Crise hídrica

Cantareira tem maior alta desde o início da crise

Além de chuvas, diminuição de retirada de água dos reservatórios colaborou para elevação

Por: Estadão Conteúdo - Atualizado em

Cantareira
Represa Atibainha, que integra o Sistema Cantareira (Foto: Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress)

O nível no Sistema Cantareira, que abastece mais de 6 milhões de pessoas na Grande São Paulo, subiu 0,6 ponto porcentual nesta quarta-feira (18) de acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Trata-se da maior alta a atingir o reservatório desde o início da crise, no ano passado. Além disso, esta é a 13.ª alta consecutiva do sistema. Agora, o Cantareira contabiliza 8,9% de sua capacidade máxima, ante 8,3% na manhã de terça-feira (17).

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Esses valores já levam em conta as duas cotas do volume morto que passaram a ser utilizadas no ano passado. Sobre as represas que compõem o Cantareira, houve acúmulo de 28,6 milímetros de chuva de um dia para o outro.

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Um fator que, além da chuva, ajuda a explicar as seguidas altas do manancial é que a quantidade de água retirada dos reservatórios da Sabesp tem sido gradativamente reduzida. Em dezembro, a vazão média no Cantareira era de 18,5 mil litros por segundo. Dois meses depois, o número está em 11,9 mil litros por segundo, uma redução de mais de 35%.

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Todos os demais sistemas de abastecimento de água da região tiveram alta. O que registrou maior variação foi o Rio Claro, onde o nível acumulado chegou a 34,6% da capacidade total, um patamar 1,4 ponto porcentual maior do que o do dia anterior, que era de 33,2%. Ali, segundo a Sabesp, houve a maior pluviometria do dia: 64,4 milímetros de chuva acumulada.

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No Alto Tietê, o crescimento foi de 1,1 ponto porcentual, alcançando o nível de 16,3% - na terça-feira de manhã, o nível era de 15,2%. A região registrou 51,1 mm de chuva acumulada, o segundo maior índice do dia. Por sua vez, no Sistema Rio Grande houve elevação de 82% para 82,9% no mesmo período. O Guarapiranga subiu de 55,6% para 56,3% de um dia para o outro. Já o Alto Cotia, de 34,7% para 35,3%.

Fonte: VEJA SÃO PAULO