquei muito feliz ao ler a nota “Uma catedral à procura de casamentos” (7 de novembro). Troquei alianças na Catedral da Sé, no ano de 1958, e a considero um local maravilhoso para a cerimônia. Estou casada há 54 anos, tenho três filhas, uma neta e uma união feliz.

GENNY BALHESTERO

 

Ivan Angelo

Sou leitora assídua das crônicas de Ivan Angelo. Ao ler o texto “O país dos apelidos” (7 de novembro), identifiquei-me imediatamente. Trabalho em um aeroporto, e o que mais se vê por lá são apelidos. Existe, por exemplo, o Pequenino, é chamado assim devido à sua baixa estatura. Porém, por ser muito seguro de si, a altura acaba não fazendo a menor diferença. O Frank ganhou tal alcunha em alusão ao personagem Frankenstein. Isso porque se acidentou tantas vezes ao cair da moto que acabou ficando cheio de cicatrizes. Que maldade... E, por fim, o Jovem é um despachante de mais de 80 anos que trabalha há mais ou menos meio século no aeroporto.

ADELISA MARIA SILVA

Seria bom que alguém criasse um glossário com os apelidos mais criativos. Ivan, que tal você assumir essa tarefa de juntar os apelidos brasileiros mais bacanas? Gosto deles, pois de modo geral não têm origem nem demandam direitos autorais. Mostram a criatividade de um grupo ou de uma região. Eu tinha um amigo muito feio conhecido como Saparuga, mistura de sapo com tartaruga.

PAULO CEZAR NOGUEIRA

Há mais de uma década, devido a um erro do meu marido na declaração de seu imposto de renda, meu CPF foi cancelado. Fui tantas vezes à Receita Federal que o rapaz do estacionamento sugeriu que eu pagasse por mês. Quando, enfim, o correio entregou o documento, em vez de Marcia estava escrito Sircia. Pronto, ganhei meu apelido! Até hoje, quando faço alguma besteira, falam “Lá vem! Eh, Sircia”.

MARCIA ESTRADA

Lendo a crônica, lembrei da minha cunhada, que tem o apelido de Fifa. Ninguém sabe o porquê nem quem o colocou, mas pegou de tal maneira que poucas pessoas sabem o seu nome verdadeiro, Maria Joana.

CLAUDETE ESTEVES

Dei gostosas risadas com os apelidos. O seu jeito de escrever, que parece um rastilho de pólvora colorido, confere ainda mais graça à irreverência da titulação dada às vítimas do gracejo, em geral, indesejado.

WLADIMIR GANZELEVITCH

 

Copa

Muito tem se falado sobre a injeção de recursos e investimentos em razão da Copa do Mundo no Brasil (“Para eles, 2014 começou”, 31 de outubro). Seria mais do que pertinente VEJA SÃO PAULO trazer para nós, paulistanos, um outro levantamento, o de quanto perderemos devido ao caos urbano, aliado à falta de mobilidade nos dias de jogos e à abrupta queda de produtividade das empresas. Quem pagará essa conta?

ROBERTO MEIR

 

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Fonte: VEJA SÃO PAULO