Criminalidade

Ministério Público vai elaborar laudo para manter Champinha internado

Homem que torturou e matou casal em Embu-Guaçu em 2003 terá nova audiência em agosto para avaliação do pedido de liberdade feito pela Defensoria Pública

Por: Estadão Conteúdo

Champinha
Champinha está internado em uma Unidade Experimental de Saúde na Zona Norte (Foto: Reprodução TV)

O Ministério Público de São Paulo vai elaborar um laudo pericial sobre Roberto Aparecido Alves, mais conhecido como “Champinha”, acusado de torturar e matar um casal em 2003, quando tinha 16 anos. Cumprindo pena em uma unidade de internação psiquiátrica, ele será reavaliado em uma nova audiência na Justiça, marcada para o dia 27 de agosto, quando o documento vai ser apresentado. Nessa data, será apreciado o pedido de liberdade para Champinha feito pela Defensoria Pública de São Paulo.

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Contrário à liberação, o MP encaminhou psicólogos e assistentes sociais do Núcleo de Assessoria Técnica Psicossocial para fazer acompanhamento psicológico e avaliação dele. O objetivo é elaborar um laudo sobre as condições de internação, tratamento e possíveis alterações técnicas que sejam necessárias.

Champinha cumpriu três anos de internação psiquiátrica em uma unidade especial, mas não foi liberado após o fim da medida. Em maio, a Justiça decidiu mantê-lo internado. Ele está em uma Unidade Experimental de Saúde na Vila Maria, Zona Norte. O equipamento foi criado pelo governo paulista para atender adolescentes com transtornos psicológicos graves.

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Champinha, hoje com 28 anos, foi condenado por torturar e matar Felipe Caffé, de 19 anos, e Liana Friedenbach, de 16, que foram rendidos enquanto acampavam na zona rural de Embu-Guaçu, na Grande São Paulo.

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Inicialmente ele foi encaminhado à Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), hoje Fundação Casa, onde ficou o período máximo de internação para adolescentes. Em 2007, foi transferido para a unidade experimental de saúde. A proposta da Defensoria Pública é de que ele pudesse continuar o tratamento em liberdade.

Fonte: VEJA SÃO PAULO