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Busca por família de morador de rua de Santo André mobiliza internautas

Fotografia de Mike, de 22 anos, provoca uma onda de mensagens no Facebook

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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O morador de rua Mike ao lado de Rosa e sua filha, Gabriela (Foto: Reprodução/Facebook)

Para tentar encontrar a família de um jovem morador de rua que vive em Santo André, município próximo de São Paulo, um grupo cada vez maior de pessoas vem se manifestando em um grande apelo via Facebook.

Mike, de 22 anos, pedia dinheiro no semáforo da Rua Carijos quando Rosa Ferreira o avistou e se sensibilizou com a situação do rapaz. "Muito magro, usando roupas grandes e com os pés muito sujos", descreveu ela ao postar uma foto.

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A intenção de Rosa é localizar a família de Mike. "Desci do carro e fui até o porta malas, procurar se tinha um chinelo ou uma roupa e o perdi de vista. Dei uma volta pelo quarteirão e o encontrei novamente. Educado, faminto e dependente químico, me disse que morava com a família no mesmo prédio em que a Eloá (assassinada pelo seu namorado, Lindenberg, em 2008) foi morta. Esteve preso por 10 meses e, quando saiu, a família não estava morando mais ali", relata Rosa nas publicações na rede social.

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O morador de rua Mike ao lado de Rosa, que está disposta a ajudar o rapaz a reencontrar sua família (Foto: Reprodução/Facebook)

Até agora, o post teve mais de 426 000 compartilhamentos e muitos interessados em ajudar Mike a reencontrar sua família. Alguns, ofereceram ajuda para uma possível internação dele em uma clínica. As postagem mais recentes dela indicam que as buscas pela família do rapaz continuam. Procurada, Rosa não retornou os telefonemas da reportagem.

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Caso Eloá

O crime aconteceu em 17 de outubro de 2008. Eloá foi mantida em cárcere privado por 100 horas em seu apartamento, em Santo André. Durante as negociações com a Polícia MIlitar, Lindemberg atirou na vítima, que não resistiu aos ferimentos e morreu. O julgamento aconteceu em fevereiro de 2012 e durou quatro. Na ocasião, foi a primeira vez que Lindemberg falou sobre o crime. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO