A Opinião do Leitor

Cartas da edição 2415

Por: Veja São Paulo

O bairro da Confusão - edição 2414
(Foto: VEJA SÃO PAULO)

Vila Madalena

Os excessos só escancararam a péssima qualidade de vida dos moradores do bairro (Carnaval do Terror, 25 de fevereiro). Um dos conceitos jurídicos distantes da percepção do homem médio brasileiro diz que nossa liberdade se encerra no limite da liberdade alheia. Somente com essa compreensão solidária é possível viver em sociedade. Aqui, as vítimas não dormem. Teriam os agressores a mínima ideia do que representa o sono para o equilíbrio psicológico das pessoas? E nem sou morador do bairro. Amadeu Garrido de Paula

O que ocorreu na região reflete bem o caos governamental em que tanto São Paulo quanto o Brasil se encontram. Porque o povo vai ser educado se não tem exemplo de cima? Pérola Rawet Heilberg

Há alguns anos estão colocando a classe menos favorecida contra a “elite branca”. Agora chegou a vez da Vila Madalena, um bairro nobre de São Paulo, outrora sossegado e aprazível para morar. Com tantos locais apropriados para foliões, por que eles se concentram ali? Não há como conviver pacificamente com todo esse barulho. Pagar alto imposto por metro quadrado e ver seu imóvel desvalorizar-se deixa qualquer morador com vontade de abandonar tudo e ir embora. Mirna Machado

Essa verdadeira baderna popular apenas retrata o estágio de educação e civilidade do nosso país. É um atraso lamentável. A situação é mais do que caótica. Rodrigo Helfstein

Sou morador da Vila Madalena há mais de dez anos e sempre gostei do lugar em razão de suas galerias, bares, restaurantes descolados e pessoas interessantes. O bairro já foi considerado o Soho paulistano e inclusive retratado em novelas. A região não é vítima do sucesso, mas da incompetência desta prefeitura. Qualquer gestor com mínima capacidade de avaliação conclui que o local não comporta um evento como esse. E não adianta dizer que os organizadores foram pegos de surpresa, pois já o bairro havia se tornado um caos durante a Copa do Mundo. Roberto Musto

A bagunça na Vila Madalena é o espelho de uma cidade abandonada por suas autoridades. Nosso prefeito é uma tragédia e nossos vereadores estão mais preocupados com outras coisas. Um exemplo: abro o jornal no domingo e leio que há um projeto na Câmara Municipal que propõe mudar o nome da Rua Turiaçu, no trecho onde está o estádio do Palmeiras, para Rua Palestra Itália. No mesmo periódico, leio que o Largo da Matriz da Freguesia do Ó é tomado todos os fins de semana por um “rolezinho” e que a igreja local cogita cancelar a missa das 18 horas. Esta é a cidade em que estamos vivendo. Alexandre Fontana

A revista informa com clareza a bagunça generalizada e a ausência do poder público em cercear esse circo de horrores que se forma na Vila Madalena em eventos grandes como o Carnaval. A maioria dos moradores não aprova essas manifestações por causa da falta de civilidade, das depredações e do lixo acumulado. Grande parte das pessoas quer apenas promover arruaça no quintal dos outros. Eduardo Pereira

As pessoas precisam entender que o direito de um termina quando começa o de outro. Esta sociedade em que vivemos hoje em dia é a absoluta imagem da falta de ética, respeito e caráter. Um exemplo dos nossos atuais governantes. José Renato Nascimento

Parabéns pela matéria de capa. O Carnaval na Vila Madalena sempre foi realizado sem problemas. A partir do momento em que nosso prefeito “moderninho” resolveu interferir, aconteceu toda a confusão que vimos na matéria. O carnaval de rua é interessante desde que feito com segurança e planejamento, em locais abertos, amplos e sem vocação residencial. Andrea Matarazzo, vereador e líder do PSDB na Câmara Municipal

Cracolândia

Os viciados em crack perderam seus valores, sua vida (Filial da Cracolândia, 25 de fevereiro). Estamos diante de cenas de horror, degradantes e humilhantes. Não é caso de polícia, mas sim de saúde pública. Uma situação que nunca mereceu a devida atenção da sociedade, nem da prefeitura nem dos governos. É preciso que os três poderes se unam, mudem as leis, com tratamento e internação compulsória, para dar uma nova chance a essas pessoas. Mauro Asperti

› Ciclovias

A Suvinil entende como inoportuna a associação de sua marca ao tema tratado na reportagem (“As ciclovias na mira da Justiça”, 18 de fevereiro). A empresa apoia projetos de melhora de mobilida e já contribuiu com diversas ações de valorização do município por meio do projeto Scam (Suvinil Cor, Arquitetura & Memória), que realizou intervenções em patrimônios históricos como o Pátio do Colégio, a Igreja Nossa Senhora Achiropita, o Masp e os Arcos do Jânio. Eduardo Castro, gerente de marketing da Suvinil

Comida

Recentemente passei por Salvador e pude comprovar que lá não se comem só vatapá, caruru, moquecas e acarajé (Os ceviches campeões da cidade, 25 de fevereiro). Tive o prazer de conhecer dois incríveis restaurantes japoneses que oferecem ótimos ceviches, perfeitos no sabor e na textura. Além de prezarem a qualidade e a quantidade,os estabelecimentos permitem que você se sinta à vontade, graças ao atendimento com educação e cordialidade. Pietra Torres Candelaria

Ivan Angelo

Delicada e sensível, a crônica nos leva a uma viagem a um tempo em que, ainda ingênuos, nos deixamos arrebatar pelo embevecimento, semente primeira do amor maduro (Amores escolares, 25 de fevereiro). Lindo texto. Nancy Casagrande

Maravilhosa crônica. Que gostoso passear o olhar sobre suas palavras e voltar a um tempo que existe apenas em nosso coração e memória afetiva. Dagmar Barros

Mesmo hotéis totalmente caídos devem ter histórias mais interessantes e menos ofensivas à moral e aos bons costumes (“Hotéis meio caídos”, 11 de fevereiro). Não sou de invadir a privacidade alheia, mas há um ponto que me causou dúvida e gostaria de esclarecer. Talvez o solícito recepcionista do Hotel Earle tenha mencionado a você: Bob Dylan só namorava Joan Baez para dividir o hotel ou simplesmente nada pagar? José Roberto jimenez Costa

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Fonte: VEJA SÃO PAULO