Administração

Haddad regulamenta Carnaval de rua em São Paulo

Decreto publicado no Diário Oficial proíbe que cordas e abadás separem foliões

Por: Redação VEJASÃOPAULO.COM - Atualizado em

bloco carnaval jegue eletrico
Bloco Jegue Elétrico desfilou nas ruas da Vila Madalena e na Praça Roosevelt em 2013 (Foto: Cida Mazão/Divulgação)

A prefeitura de São Paulo publicou nesta quinta-feira (6) o decreto que regulamenta o Carnaval de rua em São Paulo. No texto, a festa é tratada como uma manifestação voluntária, sem hierarquias e sem competições. O uso de cordas ou abadás que separam os foliões estão proibidos. Já as camisetas que apenas identificam quem faz parte da organização, estão liberadas.

 

Onze secretarias devem trabalhar juntas para garantir segurança, limpeza e conforto aos foliões e aos demais cidadãos. Caberá à SPTuris, que já organiza o Carnaval do Anhembi, a coordenação operacional da festa, a produção do evento e a publicação de um guia do Carnaval de rua, com as diretrizes para os blocos.

Na última semana, a Secretaria de Cultura lançou um site para cadastrar os blocos e determinar as necessidades e dimensões de cada um. O cadastro pode ser feito até sexta-feira (7/1), pela página www.carnavalderuadesaopaulo.com.br.

O decreto regulamenta também a possibilidade de captação de patrocínios tanto pela administração, quanto pelos blocos, que terão autonomia para buscar parceiros. A prefeitura se compromete a colaborar com os blocos que não têm nenhum tipo de financiamento, levando em consideração a necessidade de cada um, o número de foliões esperados e seu histórico, entre outras informações.

Histórico

Antes renegado e, em alguns casos, proibido pela gestão de Gilberto Kassab, o carnaval já foi tratado em 2013 como assunto da Secretaria de Cultura. Durante o ano, o secretário Juca Ferreira se encontrou com representantes de vários blocos e, em novembro, foi organizado um seminário para discutir o assunto.

Por três dias, profissionais que trabalham nos carnavais mais famosos do país, como Recife, Rio de Janeiro e Salvador, falaram sobre suas experiências. Representantes de blocos e pesquisadores também participaram dos encontros. De acordo com a Secretaria de Cultura, o documento elaborado pela administração será baseado no que foi discutido no seminário.

Fonte: VEJA SÃO PAULO