Crise

Água do volume morto chega às torneiras no domingo

Reserva técnica do Sistema Cantareira começou a ser captada nesta quinta-feira (15)

Por: Fábio Lemos Lopes - Atualizado em

Volume morto - Cantareira
Sete bombas são utilizadas para captar a água do volume morto da represa Jaguari/Jacareí (Foto: Fábio Lemos Lopes)

O volume morto  - espécie de reserva que fica  abaixo da comporta de captação das represas - do Sistema Cantareira começou a ser captado nesta quinta-feira (15). A previsão é que essa água já chegue a partir de domingo (17) às torneiras paulistanas. A "viagem" da água da Represa Jaguari-Jacareí, na altura de Joanópolis, no interior paulista, até a Estação Guaraú, que faz o tratamento na Zona Norte da capital, leva cerca de 72 horas. No trajeto, mistura-se com as águas do chamado volume útil que saem das demais represas do sistema: Atibainha, Cachoeira e Paiva Castro. 

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De acordo com a Sabesp, nem todo o volume morto será usado nesse primeiro momento. A previsão é bombear 182,5 bilhões de litros de um total de 400 bilhões. O restante será aproveitado apenas se necessário. A recomendação da Agência Nacional de Águas (ANA) é deixar pelo menos 50 bilhões de litros na reserva do sistema. 

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A Sabesp acredita que o recurso será suficiente para abastecer a população até março do próximo ano. Mas, se as chuvas voltarem à normalidade, o uso da reserva deverá ser suspenso.

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Durante a solenidade para o início do bombeamento, o governador Geraldo Alckmin disse que o gasto com a estrutura para a captação da água não será repassado para os consumidores. “Muito pelo contrário. Estamos abrindo mão de receita, que é a maneira mais justa para o uso racional.”

 Alckmin falou ainda que a multa para quem desperdiçar água não foi descartada. Entretanto, não determinou quando a cobrança começará. “Depende agora da agência reguladora. Vamos aguardar”. 

O secretário de Saneamento e Recursos Hídricos, Mauro Arce, afirmou que a suspensão da cobrança não tem relação com o período eleitoral. “Não tem decisão política, é uma questão técnica.”

Fonte: VEJA SÃO PAULO