Saúde

Jovens que lutam contra o câncer como em 'A Culpa É das Estrelas'

Conheça a vida de adolescentes paulistanos que enfrentam dramas parecidos aos dos personagens do filme

Por: João Batista Jr., Ana Carolina Soares e Júlia Gouveia - Atualizado em

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Lançado em 2012, o livro A Culpa É das Estrelas, do americano John Green, virou uma sensação de vendas. Foram mais de 7 milhões de exemplares comercializados nos Estados Unidos e 1,2 milhão no Brasil. O filme homônimo, baseado na história dos adolescentes Hazel Grace e Augustus Waters, mostra o nascimento de uma paixão em meio a uma batalha travada por ambos contra o câncer. Ela tem câncer na tireoide, com metástase no pulmão, e ele, osteossarcoma, tumor que o fez amputar parte da perna direita. Depois de estrear por aqui, em 5 de junho, o longa já levou mais de 300 000 paulistanos às oitenta salas em que está sendo exibido. Boa parte da plateia sai do cinema com os olhos inchados, depois de se debulhar em lágrimas pela comovente saga dos personagens. O roteiro é bem fiel à obra do escritor Green. “Quando a li, reconheci situações que encontro com frequência no consultório, principalmente em relação ao que os jovens sentem nesse momento tão difícil”, diz o oncologista Paulo Hoff, diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). “O adolescente tende a se considerar imune a esse tipo de situação, quase como se fosse imortal. O câncer vem, então, como um chute no peito nessa certeza, em uma fase em que a personalidade está se formando.”

 

Quando a doença incide em pessoas dessa faixa etária, existem mais chances de cura. “Se na adolescência a leucemia é debelada em 70% dos casos, na fase adulta essa média pode cair para 40%”, compara o oncopediatra Vicente Odone, médico do hospital Albert Einstein e coordenador do Instituto de Tratamento do Câncer Infantil (Itaci). Os tipos de tumor mais comuns na puberdade são a leucemia, os linfomas e os que acometem o sistema nervoso central (veja o quadro abaixo). Após os 40 anos, os mais frequentes são na mama, para as mulheres, e na próstata, para os homens (seguidos pelos de intestino e pulmões, para ambos). Apesar da maior disposição do organismo jovem em combater o processo de multiplicação descontrolado das células, o efeito da doença é muitas vezes mais devastador nesse grupo de pacientes, principalmente do ponto de vista psicológico. Enquanto as crianças doentes não têm a dimensão do perigo que enfrentam e os adultos possuem a vivência e a maturidade valiosas nessas horas, a maioria dos jovens sente um baque enorme. Entre outros problemas, passam a ter uma série de limitações no período em que a grande aventura é justamente testar (e quebrar) os limites. “É como se o adolescente tivesse de voltar à fase anterior, a infância, pois vai precisar dos pais para ir ao hospital, para sair de casa, para se medicar e, em alguns casos, para tomar banho”, diz Marita Iglesias Aquino, psicóloga especializada em oncologia.

Capa Ed. 2379 - Adolescentes com Câncer - quadro
(Foto: Veja São Paulo)

Durante o tratamento, a imunidade cai demais. Por isso, as relações amorosas ficam restritas. Transar, por exemplo, é proibido em boa parte dos casos, devido ao risco de contrair doenças como herpes. Isso sem falar nos efeitos colaterais que minam a autoestima. “A preocupação com a mudança no corpo é um dos fatores de resistência ao tratamento: a queda do cabelo, a secura da pele e da boca, as erupções cutâneas...”, lembra Paulo Taufi Maluf, professor do departamento de pediatria da Faculdade de Medicina da USP. Muitos passam meses internados e fazem forte amizade com outros pacientes. Com isso, às vezes, têm de enfrentar precocemente a morte de pessoas próximas. “Quando isso acontece, preparamos o ambiente, avisamos que o amigo não está bem e o tratamento não está evoluindo”, explica Carolina Marçal da Cunha, psiquiatra do hospital A.C. Camargo. “É importante chorar, encarar a dor e lidar com ela.”

Os hospitais da capital criaram alternativas para colaborar no tratamento desses pacientes. No Albert Einstein, por exemplo, as psicólogas fazem as sessões muitas vezes jogando videogames como PlayStation. Em 2011, o Icesp começou a campanha “Educar é prevenir” em parceria com as secretarias da Saúde e da Educação para conscientizar alunos do ensino médio das escolas públicas. Os próprios médicos visitam os colégios para fazer palestras sobre o tema. “O melhor jeito de tratar o câncer é pela prevenção”, explica Paulo Hoff. Nas próximas páginas, conheça os dramas, encanações e vitórias de jovens da cidade que enfrentam a doença. Um traço em comum nessas histórias é como eles encaram a situação difícil sem perder a coragem nem a confiança típicas da idade.

Capa Ed. 2379 - Adolescentes com Câncer - Mayara Lima
Os adolescentes Mayara Lima e Caio Ramos de Lima: “Ainda sinto vergonha [de andar de cadeira de rodas]. Os médicos me falam que é algo temporário e até o fim deste ano estarei em pé novamente", diz Mayara (Foto: Mario Rodrigues)

Amor à prova de doença

Um tênis de oncinha encheu os olhos de Mayara Lima, de 16 anos, no último Dia dos Namorados. “Quando ele me entregou a caixa, disse que tinha certeza de que eu voltaria a andar logo”, conta a estudante sobre o presente que recebeu de Caio Ramos de Lima, 17, o mocinho de sua história. Ela não sente as pernas e anda de cadeira de rodas desde julho passado, devido a necroses na cabeça dos dois fêmures, uma sequela da quimioterapia para tratar de um linfoma de Hodgkin, um câncer no sistema linfático, que inclui órgãos e tecidos responsáveis pela defesa do organismo. Quando detectada no início, a doença tem 90% de chance de ser debelada. Mayara percebeu que havia algo errado quando começaram a surgir caroços na região do pescoço, em fevereiro do ano passado. Recebeu o diagnóstico em abril e iniciou o tratamento. Como seu corpo estava muito debilitado, contraiu uma bactéria que evoluiu para uma pneumonia. Isso a deixou doze dias entre a vida e a morte na UTI do hospital A.C. Camargo, na Liberdade. Voltou para casa em junho, mas, um mês depois, teve de retornar ao A.C. Camargo por causa das necroses nos fêmures. Ficou internada mais de dois meses. “Quase morri, vi amigos que fiz no hospital morrer, perdi meu cabelo, perdi festas, passei meu aniversário na cama, não podia beijar na boca, não pude frequentar a escola, senti dores horríveis, mas não houve notícia pior do que a de que teria de andar numa cadeira de rodas. Ainda sinto vergonha. Os médicos me falam que é algo temporário e até o fim deste ano estarei em pé novamente”, conta. Em outubro, ela voltou para casa. Sentindo-se insegura e fraca, decidiu terminar o namoro. “Eu estava careca usava fraldão porque não podia ir ao banheiro e não queria que ninguém me visse daquele jeito”, lembra. Caio ficou arrasado. “Estamos há três anos juntos. Somos vizinhos e é o nosso primeiro namoro. Sempre gostei da Mayara pelo que ela é, não estou nem aí para o cabelo dela”, afirma o rapaz, que raspou a cabeça quando soube do diagnóstico da namorada. Os dois reataram em maio deste ano. “Eu já estava me sentindo melhor e bateu saudade dele”, diz Mayara. Três meses antes da volta do relacionamento, ela soube que a doença havia desaparecido de seu organismo. “Agora, só preciso fazer acompanhamento a cada três meses, além da fisioterapia.” Mayara e Caio até já falam em casamento. “Mas só depois que eu terminar meus estudos. Penso em cursar medicina. Vi como é linda essa profissão”, diz ela.

Capa Ed. 2379 - Adolescentes com Câncer - Porthinhos
Porthinhos, de 14 anos, recebeu ajuda através das redes sociais: "De fevereiro até agora, mais de 800 pessoas fizeram doação de sangue no Einstein em nome do meu filho", conta Gisele, a mãe do garoto (Foto: Arquivo Pessoal)

“Um dia vou sair daqui e correr para o abraço”

As redes sociais e a força de vontade da família podem ser aliados importantes na batalha contra o câncer. Porthos e Gisele Martinez, pais de Porthinhos, de 14 anos, postaram no Facebook que o filho precisava de uma medula. Houve centenas de compartilhamentos e de mensagens de apoio. O transplante era parte do tratamento de uma leucemia. “Seis doadores compatíveis apareceram”, conta Gisele, emocionada. O transplante foi feito em fevereiro e tudo correu bem. Porthinhos gravou vídeos cantando e dançando hip-hop dentro do quarto enquanto recebia quimioterápicos e virou o xodó dos médicos e enfermeiros do Albert Einstein, onde seu quarto é decorado com imagens do Santos, o time do coração, e a faixa vermelha recebida nas aulas de taekwondo. O tratamento provocou como efeito colateral uma deficiência no funcionamento dos rins. Hoje, ele precisa receber transfusão de sangue um dia sim, outro não. A pressão alta fez com que sofresse um AVC, o que pode comprometer sua coordenação motora. “De fevereiro até agora, mais de 800 pessoas fizeram doação de sangue no Einstein em nome do meu filho”, conta Gisele. Ela e o marido são pais de outro menino, de 11 anos. Sendo assim, a dupla se reveza para ficar com Porthinhos (eles moram em Santos). No Dia das Mães, Gisele fez um pedido: dormir no hospital ao lado do marido e dos dois filhos. “Olho para as pessoas na rua e tenho vontade de abraçar a todas, pois podem ser doadoras do sangue que mantém meu filho vivo.” Há duas semanas, o jogador baiano Adailton Filho, que atuou no Santos e no time suíço Sion, fez uma visita a Porthinhos. Ele foi anunciar que vai criar uma entidade, batizada com o nome do menino, para ajudar pessoas com câncer. Poucos meses atrás, Porthinhos postou um vídeo no Facebook em que dizia: “Eu sei que um dia vou sair daqui. Aí, quero correr para o abraço”.

 

Capa Ed. 2379 - Adolescentes com Câncer - Murilo Magalhães
O adolescente Murilo Magalhães, de 14 anos, foi forte durante todo o tratamento: "De dezembro até aqui, não vi meu menino derramar uma lágrima", conta a mãe, Patricia Ghiselli. (Foto: Mario Rodrigues)

Tratamento sem lágrimas

“Fazer terapia vai ajudar a crescer meu cabelo ou acabar com meu tumor? Então...” Foi assim que o estudante Murilo Magalhães, de 14 anos, declinou a sugestão de seu médico para ter um acompanhamento psicológico durante o período em que ia enfrentar um osteossarcoma no braço direito. Murilo recebeu o diagnóstico em dezembro passado, depois de fazer uma série de exames para detectar a origem de uma misteriosa dor no local. Os testes apontaram um tumor de 24 centímetros naquela região. “Quando saiu o resultado, não fiquei impressionado porque já tinha visto outros três casos de câncer na minha família”, conta. O garoto começou no mesmo mês as sessões de quimioterapia, que provocaram a queda de seu cabelo. Em solidariedade, um tio e o padrasto rasparam a cabeça. Quatro meses depois, passou por uma operação de quatro horas e meia para retirar o osso comprometido. Ele tem fotos em seu iPhone da cirurgia. Uma prótese foi colocada no local, e o braço operado ficou levemente mais fino que o esquerdo. “Menos de doze horas depois da cirurgia, comecei a mexer meus dedos”, comemora. Depois disso, restaram cinco nódulos no pulmão em decorrência do processo de metástase. Os quimioterápicos acabaram com quatro deles e o último será retirado nesta semana. Murilo está confiante e já projeta o que fazer no futuro. “Quero esconder a cicatriz do meu braço com uma tatuagem”, conta. Com 1,72 metro de altura, ele deve voltar a crescer uma vez encerrados os tratamentos. O garoto sabe de cor o nome das enfermeiras e médicas mais bonitas do hospital Albert Einstein, onde vem sendo atendido. Sua mãe, a pedagoga Patricia Ghiselli, abandonou o trabalho para cuidar do filho. “De dezembro até aqui, não vi meu menino derramar uma lágrima”, conta ela, orgulhosa, que faz ressalvas ao livro de John Green. “A obra trata tudo apenas do ponto de vista do adolescente. Já acordei de madrugada com o meu filho vomitando por causa das reações quimioterápicas. A realidade é muito mais dura que a ficção.”

Capa Ed. 2379 - Adolescentes com Câncer - Teresa de Freitas Pedrosa
A paulistana Teresa de Freitas Pedrosa, de 15 anos, não abre mão da maquiagem durante o tratamento. "Gosto do volume nos cílios" (Foto: Mario Rodrigues)

Maquiagem e rock para suavizar os problemas

A paulistana Teresa de Freitas Pedrosa, de 15 anos, está em tratamento contra a leucemia desde 2012. No início, perdeu todos os cabelos e decidiu adotar uma peruca. Depois de três meses, teve um inconveniente. Um colega de sala fez uma brincadeira com a rede de vôlei, que, ao esbarrar em sua cabeça, jogou o acessório no chão diante de todos os colegas. Nunca mais ela o usou. A doença parecia ter sido extirpada depois de um ano de quimioterapia, quando exames mostraram que não havia mais resquícios de células cancerígenas em seu corpo. Em 2014, porém, o mal voltou a aparecer. Era o mês de fevereiro, e ela tinha acabado de retornar de umas férias com amigas no Caribe. Agora, Teresa faz um tratamento que não tem drogas que ocasionam a queda dos cabelos. “O pior do câncer é perder a liberdade para pegar o metrô sozinha, por exemplo. Meus pais sempre me acompanham em tudo e querem me proteger.” Tímida e dona de uma voz suave, ela encontra na maquiagem e no estilo musical um jeito de mostrar sua identidade numa rotina vivida com restrições — até agora, não pôde aproveitar os bailes de debutantes das amigas. “Gosto de rock e de bandas de várias épocas, como Men at Work.” No ano passado, pediu de presente de aniversário um ingresso para o show do Aerosmith, que curtiu ao lado do pai. Da sua casa, na Zona Sul, não sai sem máscara da Maybelline (“Dá volume aos cílios”) e pó compacto da M.A.C (“O resultado fica natural, sem parecer carregado”). O tratamento de Teresa deve terminar em setembro deste ano.

Capa Ed. 2379 - Adolescentes com Câncer - Sumba
Sumba Bissun Nhu, de 14 anos, foi trazido pelo médico Ivan Vargas de Guiné-Bissau para se tratar em São Paulo (Foto: Fernando Moraes)

Da África para São Paulo

Durante uma missão humanitária no interior de Guiné-Bissau, na costa oeste da África, em março de 2013, o médico paulistano Ivan Vargas conheceu Sumba Bissun Nhu, que vivia em uma aldeia localizada a 250 quilômetros da capital do país, a cidade de Bissau. O garoto de 14 anos tinha um linfoma, tipo de câncer que debilita as defesas do organismo contra infecções. Localizado na testa, o tumor atingira um tamanho tão grande que já havia comprometido seu olho esquerdo. Para seus familiares, aquilo era obra de algum espírito do mal. Por isso, ele recebia apenas um tratamento feito à base de defumação. Vargas sensibilizou-se com a história e decidiu ajudá-lo. Iniciou uma campanha para trazer Sumba para se tratar em São Paulo, em um processo que durou quase seis meses. Desde novembro, o jovem mora com a família do médico num flat próximo ao Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), onde hoje faz quimioterapia. O menino, que já fala um pouco de português, apaixonou-se pelo futebol. Está colecionando as figurinhas da Copa e torcendo para Neymar, seu atacante favorito. Adora pizza de calabresa e Coca-Cola, bebida que nunca tinha experimentado. Outra coisa que disparou seu coração foi uma loirinha, sobrinha de Vargas, que ele conheceu durante o Natal com sua família adotiva. Após uma bem-sucedida cirurgia realizada em janeiro no Hospital das Clínicas, os especialistas retiraram boa parte do tumor e as perspectivas de cura de Sumba são altíssimas no momento. Tanto que o adolescente já faz planos para quando voltar para sua terra natal: sonha em se casar e ser jogador de futebol.

Capa Ed. 2379 - Adolescentes com Câncer - Giulia Araújo Sena
Por conta da doença, a paulistana Giulia Araújo Sena, de 14 anos, realizou o sonho de conhecer o ídolo, Justin Bieber: "Ele foi o máximo! Supersimpático, tirou várias fotos comigo", lembra. (Foto: Fernando Moraes)

 

Encontro privado com Justin Bieber

O exemplar de A Culpa É das Estrelas, livro de cabeceira de Giulia Araújo Sena, de 14 anos, está todo grifado nos trechos que mais a comoveram. “Um de meus preferidos é quando a personagem principal, a Hazel, fala sobre os privilégios do câncer”, diz a garota, com um sorriso travesso, embarcando no humor negro do escritor. Desde junho passado, ela se trata no Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc), na Vila Mariana. Seu problema é um osteossarcoma na perna esquerda, um tipo de tumor ósseo. Em setembro, Giulia passou por uma cirurgia de oito horas, na qual os médicos retiraram o câncer de 3 centímetros que estava perto do joelho e implantaram uma prótese na região, evitando a amputação do membro. Durante o tratamento, ela escreveu para o Make-a-Wish, uma ONG que apoia crianças e adolescentes a realizar seus sonhos. O desejo de Giulia era conhecer Justin Bieber, que se apresentou na cidade em novembro. “Vi o show na área vip e também fui ao camarim! Ele foi o máximo! Supersimpático, tirou várias fotos comigo, me deu quatro autógrafos e ainda postou minha foto com ele no Instagram, dizendo que foi um dos melhores momentos da viagem ao Brasil!”, lembra a garota. Por ora, o cantor canadense é sua única paixão. “Já fiquei com um menino antes da doença, mas nada sério. É estranho estar careca e pensar que alguém pode gostar de você. Quando voltei à escola, no início deste ano, fiquei preocupada se alguém ia falar algo sobre meu visual, mas todos foram muito legais”, diz. Em fevereiro, Giulia parou de receber quimioterapia na veia e desde então toma o medicamento por pílulas. O tratamento deverá levar mais um ano. “Mas meu cabelo já voltou a crescer!”, comemora.

Capa Ed. 2379 - Adolescentes com Câncer - quadro
(Foto: Veja São Paulo)
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  • Carnes

    Rubaiyat - Itaim Bibi

    Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2954, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3165 8888

    VejaSP
    5 avaliações

    No ano em que simplificou seu nome de Baby Beef Rubaiyat para apenas Rubaiyat, a rede fatura seu 15º prêmio, um recorde da categoria nos vinte anos de história de VEJA COMER & BEBER. Para evitar o déjà-vu da clientela, o restaurateur Belarmino Iglesias Filho e o chef madrileno Carlos Valentí constantemente oferecem novidades no menu. Mas são as carnes de sempre, grelhadas precisamente no ponto solicitado, com batatas suflês crocantes, que fazem valer a visita. O capricho não diminui em nada no executivo (R$ 98,00), que inclui cortes como o bife de chorizo acompanhado de purê de batata.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Franceses

    Bistrot de Paris

    Rua Augusta, 2542, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3063 1675

    VejaSP
    16 avaliações

    Parece detalhe, mas uma gentileza da brigada é capaz de deixar a experiência de sair para comer fora mais agradável. Em dias de chuva, como é simpático alguém com guarda-chuva acompanhá-lo pela galeria ao ar livre que separa a rua do salão, não? Na cozinha do chef francês Alain Poletto, quase tudo se sai bem. A exceção: o clássico moules et frites (R$ 59,00), porção de mexilhões insossos com fritas. Na regra de qualidade exemplar estão as costelinhas de porco confitadas (R$ 54,00), acompanhadas de purê de maçã e chips de batata-doce, e a musse de chocolate com bastante sabor de cacau, servida direto da travessa em porção generosa, por R$ 16,00.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Chope e cerveja

    Aconchego Carioca

    Alameda Jaú, 1372, Cerqueira César

    Tel: (11) 3062 8262

    VejaSP
    21 avaliações

    A casa de Kátia Barbosa, fundada no Rio, fez tanto sucesso que ganhou esta sucursal paulistana. Boa de bolinho, a cozinheira sugere ótimas pedidas como o de cassoulet (massa de feijão-branco e recheio de carne de porco defumada; R$ 26,00 a porção). Fora da aladas frituras, porém, algumas pedidas decepcionam. É o caso do caldo de camarão (R$18,00), espesso e, em geral, insosso. Sócio da filial, o especialista em cerveja Edu Passarelli compôs a carta de rótulos. Dos 200 de antes, agora a lista contempla cerca de oitenta — a maioria dos títulos internacionais foi extirpadapor conta do aumento do dólar. Ele treinou bem a equipe, que sabe explicar as características da Amazon Taperebá, de Belém (PA), uma witbier de perfume frutado (R$ 18,00,355 mililitros).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Chope e cerveja

    Desembargador

    Rua Desembargador do Vale, 253, Perdizes

    Tel: (11) 3672 3676

    VejaSP
    7 avaliações

    O acanhado balcão voltado para a rua é um lugar disputado. Ali, aboleta-se quem ainda não conseguiu uma mesa, seja ela na calçada ou no barulhento salão, cuja decoração sem arrebiques mistura piso quadriculado, mesas de madeira escura e grandes luminária sem formato de lâmpada. O sucesso que a casa faz, especialmente entre aqueles que moram no bairro e já passaram dos 30 anos, se deve à infalível dobradinha formada por chope (Brahma, R$ 7,10) e porções fartas, feitas para compartilhar. Tudo sai no ponto, mas está longe de entusiasmar. Um exemplo é a carne-seca acebolada, preparada na manteiga de garrafa e servida junto de mandioca frita (R$ 35,50). Outras duas pedidas da cozinha: o bolinho de picanha com linguiça picante (R$ 26,20, com dez unidades) e o canapé de presunto cru, queijo brie e rúcula (R$ 29,20).

    Preços checados em 13 de abril de 2016.

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  • Terraço Itália faz parte da lista com o coquetel de curaçau blue
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  • Cafés

    Santo Grão - Brooklin

    Rua Henri Dunant, 1383, Brooklin

    Tel: (11) 3957 9592

    VejaSP
    Sem avaliação

    De xícara em xícara, a marca criada pelo neozelandês Marco Kerkmeester se tornou uma rede com sete unidades na cidade. No Itaim Bibi e nos Jardins, a atmosfera se assemilha à de um restaurante, com cardápio mais variado. Quer uma desculpa para ficar só no cafezinho? Há grãos de diferentes regiões produtoras, como sul de Minas, Cerrado e Mogiana, bem como diversos métodos de extração. Pode-se eleger o filtro japonês Hario (R$ 8,50) ou a aeropress (R$ 8,30), além do expresso (R$ 5,90).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Mesmo depois de quase sete meses, fica difícil acreditar na precoce morte de Paul Walker. Vendo 13º Distrito, o último filme pronto deixado pelo astro (ainda há o inacabado Velozes & Furiosos 7), sente-se profundamente o peso da fatalidade. Na fita de ação incessante, ele faz o que de melhor aprendeu ao longo da carreira: usar seu charme, carisma e bom humor para dirigir em alta velocidade e dar uns bons sopapos nos inimigos. Trata-se aqui do remake homônimo da aventura policial francesa de 2004. Walker substitui Cyril Raffaelli e David Belle manteve-se no papel. Na trama, Detroit acabou tomada pela violência num futuro próximo e, para contê-la, a bandidagem ficou segregada por altos muros em Brick Mansions. A prefeitura, de olho no local, quer detonar o bairro e construir condomínios de luxo. Sem saber desta intenção, o investigador Damien Collier (Walker) encarrega-se de se infiltrar por lá para desarmar uma bomba plantada pelo traficante Tremaine (o rapper RZA). Lino (Belle), um presidiário de nervos quentes cuja ex-namorada foi sequestrada pelo bandido, vai ajudá-lo na missão. Clichês pululam: o protagonista tem contas pessoais a acertar com o criminoso, a dupla se engalfinha como cão e gato, mulheres desfilam de blusas decotadas... Contudo, deve importar ao fã do gênero a maneira como os estereótipos são contornados. Camille Delamarre, estreante na direção, não economiza na adrenalina, seja por meios das eletrizantes perseguições a pé ou de carro ou na pancadaria rolando solta. Se Walker contribui com beleza e simpatia, seu parceiro arrasa quarteirões pela garra, energia e força bruta. Estreou em 19/6/2014.
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  • Em 2002, o diretor francês Cédric Klapisch reuniu personagens de diversas nacionalidades que se conheciam na comédia Albergue Espanhol. Bonecas Russas (2005) promoveu o reencontro de alguns deles. Agora, O Enigma Chinês apresenta a sequência com o mesmo foco de antes: o escritor francês Xavier (Romain Duris) envolvido em novos quiproquós românticos. Casado com a inglesa Wendy (Kelly Reilly), o quarentão toma uma rasteira do destino quando a ruiva decide trocá-lo por um americano rico, sair de Paris para morar em Nova York e, pior, levar os filhos. Xavier, inconformado, vai atrás deles. Lá, fica na companhia de sua grande amiga, a lésbica Isabelle (Cécile De France), que fez uma inseminação artificial e está grávida dele. A rotina no bairro de Chinatown não será fácil. Também fica mais complicada a convivência com a ex-mulher e Xavier precisa arranjar uma esposa de aluguel para obter o green card. Sem nenhuma perspectiva afetiva, ressurge a fofa Martine (Audrey Tautou), uma antiga paixão. O realizador mostra capricho no humor bem dosado, no registro acurado do co tidiano nova-iorquino e nas situações aparentemente banais, tratadas com leveza. Estreou em 19/6/2014.
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  • Victoria (Pierrette Robitaille) tem 61 anos, acabou de sair de uma prisão no Canadá e foi se instalar na casa de um tio doente no meio de uma floresta. Ela quer recomeçar a vida, sobretudo quando sua companheira, Florence (Romane Bohringer), aparece por lá. Ambas ex-detentas, Flo e Vic têm afinidades, porém desejos distintos. Mais jovem, Flo também se relaciona com homens e sente falta da agitação da cidade. De tempos em tempos, um inspetor da condicional (papel de Marc-André Grondin) surge para acompanhar a rotina delas. Contudo, o que vai tirar a paz do casal é uma suposta funcionária da prefeitura (Marie Brassard). Em narrativa seca, o diretor canadense Denis Côté segue o estilo rascante do austríaco Michael Haneke (A Fita Branca) expondo a intimidade de mulheres ameaçadas pela própria liberdade. E repare: a personagem de Marie Brassard não deixa nada a dever aos vilões mais irascíveis. Estreou em 19/6/2014.
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  • Zac Efron tem feito boas escolhas para se livrar do tipo bom-moço do passado. Ao se unir ao desbocado Seth Rogen num papel, digamos, mais adulto, o astro busca atingir novas plateias. Nesta comédia, ele interpreta o petulante Teddy Sanders, líder de uma fraternidade universitária que aluga um sobrado ao lado do casal cuca-fresca Marc e Kelly Radner (Seth Rogen e Rose Byrne). Como têm um bebê, os vizinhos recebem os jovens com uma proposta de paz: barulhos, festas e farras devem cessar depois de um certo horário. Teddy respeita até certo ponto, e, quando Marc chama a polícia, a guerra está declarada. Em geral, os filmes com Seth Rogen (Segurando as Pontas, Pagando Bem, Que Mal Tem? e É o Fim) envolvem sexo, drogas e muitos palavrões. Pouco muda aqui. Quase sempre no fio que separa o politicamente incorreto do mau gosto, a fita tem momentos realmente hilariantes, invadidos por uma ou outra piada boca-suja. Estreou em 19/6/2014.
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  • O fracasso nas bilheterias americanas é justificável: Johnny Depp, grande chamariz do elenco, tem atuação sonolenta e, na maior parte do filme, só seu rosto aparece. Difícil de engolir, a história futurista, que até tem bons efeitos especiais, chega a se tornar risível em alguns momentos. Depp interpreta o cientista Will Caster, o maior nome das pesquisas sobre inteligência artificial. Após sofrer um atentado de um grupo revolucionário contrário à avançada tecnologia, Caster morre. Sua esposa, a pesquisadora Evelyn (Rebecca Hall, em boa atuação), vai deparar com algo assustador: a mente do marido foi transferida para um computador. Em forma de uma imagem, ele “renasce” para dar instruções a ela de como retomar seu trabalho longe da cidade e de olhares curiosos. Estreou em 19/6/2014.
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  • Ivana Cornejo (Julieta Díaz) está há três anos separada do marido de quem é sócia num escritório de advocacia. Num ataque de fúria, ela joga fora seu próprio celular. León (Guillermo Francella), um senhor de boa lábia e sedutor inveterado, encontra o aparelho e liga para a advogada. Os dois marcam um encontro e Ivana, sem conseguir disfarçar, fica pasma com a altura dele: apenas 1,36 metro. Léon joga charme, promove passeios exóticos, demostra ser muito rico, divertido e de bem com a vida. O romance, então, engata. Mas até quando? De um ponto de partida muito original, a comédia argentina instiga a plateia para se colocar no lugar da protagonista. Questiona, assim, como o preconceito interfere nos relacionamentos. Estreou em 19/6/2014.
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  • Adam (Jake Gyllenhaal) tem uma vida normal: dá aulas numa universidade e curte o cotidiano de casado ao lado da mulher (Mélanie Laurent). Tudo muda quando um colega diz ter assistido a um filme com um ator igual a ele. Adam fica intrigado e aluga uns vídeos estrelados pelo sósia. Fica de queixo caído ao notar a incrível semelhança com Anthony, vai atrás do sujeito e, cara a cara, o artista também não entende a coincidência. Inspirado no livro homônimo de José Saramago, o longa-metragem encarrega-se de manter o enigmático suspense até a cena derradeira. Rende, certamente, diversas interpretações, quase sempre de teor psicológico. A maioria, contudo, deve sair da sessão sem respostas. Estreou em 19/6/2014.
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  • Pernambuco desponta no cenário cinematográfico nacional há mais de uma década. Mas foi, sobretudo, com O Som ao Redor, que o estado entrou no mapa internacional, recebeu elogios de críticos estrangeiros e levou a indicação do Brasil para concorrer ao Oscar 2014. A mostra O Novo Cinema Pernambucano, cujo início se dá na quarta (25/6/2014), apresenta dezesseis longas e treze curtas-metragens. Além de trabalhos dos anos 90, a exemplo de Baile Perfumado, de Lírio Ferreira e Paulo Caldas, e Texas Hotel, de Claudio Assis, há fitas recém-exibidas no cinema, caso de Tatuagem e Doméstica. Entre as boas opções está Árido Movie (2005), de Lírio Ferreira, sobre um repórter que volta à cidade natal para o enterro do pai. Com Selton Mello no elenco, o drama tem exibição no sábado (28/6), às 17h30. O ciclo segue até dia 10 de julho.
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  • Para entrar no clima da Copa do Mundo, a Cinemateca passou a exibir longas-metragens com legendas em inglês. Nove filmes de diferentes décadas ganham projeção com entrada grátis, até 6 de julho, na mostra Copa na Cinemateca. Do clássico Limite (1931), de Mário Peixoto, ao recente Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro, há outras boas opções, como Tudo Bem (1978), de Arnaldo Jabor. Também vale rever Carlota Joaquina — Princesa do Brazil, dirigido por Carla Camurati, em 1994, cuja sessão ocorre na quinta (26/6), às 19h. De 19/6 a 6/7/2014.
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  • Mais um bom filme do passado volta às telas da rede Cinemark. Trata-se de Os Embalos de Sábado à Noite, o musical que projetou o então futuro galã John Travolta e detonou a era da discoteca. Animada pela memorável trilha sonora dos Bee Gees, com sucessos como Staying Alive, How Deep Is Your Love e More Than a Woman, a história flagra a trajetória de um humilde rapaz do Brooklyn, em Nova York, que tenta vencer um concurso de dança. O longa-metragem, de 1977, ganhou cópia restaurada e tem três exibições: neste sábado (21/6), às 23h55, neste domingo (22/6), às 12h30, e na quarta (25/6), às 19h30. Anote os complexos: Central Plaza, Cidade Jardim, Eldorado, Iguatemi, Market Place, Metrô Santa Cruz, Pátio Paulista, Pátio Higienópolis, Tamboré Cinemark e Villa-Lobos.
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  • A montagem de O Rinoceronte, a Lua e o Tonel reúne três histórias do suíço Peter Bichsel, conhecido por obras infantojuvenis repletas de fantasia e comicidade. Narram os contos a nerd Ju (Mariana Mantovani), a ninja Pri (Maira De Grandi) e a romântica atrapalhada Mel (Fernanda Mandagará). Em O Homem que Não Queria Saber Mais Nada, um sujeito que acredita saber de tudo passa o dia trancado no quarto, até começar a estudar chinês e os animais. Um velhinho decidido a dar a volta ao mundo protagoniza A Terra É Redonda. Em Tio Iodok Manda Lembranças, as garotas contam a história de um avô que sempre citava o tal tio em seus causos. Nessa passagem, elas usam a técnica de teatro de sombras atrás de uma folha de jornal. Outras boas sacadas chamam atenção. No centro do palco, por exemplo, um latão representa o tonel, que ganha movimentos para representar o planeta. Depois, ele se transforma em um rinoceronte, referência à passagem do personagem do primeiro conto por um zoológico. A lua do título é feita de papel e embala as divagações do avô. Coreografas com elementos do balé, do circo e do hip-hop dão leveza à montagem. Estreou em 8/3/2014. Até 22/3/2015.
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  • SESC

    Sesc Pinheiros

    Rua Paes Leme, 195, Pinheiros

    Tel: (11) 3095 9400

    5 avaliações

    Inaugurada em setembro de 2004, com projeto do arquiteto Miguel Juliano, a sede tem 35.259 m² de área construída. No prédio de sete andares, existe um grande teatro, salas de expressão corporal e ginástica multifuncional, dois ginásios poliesportivos cobertos, parque aquático, consultórios odontológicos e áreas de exposição. 

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  • Quem chegar ao espaço Pivô, no Edifício Copan, para visitar a mostra Projeto Gameleira 1971 correrá o risco de passar reto pela instalação. A intenção da artista mineira Lais Myrrha foi recriar os escombros de um acidente que matou quase 200 pessoas e foi praticamente esquecido. Eram tempos da ditadura, Médici presidia o Brasil e o projeto do Parque de Exposições de Belo Horizonte tinha sido desenvolvido por Oscar Niemeyer. As vigas (reproduzidas agora com madeira e gesso pintados) caíram durante o horário de almoço, matando os operários que dormiam embaixo delas. A vontade de apagar da história o episódio foi tanta que Lais precisou ir até o IML para conseguir o nome de todas as vítimas – os jornais da época só noticiavam 69 óbitos, sem maiores detalhes. “A obra discute o acesso à informação e a política brasileira de promover grandes construções”, diz Fernanda Brenner, fundadora do Pivô. O trabalho também questiona a omissão de Niemeyer, que nunca se pronunciou a respeito do caso. Toda a culpa caiu sobre o engenheiro Joaquim Cardozo, que, aos olhos de Lais, foi injustiçado. Até 2/8/2014.
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  • Monólogo dramático

    A Hora e Vez
    VejaSP
    2 avaliações
    O mineiro Rui Ricardo Diaz deu vida ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no filme Lula, o Filho do Brasil (2009), de Fábio Barreto. Sem ter a repercussão esperada pelos produtores, o longa também não projetou o protagonista. Por isso, o monólogo A Hora e Vez vai surpreender muita gente e, principalmente, mostrar que, sob a direção de Antonio Januzelli, Diaz se revela um grande ator. Baseado no conto A Hora e Vez de Augusto Matraga, escrito por Guimarães Rosa (1908-1967), o espetáculo radicaliza no minimalismo, jogando praticamente toda a responsabilidade nas mãos do intérprete e também adaptador. A saga do sertanejo publicada em 1946 vem à tona por meio de um personagem neutro que representa as angústias de um fazendeiro desalmado. Abandonado por todos, ele se arrepende dos pecados e busca a redenção. No palco nu, Diaz modula a voz e a postura para se transformar em diferentes tipos em torno de Augusto. Ainda oferece ao espectador ferramentas para soltar a imaginação, criando imagens que remetem ao sertão. Estreou em 23/5/2014. Até 28/8/2016.
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  • A Cia. Caxote inaugurou um espaço próprio na Pompeia com uma releitura de Navalha na Carne, de Plínio Marcos (1935-1999). Dirigidos por Fernando Aveiro, os atores Bárbara Salomé, Murilo Inforsato e Humberto Caligari protagonizam o drama rebatizado de Por Acaso, Navalha, mas bastante fiel ao original de 1967. O bom trio de intérpretes mostra a história da prostituta Neusa Sueli e seu cafetão, Vado, que a acusa de não repassar o lucro da noite anterior, em atrito com Veludo, o faxineiro da pensão onde moram. O realismo atinge o ápice e renova a batida trama. Vinte espectadores são transportados para um cenário-instalação que representa o quarto da protagonista, e o mérito da montagem consiste na proposta de aproximação entre público e elenco. Estreou em 3/5/2014. Até 4/8/2014.
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  • Treze, com Paulo Goulart Filho, está na lista
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  • Peças

    Dois espetáculos que estreiam no mês de julho

    Atualizado em: 24.Jun.2014

    Juca de Oliveira e Emilio Dantas protagonizam as produções 
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  • Com um violão, a voz grave e o mar como inspiração, o baiano Dorival Caymmi (1914-2008) revolucionou a música brasileira ao criar canções que entraram para o repertório nacional. Entre elas, O que É que a Baiana Tem, Doralice e Marina, entoadas há gerações. Não bastasse, Caymmi é considerado o precursor da bossa nova, tamanha a infuência que exerceu sobre o conterrâneo João Gilberto. No ano de seu centenário, o artista ganha uma homenagem da Orquestra Jazz Sinfônica no Auditório Ibirapuera. Longe de cair no lugar-comum, os instrumentistas apresentam releituras de Canto de Obá e Sábado em Copacabana, entre outras, arranjadas por Rodrigo Morte. Músicas baseadas no trabalho do compositor também têm vez. É o caso de Dança Caymmiana, de Tiago Costa, e Caymminiana — Fantasia sobre Temas de Dorival Caymmi, de Cyro Pereira, um dos fundadores da Jazz Sinfônica, morto há três anos. Fabio Prado, maestro-adjunto, comanda a orquestra. Dias 27 e 28/6/2014.
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  • A medida de cada um

    Atualizado em: 19.Jun.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO