A Opinião do Leitor

Cartas da edição 2370

Por: Redação VEJA SÃO PAULO

Rachel Sheherazade
Jornalista polêmica (Foto: VEJA SÃO PAULO)

› Perfil

Opinião submetida a censura é, em última análise, um retrocesso ao absolutismo e à tirania (“Sou dura na queda”, 23 de abril). Luigo Lopes Boavista

Adorei a reportagem sobre a apresentadora Sheherazade. Não tinha tido ainda a oportunidade de assistir a algum programa seu, mas agora ela ganhou uma fã. É muito bom saber que ainda existe gente com coragem para defender sem papas na língua a opinião de grande parcela da população. Vanda Bernacchi

Com linguagem clara e objetiva, Rachel Sheherazade dá voz a uma maioria silenciosa de milhões de brasileiros. Sua capacidade de síntese e de ir direto ao cerne da questão incomoda um pequeno e barulhento grupo que acredita ser a democracia apenas o amplo direito de concordar com eles. Gente cujo dicionário confunde compreensível com admissível dolosamente. Que segue uma cartilha de dois pesos e duas medidas e a bússola das próprias conveniências. Arautos da igualdade desigual. Gente que envergonha o Congresso, onde pessoas dignas e corajosas como a Rachel deveriam estar. Somos obrigados a respeitar sua decisão, e, ao menos por enquanto, para o bem de todos os brasileiros, resta torcer para que essa abominável quarentena seja breve, que seus comentários tão lúcidos e pertinentes voltem o mais rápido possível, como prometido. Estejamos todos atentos, a liberdade de expressão dessa jovem e corajosa senhora é a liberdade de todos nós, brasileiros. Antonio Cavalcanti da Matta Ribeiro

Liberdade de expressão é o direito de manifestar livremente opiniões, ideias e pensamentos sobre os mais variados assuntos. Como é possível uma emissora da estirpe do SBT sucumbir ao poder do dinheiro de um determinado grupo político e reter, de certa forma, um talento do nível dessa jornalista? Marcos Daniel Pinto

Nos anos 80, o SBT surpreendeu e inovou ao trazer um jornalista da mídia impressa para ancorar um telejornal. Fazer comentários e dar opinião contrária em algumas matérias transformaram o bordão “É uma vergonha” numa marca. Depois de mudanças ao longo do tempo, nos anos 2000 o SBT volta a investir em jornalismo e põe em sua bancada dois grandes jornalistas que expressam opinião de forma imparcial, tendo em vista um dos princípios do jornalismo: servir à sociedade. Contudo, agindo como um órgão regulador, a diretoria da emissora, sob a alegação de preservar a jornalista, proíbe seus profissionais de expressar opiniões. Numa época em que faltam inovação, criatividade e ousadia na televisão, podar jornalistas é um retrocesso. Pior ainda é saber que o exercício responsável da imprensa livre é altamente prejudicado, privando a sociedade de poder refletir e formar opiniões e ideias sobre diferentes temas. Wagner Guardia

› Copa

Por que será que não me surpreendi ao ler que alunos do Vera Cruz fizeram arrastão na banca de jornal (“Na cola das figurinhas”, 23 de abril.)? Perola Rawet Heilberg

› Matthew Shirts

Espero que seus conterrâneos venham para ver futebol e não soccer! Serão muito bem-vindos por aqui. Afinal, quando vamos para a Flórida ou Nova York somos muito bem recebidos por lá (“A invasão americana”, 23 de abril). Paula Bogar Sylvestre

Penso que a transformação que os americanos sofreram em relação ao gosto pelo futebol passou, com certeza, pela ida do Pelé àquele país, fato não mencionado na sua última crônica. Sergio Di Sevo

› Teatro

Como é possível classificarem o musical Jesus Cristo Superstar com quatro estrelas? Faltam cenários, faltam figurinos, a orquestra sobrepõe-se à voz dos atores, o texto tem lapsos etc. Apesar da boa interpretação dos protagonistas, o espetáculo é muito pobre. Antonio Joaquim Dias Sousa

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Fonte: VEJA SÃO PAULO