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Corregedoria da polícia investiga confusão com travesti em delegacia

Verônica Bolina mordeu e arrancou parte da orelha de um carcereiro; ela aparece com o rosto desfigurado em imagem que circula na internet

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

2º distrito policial bom retiro
2º Distrito Policial, no Bom Retiro: caso aconteceu no último domingo (12) (Foto: Reprodução)

A corregedoria da Polícia Civil investigará a confusão e a divulgação de imagens de uma travesti que aparece com o rosto desfigurado após uma briga com policiais no 2º DP no Bom Retiro. O caso aconteceu no último domingo (12).

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Em uma das fotos que circulam na internet, ela aparece com os seios à mostra e o rosto desfigurado. Em outra imagem, a travesti está deitada no chão, com a calça rasgada e algemada.

Veronica Bolina
Verônica Bolina: foto divulgada em seu perfil no Facebook e imagem registrada após briga na delegacia (Foto: Montagem)

Em nota divulgada pela Secretaria de Segurança Pública, o delegado Luiz Roberto Hellmeister informou que a travesti conhecida como “Verônica Bolina” foi indiciada por tentar matar uma senhora de 73 anos.  Ainda segundo a nota da SSP, Verônica foi agredida por outros detentos quando começou a se masturbar dentro da cela. Ao tentar conter a situação, o carcereiro foi atacado, dando início ao confronto.

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Carcereiro
Carcereiro de 36 anos ferido foi internado e passou por cirurgia no Hospital das Clínicas (Foto: Reprodução Facebook)

Representantes do Centro de Cidadania LGBT da Secretaria de Direitos Humanos da prefeitura estiveram na delegacia. Em nota, o órgão informou que, para os representantes municipais, Verônica declarou que as agressões aconteceram “em vários momentos” por policiais militares e civis durante sua prisão, na briga com o carcereiro e no hospital onde cuidou dos ferimentos.

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A nota da SSP informa ainda que Verônica continuará no 2º DP até a transferência para um Centro de Detenção Provisória. “O delegado esclarece que ela, por causa da sua condição sexual, pode solicitar uma sala separada do restante dos presos, mas que não houve esse pedido.”

Fonte: VEJA SÃO PAULO