Cidade

Vala aberta pela prefeitura na Augusta causa transtorno

Em dias de temporais, buraco acumula sacos de lixo e complica o trânsito na rua

Por: Daniel Salles - Atualizado em

Buraco na Rua Augusta - 2203
Trecho da via nos Jardins: subprefeitura abriu a cratera em obra, mas não a fechou (Foto: Mario Rodrigues)

Todos os meses, as concessionárias de serviços de água, luz, gás e telefonia abrem cerca de 50.000 buracos nas vias de São Paulo para realizar obras emergenciais. Os reparos no asfalto, naturalmente, devem ser providenciados por essas mesmas empresas, o que nem sempre acontece com rapidez. Resultado: com o correr do tempo e a ação da chuva, pequenas fissuras se transformam em grandes valas. A multa aplicada em caso de consertos mal realizados (ou na falta deles) é de 2.000 reais por metro quadrado irregular. A fiscalização cabe à prefeitura. Mas quem fiscaliza a prefeitura quando ela própria abre buracos e os deixa abertos? É o que perguntam, indignados, alguns comerciantes da Rua Augusta, na região do Jardim Paulista.

A subprefeitura de Pinheiros iniciou uma reforma ali em novembro para readequar parte da sarjeta da via, abriu uma enorme vala entre as ruas Oscar Freire e Estados Unidos e não voltou para terminar o serviço. “É revoltante. Quase todo dia um de meus clientes despenca com o carro sobre esse buraco”, reclama Willy Leandrini, dono de uma loja de acessórios para veículos de luxo localizada em frente à depressão.

Em dias de fortes temporais, o lugar fica nojento. A cratera se transforma em uma poça de água e é tomada por sacos de lixo. Para evitar acidentes, os motoristas pisam no freio e trafegam pelo trecho a no máximo 30 quilômetros por hora. “Sarjetas malconservadas permitem a infiltração de água no solo e contribuem para a formação de novas fissuras nas ruas”, reconhece Geraldo Mantovani Filho, o subprefeito de Pinheiros, que promete pôr um ponto final no problema até o fim do mês. Ele certamente sabe que, quanto mais demora a começar, mais caro fica o conserto de uma via. É o custo do descaso.

Fonte: VEJA SÃO PAULO