A Opinião do Leitor

As cartas da edição 2306

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O desespero pela recuperação
O desespero pela recuperação (Foto: VEJA SÃO PAULO)

ASSUNTOS MAIS COMENTADOS

Crack (capa): 41%

Pit bull: 15%

Ivan Angelo: 11%

Mistérios da Cidade: 7%

Outros: 26%

 

Crack

Seja por meio dos “românticos do crack”, como cita a reportagem “Retratos do desespero” (30 de janeiro), seja por intermédio de pessoas com outros lamentáveis interesses (líderes comunitários, padres de passeata, donos de ONG, e por aí vai), não há providência adotada pelos governos que não dê origem aos protestos de sempre: “Isso não funciona”, “está tudo errado”. É indiscutível a complexidade do problema das drogas e, acima de tudo, das cracolândias — assim, no plural, pois não se trata apenas daquela localizada na Luz. Cumprimento a revista pela honestidade. É estranho que raramente haja alguém se manifestando de forma minimamente construtiva nesses momentos e seja capaz de ir além de seu protesto oportunista, de dizer objetivamente o que está errado e que caminho alternativo propõe.

José Carlos Carvalho

 

A reportagem sobre o desespero de familiares em busca de tratamento para seus parentes viciados em drogas foi muito além de apenas retratar o começo desse novo programa de internação. Mostra quão graves são os efeitos das drogas nas famílias e que de fato estamos diante de um câncer na sociedade, que deve ser tratado seriamente. Assim como no caso de uma doença, o importante não é somente remediar, mas prevenir. É na base dos lares que esse problema precisa ser atacado.

Wagner Fernandes Guardia

 

A saúde é uma questão tão complexa que as propostas públicas não podem ser feitas de forma isolada ou partidária. Governos, políticos e iniciativa privada devem se unir, pois, quando o tema é tratado sob o palanque, não só o povo é prejudicado como são ofendidos milhares de profissionais dedicados a salvar vidas.

Eduardo Kamei Yukisaki

 

Pit bull

Cães perigosos, como os das raças pitbull e rottweiler, que põem em risco a família dos próprios donos, deveriam ser proibidos nas residências (“Fera ferida, bela enfurecida”, 30 de janeiro). São animais que não deveriam conviver no ambiente humano. Vereadores e deputados, pensem a respeito.

Mauro Asperti

 

Vivemos numa sociedade na qual se pensa pouquíssimo naqueles ao nosso redor. E em que cães ferozes, motores potentes e objetos reluzentes substituíram os valores mais verdadeiros.

Mariana Minerbo

 

Mistérios da Cidade

Na nota “Arco-íris automotivo”, fiquei indignada com o poder público paulistano (Mistérios da Cidade, 30 de janeiro). Por que precisa haver placa diferenciada para prefeito e presidente da Câmara se já existe a “oficial”?

Sirley Fraga

 

Regina Manssur

Como pode, em pleno século XXI, alguém achar legal ser perua e aparecer num programa chamado Mulheres Ricas (“A perua que faltava”, 30 de janeiro)? O pior de tudo é Regina Manssur confessar que tem quarenta casacos de pele e gosta de levar seus bichinhos para passear no frio quatro vezes por ano. Isso corrói a imagem das mulheres de bem. Por que ela não vai ajudar as pessoas mais pobres, ser advogada dos carentes?

Sônia Pirrongelli

 

Ivan Angelo

Acabo de ler seu artigo e não consigo parar de rir (“Pequenas esquisitices”, 30 de janeiro). Tenho amigos e familiares que se enquadram na crônica, e eu me incluo: também sou possuidor dessas pequenas grandes esquisitices.

Victor Hotz

 

Especial

O tópico “Massacre no cinema” (“Sabe onde aconteceu? Logo ali”, 23 de janeiro) me causou uma triste lembrança, lamentavelmente atualizada pela tragédia da boate de Santa Maria. Minha família morava perto do Cine Oberdan, no Brás, e eu costumava ir às matinês das tardes de domingo com meus irmãos. Naquele fatídico 10 de abril de1938, quis o destino que não fôssemos lá porque papai se esquecera de deixar o dinheiro dos ingressos. Escapamos do pânico causado pelo grito de “fogo!”, alarme falso que resultou na morte de trinta crianças pisoteadas, entre as quais alguns amigos de escola.

Nadir Chuahy

 

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Fonte: VEJA SÃO PAULO