Crise hídrica

Cantareira continua a cair e sistema chega a 5,1% da reserva

Represa foi a única do estado a apresentar queda neste domingo (25)

Por: Veja São Paulo

Sistema Cantareira edição 2374
Capivaras enfrentama baixa: colapso hídrico (Foto: Mario Rodrigues)

O nível de água do Sistema Cantareira voltou a cair neste domingo (25), pelo 14º dia consecutivo. Responsável por abastecer 6,2 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, o Cantareira chegou a 5,1% de sua capacidade de armazenamento, o que representa uma queda de 0,1 ponto porcentual em relação aos 5,2% de sábado (24). Os dados são publicados diariamente pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

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O sistema Cantareira foi o único a apresentar queda de ontem para hoje. Os sistemas Alto Tietê e Alto Cotia registraram estabilidade, e os sistemas Guarapiranga, Rio Grande e Rio Claro terminaram o dia com elevação no nível de água acumulada.

O volume de chuvas no sistema Cantareira, entre a medição de sábado e o dado publicado na manhã deste domingo, atingiu 5,3 milímetros. Desde o início do ano, a chuva acumulada no Cantareira está em 96,1 mm, o que representa apenas 35,4% da média histórica para o mês de janeiro.

O nível de água do sistema Cantareira já caiu mais de dois pontos porcentuais desde então - estava em 7,2% da capacidade no último dia de 2014. O cálculo feito pela Sabesp para aferir a capacidade do manancial já considera duas cotas do volume morto, a primeira de 182,5 bilhões de litros e a segunda de 105 bilhões de livros, que passaram a ser bombeadas em maio e outubro, respectivamente.

Demais represas

O volume de água armazenada nos sistemas Alto Tietê e Alto Cotia ficou estável na passagem de sábado para domingo. No Tietê, o indicador permaneceu em 10,4% da capacidade, após o acumulo de 2,6 milímetros de chuvas. No mês, as chuvas atingiram 64,6 milímetros, ou 25,7% da média histórica para janeiro. O atual cálculo da Sabesp para o reservatório, responsável por atender 4,5 milhões de pessoas, considera os 39,4 bilhões de litros de água de volume morto, acrescentados no final do ano passado.

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No Alto Cotia, o menor dos mananciais com abastecimento para 410 mil habitantes, o indicador permaneceu em 28,6% da capacidade, apesar de chuvas de apenas 0,2 milímetros. Desde o início do mês, as chuvas na região já acumularam 71 milímetros, ou 30,6% da média histórica.

As boas notícias do dia vieram do Sistema Guarapiranga, que atende 4,9 milhões de pessoas e tem sido utilizado como um auxiliar ao Cantareira no atendimento de diversas regiões de São Paulo, e do Rio Grande. Os reservatórios do Guarapiranga iniciaram o domingo com 41,1% da capacidade de armazenamento, o que representa uma elevação de 1,7 ponto porcentual em relação à marca do sábado. A elevação é explicada pela chuva de 2 mm na região no último dia. Desde o início de janeiro as chuvas no Guarapiranga alcançaram 154,8 mm, o equivalente a 67,5% da média histórica para meses de janeiro.

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No Sistema Rio Grande, o indicador cresceu de 71,7% para 73% da capacidade entre o sábado e o domingo. A variação de 1,3 ponto porcentual reflete as chuvas de 5,6 mm que atingiram a região no último dia. Desde o início do ano a região já recebeu 191,4 mm, ou 76,% da média história para o período.

O terceiro reservatório a apresentar elevação ontem foi o Rio Claro, cuja capacidade subiu 0,2 pontos porcentuais no dia e chegou a 27,3% neste domingo. A região recebeu 0,2 mm no último dia e 154,9 mm desde o início do mês. O volume representa 51,8% da média histórica para o mês de janeiro.

(Com Estadão Conteúdo)

Fonte: VEJA SÃO PAULO