A Opinião do Leitor

As cartas da edição 2309

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Ariel - Capa
Ariel Goldenberg, protagonista do longa Colegas. (Foto: Veja São Paulo)

ASSUNTOS MAIS COMENTADOS:

Perfil (capa): 23%

Matthew Shirts: 21%

Ivan Angelo: 18%

Educação: 15%

Outros: 23%

 

Perfil

Parabenizo VEJA SÃO PAULO pela excelente reportagem de capa da última edição (“Vem, Sean Penn, vem!”, 20 de fevereiro). Tive o privilégio de conviver por mais de trinta anos com minha tia, que era portadora da síndrome de Down e nos deixou já há alguns anos. Aprendi o que é o amor incondicional e quanto é importante sua propagação nas famílias. Eu e minha irmã sempre tratamos minha tia como devia ser tratada. Ela foi a bailes de formatura, restaurantes e teatros conosco e fazia tudo o que queria. Assim nos devolvia uma felicidade radiante.

Paulo Rogerio Lencioni

 

Todos nós devemos ter sonhos. Sem eles, a vida não faz sentido. Para alcançá-los, é preciso agir. Na caminhada para atingi-los, obstáculos certamente surgirão ao longo da jornada. Cabe a nós lutar para ultrapassá-los. O ator Ariel Goldenberg é um grande exemplo disso. Com muito trabalho e dedicação, ele está conquistando seu espaço e seus sonhos. E a campanha para trazer Sean Penn, além de ter um bom motivo, é uma prova de que não devemos baixar a cabeça diante das dificuldades. Os limites aparecem em nossa mente, em nossos preconceitos e em nossas ações, ou, melhor dizendo, em nossa falta de ação.

Wagner Guardia

 

Atuei durante alguns anos como neurologista em escolas para crianças excepcionais, a maioria portadora da síndrome de Down. Seu desenvolvimento emocional chamava atenção. Eram todas meigas e isentas de qualquer traço de maldade. Geneticamente, são uns anjos.

Henrique Ivamoto

 

Parabéns à repórter Júlia Gouveia e à equipe da revista pela excelente reportagem sobre o filme Colegas. Durante oito anos, Marcelo Galvão e sua equipe batalharam para conseguir levar às telas uma história sobre os sonhos de três jovens com síndrome de Down. Hoje, receber a Vejinha e ver na capa da edição um dos protastagonistas do filme, o ator Ariel Goldenberg, mostra quão longe todos esses profissionais, merecidamente, chegaram. E mais: quão alto qualquer ser humano é capaz de voar.

Mara Gabrili, deputada federal

 

Para nós, humanos, um filho é muito mais do que a perpetuação da espécie, um portador do DNA. É talvez uma reedição nossa, um legado que esperamos que a cada geração venha em versões mais aperfeiçoadas. Quando isso não acontece, seja por motivos genéticos, seja por quaisquer outras circunstâncias, até por um excesso de idealização, há uma sensação de dor avassaladora, uma verdadeira ferida narcísica. O processo de reparação consiste em uma elaboração interior, por assim dizer, em uma digestão emocional. Parece-me que foi assim que aconteceu com a família Goldenberg. Após uma dura realidade inicial, os pais de Ariel foram capazes de perceberas verdadeiras necessidades do filho, ofertando-lhe as ferramentas adequadas para melhor explorar o seu potencial.

Mariana Minerbo

 

Educação

Errar é humano, mas persistir no erro é burrice (“A bomba está voltando”, 20 de fevereiro). Antes tarde do que nunca, resolveram acabar com esse absurdo. Melhor ainda será quando as crianças puderem ser reprovadas em qualquer ano. Com isso, o poder voltará aos professores — e as responsabilidades também. Os profissionais não ligam se seus alunos aprendem ou não, porque eles serão empurrados pelo sistema. Agora, os alunos serão obrigados a aprender e os professores, a ensinar. É claro que os pais também precisam fazer a sua parte.

Pedro dos Santos

 

A progressão continuada não é oproblema. O problema é a qualidadeda escola. Espero que o secretário Cesar Callegari fique atento a isso.

Danilo Vicente

 

Comida

Que absurdo esse senhor fabricar linguiças de javali e capivara (“Receita caseira”, 20 de fevereiro). Achei absolutamente lamentável. É impressionante como o mundo parece involuir. Quem come isso? Que dó dos pobres animais.

Sônia Pirrongeli

 

Terraço Paulistano

Acompanho a trajetória desses garotos do conjunto KLB desde a adolescência, no bairro de Santo Amaro, na Zona Sul. Confesso minha indignação e decepção emrelação à nota “A gravata me sufoca” (13 de fevereiro). A partir do momento em que alguém se candidata a um cargo desses e vai gastar dinheiro público, deveria ter uma proposta, um projeto pronto pelo qual vai lutar. Leandro ainda não sabe se vai ser mais um a defender animais ou crianças. E terá dezesseis assessores que trabalharão por ele no Legislativo. Por que não abraça a causa das drogas? Ou então opta por rever a questão da carga tributária? Dá muito trabalho?

Monica Bilton

 

Matthew Shirts

Sou assíduo leitor de VEJA SÃO PAULO. Finalizo minha leitura como artigo de Matthew Shirts, isso quando não começo por ele, pois admiro muito suas observações. Senti-me homenageado com a coluna “Um americano na canoa” (20 de fevereiro). Sou proprietário de uma panificadora e diretor do Sindicato de Padarias de São Paulo. Fico muito feliz ao ver que esses estabelecimentos fazem parte da vida de tantas pessoas, seja em um simples café, seja em grandes debates filosóficos sobre diversos assuntos.

Eduardo Machado

 

Agora eu sei por que o sanduíche se chama assim. Aliás, Matthew, também faz tempo que não vejo alguém pedir um americano, não só em uma padaria, mas em qualquer tipo de estabelecimento.

Edson Messias

 

Achei bacana a crônica publicada na última edição. Sou filho de nordestinos e me criei na Baixada Santista. Sempre gostei das nossas padocas, normalmente gerenciadas por portugueses. Concordo que não há nada mais gostoso que iniciar o dia com um pãozinho francês bem quentinho. Se tiver mortadela então, nem se fala. Estava há uns cinco anos em Caruaru (PE) quando em um domingo de manhã saí para comprar pão. Seguindo informações, procurei no bairro vizinho uma padoca que, apesar de estar com as portas fechadas, tinha um segurança que fornecia pães feitos na noite de sábado aos poucos consumidores dominicais. Isso nos mostra a diversidade deste país.

Cicero Luiz dos Santos

 

Que prazer ler um texto tão gostoso e, de quebra, aprender o porquê do nome pão francês. Fico esperando que você comente o que aprontou no Carnaval.

Stela Marxen

 

Hello, Matthew! Seu artigo me levou a velhos tempos, quando eu estudava à noite e tinha de jantar nos intervalos. O dinheiro dava para uma deliciosa canja, que eu reforçava com grandes porções de queijo ralado. Tudo sob o olhar inquisitivo do garçom do Bar Viaduto, que acabou se tornando cúmplice e me fornecia duas tigelas de queijo. Às vezes, porém, eu arriscava um americano na canoa com ovo frito. Era uma delícia! Lembrei-me de bons tempos.

Roberto Zaki Dib

 

Caro Matthew, gosto de sua forma fácil e direta de escrever. O texto da última Vejinha sobre o pãozinho é muito peculiar para nós, santistas. Na cidade, chamamos o pãozinho de “média”. Temos também uma iguaria da culinária local, o pão de cará,que só existe aqui, o porquê eu não sei. Continue com seus textos gostosos de ler.

Rogério Gomes

 

Ivan Angelo

Foram fantásticas as palavras do artigo “Somos todos vítimas” (13 de fevereiro) para a consciência e para a vida.

Juliana Vieira

 

Emocionaram-me a qualidade, a clareza e a humanidade do texto “Somos todos vítimas”. Sempre houve na história da humanidade injustiças sociais, famílias desestruturadas, fracassos pessoais, fugas, secas, prisões, doenças, loucuras, entre outras catástrofes. Porém, nunca antes vimos esses bandos de zumbis assim aglomerados, drogando-se, por não saberem como dar jeito no que não tem jeito, a vida. Onde estavam essas pessoas todas antes do crack? Como lidavam com a dor e as frustrações? Será que sempre foram tantas e nunca notamos?

Eloisa Hashimoto

 

Junto-me aqui a Claudia Viero Nora, que fez um comentário na seção Opinião do Leitor sobre o viaduto Jabaquara. Realmente, é cada vez maior o número de pessoas que vivem embaixo dele. O perigo de um acidente aparece tanto para eles quanto para quem passa por lá. O que podemos fazer para acabar com isso?

Marizilda do Nascimento

 

Ivan, no domingo, logo de manhã, ao ler sua crônica na Vejinha, além da apreciação habitual em relação ao que você escreve, fui tocado pela possibilidade de utilizar parte de seu texto como base para uma canção. É, uma letra de uma canção. Já comecei a dar tratos à bola para compor a música!

Paulo Santos

 

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Fonte: VEJA SÃO PAULO