Cidade

Carnaval na Vila Madalena deixa rastro de brigas, bagunça e sujeira

Festa no feriado, com direito a confronto entre PMs e foliões, é o mais recente exemplo dos efeitos colaterais da fama do bairro de ser o ponto mais badalado da capital

Por: VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

Carnaval Vila Madalena
Esquina das ruas Fidalga e Aspicuelta, na terça (17): soldados usaram bombas de efeito moral para dispersar a multidão (Foto: Avener Prado)

Do ponto de vista dos foliões que tomaram as ruas de São Paulo, o Carnaval 2015 foi inesquecível. Um número recorde de 300 blocos desfilou pela cidade, arrastando um público estimado em 1,5 milhão de pessoas. Parte considerável da festa se concentrou na Vila Madalena, por onde passaram quase quatro dezenas de cordões. Outros três estão programados para desfilar pelas vias do bairro neste fim de semana (dois no sábado e um no domingo). De acordo com a prefeitura, a festa na capital teve uma taxa de aprovação bastante satisfatória. Segundo pesquisa divulgada pelo governo municipal na última quarta (18), 40% das 1 000 pessoas ouvidas deixaram de viajar para curtir a farra por aqui e cerca de 90% aprovaram o trabalho de limpeza e o esquema de segurança do evento.

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bloco casa comigo carnaval
Passagem do bloco Casa Comigo: o bairro recebeu um total de 37 cordões (Foto: Ricardo D'Angelo)

Para os moradores e comerciantes da Vila Madalena, o Carnaval deste ano também entrará para a história, mas por motivos bem distintos. Alguns dias depois do feriado, muitas das ruas do pedaço viviam o clima de rescaldo de uma batalha, com cheiro de urina e lixo acumulado nas calçadas. Espantada com os acontecimentos dos últimos dias, a população local parecia competir para ver quem tinha a memória mais dramática da baderna que tomou conta do bairro e bateu recordes de desrespeito e falta de civilidade. “Parecia cenário de filme de terror, coisa de zumbi”, descreve Sandro Oliveira, dono do hostel Giramondo, na Rua Girassol. O empresário passou quatro noites em claro para espantar os baderneiros que tentavam usar a porta do estabelecimento como mictório ou motel.

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Mas houve situações bem piores. O advogado Wellington Ribeiro da Silva terá de reformar o imóvel que administra há 54 anos na Rua Fidalga. O sobrado está desocupado desde dezembro, com uma placa de “aluga-se”. Foi um sinal para que vândalos, durante a folia, ocupassem o lugar, pichassem as paredes e usassem todos os cômodos como banheiro público. Morador da região há quinze anos, o designer Tom Green quase trocou socos na sexta (13) ao discutir com foliões que faziam algazarra altas horas da noite em frente à sua casa. “Entortaram as grades da janela, picharam as paredes e detonaram meu investimento recente de 5 000 reais em pintura”, diz Green.

Carnaval Vila Madalena
Foliões urinam na rua: os banheiros químicos não foram sufi cientes (Foto: Ricardo D'Angelo)

Nos horários de pico, calcula-se que havia por lá uma concentração de cerca de 150 000 pessoas. O cordão humano chegava a tomar cinco quarteirões, tendo como foco principal o cruzamento entre as ruas Aspicuelta e Fidalga. Até um “trenzinho de drogas” circulou em meio à multidão, vendendo maconha, cocaína, lança-perfume e LSD. Além de sambas e marchinhas, ouviam-se por lá as batidas de funk no estilo “pancadão” saídas de alto-falantes de carros estacionados. O auge da confusão ocorreu na madrugada da terça (17), quando a PM tentava encerrar a festa. Alguns foliões passaram a atirar garrafas e pedras nos soldados, que reagiram com bombas de gás lacrimogêneo. “Nunca vi nada parecido na história da Vila Madalena”, es pantase Fernanda Cataldi, coordenadora da Pérola Negra, tradicional escola de samba do bairro. Ela foi ferida no tornozelo esquerdo pelos estilhaços de uma das bombas de efeito moral.

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Carnaval Vila Madalena
Limpeza das calçadas: a prefeitura recolheu quase 30 toneladas de lixo (Foto: Avener Prado)

Os bares e restaurantes, que representam os principais atrativos do bairro, contabilizaram uma série de prejuízos. Há por ali cerca de 100 estabelecimentos do tipo. “Para evitarem vandalismo e confusão, muitos decidiram baixar as portas no feriado”, diz Percival Maricato, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SP). Quem tentou trabalhar sofreu com a confusão. “A maioria consome batidas em garrafas PET, traz bebidas de casa ou as compra de ambulantes e só procura os bares para ir ao banheiro”, conta Elton Altman, sócio dos bares Filial, Genial, Genésio e Mundial, todos na Vila Madalena. Segundo estimativas da Abrasel-SP, a perda de movimento durante os dias de folia superou 80%.

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O mais espantoso de tudo é que, desde o ano passado, com base em problemas já ocorridos por lá nos carnavais recentes, a prefeitura vinha prometendo um evento com melhor infraestrutura e organização. Seria uma forma de minimizar os transtornos em um bairro ainda eminentemente residencial (calcula-se que apenas 40% dos endereços da região sejam comerciais). Entre outras medidas, estabeleceu-se um horário- limite para a passagem de blocos (22 horas), houve cadastramento de ambulantes, proibição de venda de bebidas em garrafas de vidro, diminuição do número de blocos no bairro e reforço na quantidade de banheiros químicos (222 no período do Carnaval, o dobro do número de 2014). “Mas não esperávamos tanta gente”, reconhece Angelo Filardo, subprefeito de Pinheiros e um dos responsáveis por organizar o evento na Vila Madalena.

Carnaval Vila Madalena
Namoro na esquina: cerca de 150 000 pessoas nos horários de pico (Foto: Avener Prado)

De acordo com os cálculos do governo municipal, cada cordão deveria atrair uma média de 1 000 pessoas. Na previsão oficial, elas iriam para casa depois da passagem dos grupos ou se concentrariam no Largo da Batata, onde foi criada uma estrutura que contava com uma série de shows agendados destinada aos foliões que desejassem estender a farra. Faltou combinar com a multidão, que preferiu ficar nas ruas da Vila Madalena. “As pessoas são atraídas para lá devido ao charme do bairro”, entende Nabil Bonduk, secretário municipal de Cultura. “É preciso haver uma descentralização para não penalizar de novo essa área.”

Responsável pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, Alexandre de Moraes acredita que o Carnaval da Vila precisa seguir o padrão de eventos grandes, como a Fórmula 1. “Nossa sugestão é delimitar um perímetro, bloquear os acessos, fazer cadastro de moradores e deixar entrar um número limitado de pessoas”, entende. Segundo ele, adotando uma estrutura e regras mais definidas, seria possível aumentar a fiscalização, o que evitaria a entrada de foliões portando garrafas de vidro, de ambulantes não cadastrados e de caixas de som, e até mesmo reduziria a venda e o consumo de drogas. Entre os dias 13 e 18, a secretaria contabilizou 33 prisões no bairro. Desse total, 27 ocorreram em consequência de porte de drogas.

tom green vila madalena carnaval
Tom Green com estilhaços da fachada de casa: a depredação foi gravada em vídeo (Foto: Fernado Moraes)

Uma balbúrdia semelhante tomou conta da região durante a Copa do Mundo. Aproximadamente 50 000 pessoas escolheram os bares do local para celebrar os jogos do Brasil. “Desde aquela época, só é possível dormir tranquilamente aqui entre segunda e terça”, reclama a neuropsicóloga Cristine Franco Alves, moradora da Rua Fidalga. Prevendo as tradicionais dores de cabeça em fevereiro, ela se refugiou no último Carnaval na casa da mãe, no bairro do Jaguaré. “Aproveitei e aluguei um imóvel por lá também”, diz Cristine. A residência dela na Vila Madalena foi comprada por sua avó, em 1943, e se manteve na família a cada geração. “É uma pena, mas, por causa desse cenário, precisarei deixar o imóvel fechado”, completa.

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Outro efeito colateral da badalação em torno do pedaço ocorre na área do mercado imobiliário. “Esses excessos provocaram dificuldade para locação na região, e hoje há um grande número de imóveis vagos”, lamenta o corretor de imóveis Rogério Albertini. “De uns tempos para cá, é quase impossível fechar negócio no primeiro trimestre do ano.” O Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) aponta queda de 20% nos preços de locação no último ano naquela área. Em sua maior parte, são as construções mais antigas — entre elas, os velhos e charmosos sobrados, espécie de marca registrada da Vila — que vão ficando vazias. Elas acabam dando lugar a prédios modernos. Entre 2012 e 2014, o número de lançamentos de apartamentos residenciais triplicou no bairro (de 42 para 128). O preço atual do metro quadrado (9 800 reais) está entre os dez mais altos da capital. Supera o de outras regiões nobres como Moema e Higienópolis.

Carnaval Vila Madalena
Cassio Calazans, presidente da Sociedade Amigos da Vila Madalena: a associação montou central para monitorar o bairro (Foto: Fernando Moraes)

Um dos empreendimentos em construção na Vila é o Mix 422, da Idea!Zarvos. O projeto saiu da prancheta do badalado arquiteto Isay Weinfeld. O negócio desagrada não só por ser outro espigão tomando o lugar das antigas casinhas, mas também por sua forma: é todo cinza e ocupa uma parte do quarteirão formado pelas ruas Fidalga, Aspicuelta e Fradique Coutinho. Para os moradores do pedaço, o Mix 422 é um dos símbolos da descaracterização arquitetônica da Vila. “Bloquearam o céu com um paredão horroroso”, critica Antônio de Vilares, dono do restaurante São Jorge, que fica nas redondezas. Mesmo com a resistência, os habitantes terão de se preparar para mais mudanças. Isso porque o novo Plano Diretor deliberou a construção de prédios altos, com mais de oito andares, principalmente no entorno das estações Vila Madalena e Fradique Coutinho do metrô. “As empreiteiras já estão sondando os donos de casas com terrenos grandes”, conta Robson Alevis, morador da Rua Harmonia.

Vila Madelena 1951
Procissão pela Rua Girassol, em 1951: o bairro foi considerado periferia até a década de 40 (Foto: Reprodução)

O processo de urbanização da Vila começou há menos de 100 anos. No fim dos anos 60, os aluguéis baratos também seduziram hippies, o que fez com que o perfil do pedaço mudasse para sempre. O caráter boêmio consolidou-se na década seguinte, ainda que timidamente, com os primeiros e isolados bares. “Muitos moradores da Vila gostam da vida noturna agitada, mas acreditam que a situação está extrapolando”, diz Cassio Calazans, presidente da Sociedade Amigos de Vila Madalena (Savima) e morador do bairro há 57 anos. Desde junho, a associação tem se reunido com a subprefeitura para discutir os rumos do bairro e soluções para o problema. Nessa parceria, instalaram-se dez câmeras em pontos estratégicos para filmar e identificar os baderneiros. As imagens são enviadas à polícia. O plano é ampliar esse número para 180 aparelhos ao longo deste ano. “Não somos contra o Carnaval, mas não dá para abrigar 50 000 pessoas em um espaço que comporta no máximo 5 000”, completa Calazans. A resolução dessa questão é importante para a cidade não apenas pelo fato de a Vila ser um dos bairros mais queridos dos paulistanos. Envolve também a responsabilidade do poder público, principalmente da prefeitura, na organização de uma festa que não se transforme em um show de barbaridades.

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  • Carnes

    Rodeio - Shopping Iguatemi

    Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232, Jardim Paulistano

    Tel: (11) 2348 1112 ou (11) 2348 1111

    VejaSP
    2 avaliações

    Um dos endereços mais tradicionais da cidade, a matriz do Rodeio continua com o salão em clima de festa. A clientela aparece para saborear as boas carnes e praticar a arte de ver e ser vista. Na comissão de frente, estão as costelinhas de porco (R$ 48,00). O short rib (R$ 116,00) extraído do gado apelidado de wangus, uma mistura de wagyu com angus, vai à mesa com osso.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Pizzarias

    Bráz - Higienópolis

    Rua Sergipe, 406, Consolação

    Tel: (11) 3214 3337

    VejaSP
    8 avaliações

    Com cinco unidades na cidade, tornou-se uma das pizzarias favoritas dos paulistanos. Contam pontos para isso os ambientes de carona vintage, o atendimento cordial e a seleção de boas coberturas para a massa média e de bordas largas. Somam-se à versões clássicas, como a margherita (R$ 67,00), bem-vindas novidades. É o caso da imigrante, com embutido artesanal soppressata, tomate e mussarela de búfala (R$ 79,00). Antes, a berinjela gratinada (R$ 30,00), uma espécie de lasanha do vegetal com abobrinha e tomate, continua a pedida para começar a refeição. Na sobremesa prove o bolo de tiramisu (R$ 17,00), que costuma acabar cedo, peça para reservar.

    Preços checados em 3 de junho de 2016.

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  • Japoneses

    Izakayada

    Praça Carlos Gomes, 61, Liberdade

    VejaSP
    1 avaliação

    Bonequinhos da série Ultramen e um monstro Godzilla enfeitam as estantes feitas de caixotes do Izakayada, novo boteco de inspiração oriental. “Não é um izakaya metido, é mais tosqueira”, brinca o dono Renato Yada, que montou o lugar quase em frente à balada e casa de shows Cine Joia. A maioria dos assentos rodeia um balcão, atrás do qual o dono cuida de tudo: prepara as bebidas, lava os copos e serve os clientes com a ajuda de apenas uma cozinheira. Peça as boas costelinhas de porco marinadas em mel e laranja lambuzadas de molho tarê com uma dose de uísque. Chegam bem quentes após passarem pela churrasqueira e custam R$ 22,00. A receita foi adaptada de um tira-gosto do Mamma Road, bar de vida curta comandado por Yada na Avenida Sumaré entre 2012 e 2013. Ainda para petiscar, vá de kimchi (acelga fermentada na pimenta; R$ 14,00). A carta etílica, que poderia ser mais extensa, tem cervejas (Original, R$ 12,00 a garrafa de 600 mililitros), uísques e drinques de saquê. O bloody miwa (R$ 18,00), versão muito suave do clássico bloody mary, vem temperado com shoyu e wassabi.

    Preços checados em 10 de maio de 2016.

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  • Bar do Juarez está entre as quatro opções
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  • La Polenta

    Rua Agostinho Cantu, 47, Butantã

    Tel: (11) 3476 2002 ou (11) 98979 0800

    VejaSP
    2 avaliações

    Em vez da clássica sugestão italiana, foi um complemento — a carne de panela bem temperada — que deu origem ao La Polenta. Dono da receita e do food truck que estaciona no Butantan Food Park, Alex Abbud Righi costumava servir o músculo bovino aos funcionários do extinto Barteco, em Pinheiros, do qual era um dos sócios. Esse ensopado se tornou o principal acompanhamento da polenta cremosa feita com água, azeite, farinha de milho e sal. De tempero suave, custa R$ 15,00 e é finalizada com salsinha e parmesão ralado. O preço varia de acordo com a guarnição: ragu de linguiça, legumes (R$ 15,00 cada um) e cogumelos (R$ 20,00). No cardápio também se encontra a versão em palitos fritos, que é encomendada a um fornecedor. Servida numa tigela de isopor, custa R$ 10,00 a porção. Como o sucesso do food truck é grande, há um segundo caminhão rodando pela cidade desde o fim de dezembro.

     

    Preços checados em 16 de fevereiro de 2015.

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  • Em 2013, o grupo Teatro do Bardo levou ao palco um espetáculo com repertório recheado de canções da música popular brasileira. A peça em questão, Menino Lua, fez um encantador tributo a Luiz Gonzaga (1912-1989). Com direção e dramaturgia de Fernanda Maia, o musical Chovendo na Roseira repete a fórmula, mas desta vez sem homenagear um nome específico. Aqui, conta-se a história de Maria Laura, uma garotinha solitária que tem pais muito ocupados. Depois de se cansar de seus aparelhos eletrônicos, ela resolve se distrair no jardim. Durante o passeio cheio de fantasia, a menina faz novos amigos — o charmoso Sapo, a divertida Cigarra e a histérica Passarinha — e passa momentos divertidos. Com um fraco fio dramatúrgico, a peça compensa mesmo pela trilha sonora de qualidade. Entre as doze faixas muito bem interpretadas por três músicos junto do elenco, aparecem Águas de Março, de Tom Jobim, Azul, de Djavan, e A Cigarra, de Milton Nascimento. Estreou em 16/8/2014. Até 28/6/2015.
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  • O interesse pela iminente extinção de salinas levou o fotógrafo Ricardo Hantzschel a cidades fluminenses, onde, há cinco anos, ele iniciou o projeto cujo resultado pode ser visto em Sal, que ocupa o Instituto Tomie Ohtake. Sofrendo com a concorrência de métodos mais eficientes de extração do produto, os terrenos retratados estão com os dias contados. “Os mais otimistas acreditam que as salinas sobrevivam apenas por mais dez anos. As novas gerações não se interessam e a indústria não tem como pagar os salários”, diz o artista. Para ampliar as obras exibidas, Hantzschel resgatou um processo do início do século XX que usa papel com sal na revelação. O resultado são imagens amarronzadas que conferem uma sensação de antiguidade às fotos. Em algumas, o artista realizou intervenções com pincéis, fazendo com que as obras se assemelhassem à pintura e deixassem o gestual do fotógrafo mais evidente. Da seleção de trinta trabalhos, destacam-se os que realçam as linhas da paisagem árida ou alteram o cenário ao desaparecer com alguns elementos do fundo. São menos envolventes os retratos já bastante explorados das marcas que o tempo deixa na pele humana. Até 29/3/2015.
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  • O dramaturgo e diretor Elzemann Neves recorreu às metáforas do conto Josefina, a Cantora ou o Povo dos Ratos, do escritor checo Franz Kafka (1883-1924), para tratar de temas próximos da nossa realidade. Protagonizada por Inês Aranha, a comédia Josefina Canta faz uma crítica à indústria cultural e à influência dos meios de comunicação na formação de um ídolo. Na trama, uma cantora, que já conheceu dias de glória, vive esquecida. Com o apoio de uma criada (papel de Bia Toledo) e de um marqueteiro (o ator Germano Melo), ela tenta retomar a carreira, mesmo que sua voz hoje não passe de um chiado e sua postura não encontre identificação com o público. Neves abre mão do realismo para aumentar a abrangência de significados do espetáculo. O vigoroso e expressivo trio de atores, contudo, é o trunfo. Cada um deles constrói o personagem como se fosse uma imagem em movimento e transita entre o discurso político e as alegorias para dar sentido ao conflito da protagonista. Estreou em 16/1/2015. Até 29/3/2015.
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  • Além de protagonizar a comédia Raimunda, Raimunda, a atriz Regina Duarte assumiu a responsabilidade de sua direção, em 2012. Na época, era visível seu prazer no palco. Faltava, no entanto, uma unidade que desse ao  espetáculo um acabamento melhor. Com o drama A Volta para Casa, do romeno Matéi Visniec, Regina vive pela segunda vez o papel de diretora e, apoiada em um bom texto, consegue um resultado superior. Sem dúvida, a história é bastante pertinente e propõe, através de uma série de metáforas, uma refexão sobre as guerras sem delimitações geográficas. Três episódios são apresentados ao público, e, aos poucos, o realismo desaparece das situações. No primeiro, um jovem (o ator Rodrigo de Castro) aprende a prestar atenção em seus possíveis  inimigos sob a orientação de um soldado experiente (papel de Marcelo Galdino) e, na sequência, uma mulher (representada por Amazyles de Almeida) ensaia retornar à sua pátria. Por fim, o surrealismo domina a cena diante da batalha de um general para que os mortos sejam apresentados e triunfem em um desfile militar. Aqui, os dezesseis atores cruzam o palco incansavelmente, e a montagem alcança o lirismo. Com Majeca Angelucci, Eduardo Bodstein, Paulo Gabriel e outros. Estreou 31/10/2014. Até 31/7/2015.
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  • Apresentado em São Paulo na reta final de 2013, o monólogo tragicômico Cine_Monstro ganha nova oportunidade, desta vez com entrada franca no Itaú Cultural. Depois de montar In on It (2009) e A Primeira Vista (2012), o diretor e aqui também ator Enrique Diaz mergulhou pela terceira vez na dramaturgia do canadense Daniel MacIvor. Diaz se apoia na modulação da voz e nos gestos para se transformar em treze personagens. Todos trilham um limite muito tênue entre o dramático e o tragicômico, quase sempre marcados pelo suspense. O ator sobe no palco à paisana, conta um pouco sobre a preparação do espetáculo e anuncia a primeira trama. Uma família é apresentada. Pouco depois, o filho mata e esquarteja o pai. A partir da revelação, a mesma fragmentação narrativa das montagens anteriores ganha a cena, como se fosse um quebra-cabeça completado nas últimas falas. Não espere lirismo, tampouco sutilezas de interpretação. Diaz exterioriza quanto pode, carregando nas emoções e demarcando características para cada personagem. Diante da sua versatilidade, você vai rir, talvez chorar um pouco e até se impactar, mas o desfecho, lá pelas tantas, já não surpreende mais. Isso, contudo, pouco importa. Estreou em 22/11/2013. Dia 24/2/2015.
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  • Não nem Nada está entre as opções
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  • Depois de liderar uma das bandas independentes mais cultuadas da década passada, a Ludovic, e fazer uma robusta estreia solo com E Você Se Sente numa Cela Escura, Planejando a Sua Fuga, Cavando o Chão com as Próprias Unhas (2012), o brasiliense pode se orgulhar da obra que construiu até aqui e de ter encontrado uma identidade muito própria. Ele é reconhecido pela estranha prolixidade de seus versos, que parecem nunca se concluir e precisam ser apressados para caber na métrica, e pela voz de alcance limitado, mas sempre carregada de legítima emoção. Ele abandona a angústia do último álbum para abraçar o otimismo em Trovões a Me Atingir (2015), que mostra mais uma vez na cidade. A delicadeza dos arranjos de Prece Atendida e Deixe/Force em nada lembra os arroubos furiosos presentes nos trabalhos com a antiga banda e dá sinal de um promissor novo caminho. Dia 21/2/2016.
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  • Embora seja um estrondoso sucesso nas bilheterias dos Estados Unidos, Sniper Americano vem dividindo opiniões. Alguns saíram em defesa e outros atacaram a visão heroica que o diretor Clint Eastwood dá a um atirador de elite, responsável por matar 160 pessoas (confirmadas) em nome da defesa de militares americanos e civis iraquianos. Nem tanto ao céu, nem tanto à terra. Eastwood, um veterano à frente e atrás das câmeras, de 84 anos, faz um registro seco para enfocar as feridas de uma guerra no cotidiano de Chris Kyle (papel de Bradley Cooper). Deixa para os créditos finais o sentimentalismo genuíno acompanhando as imagens reais do biografado. A primeira cena tem um grande impacto. No teto de uma casa em Fallujah, no Iraque, Kyle precisa tomar uma decisão em segundos: acerta ou não um tiro num garoto que muito provavelmente carrega um explosivo nas mãos a fim de atingir um tanque americano? O desfecho da sequência será retomado mais adiante. Partindo da infância do protagonista, a história concentra-se em sua fase adulta, passando pelo casamento com Taya (Sienna Miller), os treinamentos militares e, sobretudo, as operações no Iraque, após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Eastwood afasta-se da “patriotada” e dos julgamentos morais para ir fundo nos dilemas íntimos de um homem a serviço de uma nação. Ignorado no Globo de Ouro, o longa-metragem surpreeendeu na corrida do Oscar e, neste domingo (22/2/2015), concorre a melhor filme, ator (Cooper), roteiro adaptado, montagem, mixagem de som e edição de som. Estreou em 19/2/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO